domingo, 27 de dezembro de 2009

Canção de um marinheiro

Faz tempo, mas só agora eu percebi que, apesar de prometer, eu não falei sobre minha prova de japonês, o Nouryoku shiken. Como eu já disse em outras oportunidades, é a prova de proficiência feita pela Japan Foundation (a Fundação Japão; e sim, esse é o nome deles mesmo, em inglês. Como é um órgão internacional, decidiram usar o nome em inglês, e não em japonês). Se deu domingo dia 06 de Dezembro. Pois bem, a prova se divide em em três. A primeira prova é de kanjis e vocabulário. A segunda é a prova de audição (o famoso listening :P), e por último, gramática. Pois bem, posso garantir que fui bem na primeira e na terceira. O que me tira o sono, atualmente, foi meu desempenho no teste de audição. Não tenho certeza se fui tão bem assim. Acho que fui mais ou menos. Contudo, para passar no teste, é necessário acertar 60% em cada um das provas separadamente. Se meu mais ou menos foi mais de 60%, passei. Se foi menos, fica para o ano que vem... Saberei disso em Março, apenas. O motivo? Simples, os japoneses querem corrigir a prova (de múltipla escolha, com folha óptica igual a vestibular) em solo japonês. Não bastasse isso, a prova tem de ir, pasmem, de navio! Vai entender...

Bom, mudando de assunto. Para aqueles que leram o meu texto "Luz de velas", deve ter percebido a influência que sofri do poema "Ismália", de Alphonsus Guimarães. É um dos meus poemas favoritos (brasileiro ou estrangeiro). Um dos mais bonitos que conheço. Recomendo a todos que leiam. Minha colega blogueira Gi postou o poema em seu blog (link: http://profetadopassado.blogspot.com/2009/12/ismalia.html). Leiam que vale. Contudo, ainda há mais uma influência que, como se diz, passou batido. Também não os culpo. É uma música e uma banda não muito conhecida do grande público. A música se chama "A Sailorman's Hymn", da banda Kamelot, e conta (ou canta?) a história de uma jovem que acende uma vela à noite para guiar seu marido que está no mar. Para aqueles que têm curiosidade, vale a pena conferir (por favor, tenham curiosidade. Gosto muito desta música (e de outras da banda) e gostaria de compartilhar com vocês). Portanto, aí vai o vídeo. Aproveitem!



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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz natal

Nessa época de final do ano, muito pouco nos resta a dizer, exceto: Boas festas! E para quem gosta de uma musiquinha de natal:

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Luz de velas

Hoje é meu aniversário, mas quem ganha o presente são vocês! Pois é, hoje, dia 09/12, estou fazendo 23 aninhos! Velhice tá chegando. Chega pra todo mundo, aliás. Não me recordo se já postei esse texto antes, mas como hoje é dia de festa e de soprar velinhas, lembrei do título desse texto.
Queria também aproveitar para agradecer aos que passaram por aqui me desejar um ganbarê na prova de japonês e aos que me ligaram ou vieram falar comigo também. A vocês, domo arigatô gozaimasu ('muito obrigado'). Foi uma semana cansativa, final de semestre ainda com prova e últimos trabalhos para entregar, o que quer dizer que não tive o tempo que gostaria para ver e comentar no blog dos outros (ou até para ler os livros que quero e os filmes que tenho vontade, mas essa é outra história). Sumimasen (isso aí é 'me desculpe').
Então, sem mais delongas:

Luz de velas

Ela subia as escadas para a torre apressadamente. Dos seus passos, ecoava o som da urgência. Em seus olhos, jazia o peso de uma vida guiada por escolhas tortas. Escolhas tristes. Em seu peito, ela carregava o peso de decisões tomadas por outros. Nenhuma acertada.
Agora, só lhe restava rezar. E acreditar.
O homem que ela amava havia partido numa jornada em alto-mar, e como manda a tradição, toda noite ela acendia uma vela à varanda, esperando que ele se guiasse pela luz incerta e retornasse ao lar.
E hoje, depois de tantas horas na madrugada, quando não se sabe mais ao certo quando termina a noite e quando começa o dia – nesse intervalo em que o momento é tudo o que existe e não há nada além dele – ela o ouviu. No alto da torre, trancada a sete chaves, o som do caminhar errante daqueles que preferem o mar à terra, a liberdade providencial dos oceanos à prisão reconfortante do solo.
Tomando a chave por entre seus seios, ela abriu a porta da torre. Lá, próximo da janela, a água encharcava o chão, como se alguém tivesse acabado de entrar.
Ela investigou a pequena sala vagarosamente, mas não encontrou o seu homem. Parecia ver alguém ao canto de seus olhos tristes, mas quando se voltava em sua direção, fugia-lhe a imagem – um vulto a escapar-lhe à vista.
Foi então que ouviu, como se num sussurro, a voz que há tanto esperava; vinha ela carregada no suave embalo do vento, na brisa leve que lhe soprava delicadamente sua mensagem inaudível.
A jovem aproximou-se da janela para escutá-la melhor, e foi aí que viu. A noite esvaía-se em raios de sol, e a única prova de sua existência resumia-se a uma estrela solitária, que resistia bravamente à violência do dia.
O astro solitário mais parecia uma vela, lançando sua luz incerta para guiá-la de volta ao lar. Diante de seus olhos, ela tinha uma estrela-guia, e de seus ouvidos, a voz cada vez mais abafada de seu amado a chamá-la.
Vendo o reflexo da vela ao mar, muitos metros abaixo, ela enfim compreendeu. E tomou sua decisão; a primeira em tanto, tanto tempo. Desfazendo-se da tristeza que trajava, revelou enfim a beleza de um sorriso decidido sobre um rosto apaixonado.
Jogou-se contra o reflexo da estrela no mar para unir-se ao seu amor no céu.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Nihongo nouryoku shiken

Eis o motivo de minha ausência. Essa palavra complicada do título significa "Prova de proficiência em japonês", que ocorrerá amanhã (domingo, dia 06/12) às 08h30min da manhã. Nada mal para começar um domingo, não é? Então, tudo o que peço de vocês é que me desejem sorte (ganbarê, em japonês). Depois conto como foi!