quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Dômo Arigatô, Mr. Robottô
Gostari de agradecer, e muito, a todos que passaram aqui nos últimos dias e que comentaram o meu blog, mesmo sem terem tido retorno de minha parte. Muito obrigado mesmo. Mas como eu havia falado, estou com uma procissão de eventos, todos ocorrendo ao mesmo tempo, na minha vida, e está cada vez mais difícil de me comunicar. Na minha casa quase já nem tem tomada. Nem cadeira. Estou praticamente de pé escrevendo isso. Para quem não lembra, estou em processo de mudança, que começou, de fato, hoje. E minha casa (apartamento, na verdade) está intransitável. Mas amanhã vem o pessoal levar tudo pro apartamento novo, e acho que acabarei passando o carnaval na função (tem alguém em Porto Alegre que qeueira fazer festa com um moreno de 1,80m? Não? hehehe). Mas bom, piadinhas infames a aparte, uma vez mais obrigado, e juro que assim que possível (creio que já no meio da semana que vem) me inteiro de tudo que ocorre em blogs alheios, e volto a me involver. Porque ser parte passiva não tem metade da graça de ser um mebro ativo dos blogs de quinta, e vocês sabem disso. Um abraço a todos, e té mais ;-)
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Desculpas... de novo
Pois é, está virando rotina, mas aqui esotu eu de novo, em meu enésimo post, pedindo desculpas pela falta de updates e pelo meu recente relapso nos blogs alheios. Mas, se servir de consolo, nem no meu eu tenho vindo. E isso se deve a alguns motivos, que pretendo enumerar de forma breve e sucinta.
Estou de férias, mas nem por isso tenho tido tempo livre. Como já comentei algumas vezes, farei uma prova no consulado japonês para concorrer a uma bolsa de um ano de estudos no Japão. Essa prova se dará dia 22 de fevereiro, o que significa que a data está próxima e o tempo está passando. Além de estudar, tenho que preencher os formulários, conseguir minha documentação e treinar minha conversação, visto que teremos de entreter o consul, em japonês, por algo em torno de 15 a 20 minutos. Haja japonês para encher todo esse tempo. Além disso, estou me mudando. O que significa desmontar a casa, separar o lixo, juntar minhas coisas e depois botar tudo no lugar, só que no apartamento novo. Além do mais, parece que meu bom nome de tradutor se espalhou (ao menos, eu gosto de pensar que tenho um bom nome), e cada vez mais gente tem me mandado trabalho. O que significa menos tempo para as miscelâneas, blog incluso. Isso sem falar que meu pc me odeia. Mas eu já disse isso.
Então me perdoem, mas, como já disse meu amigo Pernalonga, "Por hoje é só, pessoal".
Estou de férias, mas nem por isso tenho tido tempo livre. Como já comentei algumas vezes, farei uma prova no consulado japonês para concorrer a uma bolsa de um ano de estudos no Japão. Essa prova se dará dia 22 de fevereiro, o que significa que a data está próxima e o tempo está passando. Além de estudar, tenho que preencher os formulários, conseguir minha documentação e treinar minha conversação, visto que teremos de entreter o consul, em japonês, por algo em torno de 15 a 20 minutos. Haja japonês para encher todo esse tempo. Além disso, estou me mudando. O que significa desmontar a casa, separar o lixo, juntar minhas coisas e depois botar tudo no lugar, só que no apartamento novo. Além do mais, parece que meu bom nome de tradutor se espalhou (ao menos, eu gosto de pensar que tenho um bom nome), e cada vez mais gente tem me mandado trabalho. O que significa menos tempo para as miscelâneas, blog incluso. Isso sem falar que meu pc me odeia. Mas eu já disse isso.
Então me perdoem, mas, como já disse meu amigo Pernalonga, "Por hoje é só, pessoal".
domingo, 10 de janeiro de 2010
Feliz ano novo (um tanto atrasado)
Bom, eu sei que não tenho postado aqui nem com a confluência necessária de um blog semanal nem com a precisão necessária para um blog considerado de quinta(-feira). E eu achava inclusive que ficaria mais uma semana sem postar por alguns motivos: um deles a falta de criatividade para o momento, outro a vontade de descansar e de não fazer nada nesse momento (o que, para o bem ou para o mal, não poderá ser feito; muito estudo e esforço pela frente). Contudo, apesar disso, enquanto viajava na internet, de repente me deparei com o blog de um dos meus autores favoritos, o britânico Neil Gaiman. Para quem não conhece, é um romancista que iniciou sua carreira em histórias em quadrinhos e que, mais tarde, migrou para uma arte com mais palavras e menos desenhos. Mas isso não vem ao caso. Quem quiser saber mais sobre ele pode procurar pelo google ou por nossa sempre fiel wikipedia. E acreditem, vale a pena.
O que me chamou a atenção foi a mensagem de ano novo que ele postou em seu blog e que depois leu (para uma multidão) quando Londres adentrou o ano de 2010. Achei uma mensagem muito bonita e intrigante, e não tive como evitar o desejo de tê-la também aqui em meu blog. O ano novo já passou, mais de semana, mas creio que nem isso torne a mensagem menos válida. Eis, portanto, a tradução:
"Que seu próximo ano seja cheio de magia, sonhos e saudáveis loucuras. Espero que leia bons livros, e que beije alguém que o ache maravilhoso. E não esqueça de fazer arte - escreva ou desenhe ou construa ou cante ou viva como apenas você pode. Que seu próximo ano seja maravilhoso, em que você sonhe tão perigosa quanto corajosamente. Espero que você crie algo que não existia antes que você o criasse, e que você seja amado e apreciado, e que tenha pessoas que possa amar e apreciar em troca. E ainda mais importante (porque eu acho que deveria haver mais bondade e sabedoria no mundo hoje) que você seja quando necessário for, sábio, e sempre bondoso.
E eu espero que, em algum momento do próximo ano, você se surpreenda."
Eis aí a minha (?) mensagem de ano novo. Sequer é minha, de fato, e está atrasada, mas como eu mesmo havia escrito, não creio que isso tire a verdade, a beleza e a sinceridade destas palavras.
O que me chamou a atenção foi a mensagem de ano novo que ele postou em seu blog e que depois leu (para uma multidão) quando Londres adentrou o ano de 2010. Achei uma mensagem muito bonita e intrigante, e não tive como evitar o desejo de tê-la também aqui em meu blog. O ano novo já passou, mais de semana, mas creio que nem isso torne a mensagem menos válida. Eis, portanto, a tradução:
"Que seu próximo ano seja cheio de magia, sonhos e saudáveis loucuras. Espero que leia bons livros, e que beije alguém que o ache maravilhoso. E não esqueça de fazer arte - escreva ou desenhe ou construa ou cante ou viva como apenas você pode. Que seu próximo ano seja maravilhoso, em que você sonhe tão perigosa quanto corajosamente. Espero que você crie algo que não existia antes que você o criasse, e que você seja amado e apreciado, e que tenha pessoas que possa amar e apreciar em troca. E ainda mais importante (porque eu acho que deveria haver mais bondade e sabedoria no mundo hoje) que você seja quando necessário for, sábio, e sempre bondoso.
E eu espero que, em algum momento do próximo ano, você se surpreenda."
Eis aí a minha (?) mensagem de ano novo. Sequer é minha, de fato, e está atrasada, mas como eu mesmo havia escrito, não creio que isso tire a verdade, a beleza e a sinceridade destas palavras.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Canção de um marinheiro
Faz tempo, mas só agora eu percebi que, apesar de prometer, eu não falei sobre minha prova de japonês, o Nouryoku shiken. Como eu já disse em outras oportunidades, é a prova de proficiência feita pela Japan Foundation (a Fundação Japão; e sim, esse é o nome deles mesmo, em inglês. Como é um órgão internacional, decidiram usar o nome em inglês, e não em japonês). Se deu domingo dia 06 de Dezembro. Pois bem, a prova se divide em em três. A primeira prova é de kanjis e vocabulário. A segunda é a prova de audição (o famoso listening :P), e por último, gramática. Pois bem, posso garantir que fui bem na primeira e na terceira. O que me tira o sono, atualmente, foi meu desempenho no teste de audição. Não tenho certeza se fui tão bem assim. Acho que fui mais ou menos. Contudo, para passar no teste, é necessário acertar 60% em cada um das provas separadamente. Se meu mais ou menos foi mais de 60%, passei. Se foi menos, fica para o ano que vem... Saberei disso em Março, apenas. O motivo? Simples, os japoneses querem corrigir a prova (de múltipla escolha, com folha óptica igual a vestibular) em solo japonês. Não bastasse isso, a prova tem de ir, pasmem, de navio! Vai entender...
Bom, mudando de assunto. Para aqueles que leram o meu texto "Luz de velas", deve ter percebido a influência que sofri do poema "Ismália", de Alphonsus Guimarães. É um dos meus poemas favoritos (brasileiro ou estrangeiro). Um dos mais bonitos que conheço. Recomendo a todos que leiam. Minha colega blogueira Gi postou o poema em seu blog (link: http://profetadopassado.blogspot.com/2009/12/ismalia.html). Leiam que vale. Contudo, ainda há mais uma influência que, como se diz, passou batido. Também não os culpo. É uma música e uma banda não muito conhecida do grande público. A música se chama "A Sailorman's Hymn", da banda Kamelot, e conta (ou canta?) a história de uma jovem que acende uma vela à noite para guiar seu marido que está no mar. Para aqueles que têm curiosidade, vale a pena conferir (por favor, tenham curiosidade. Gosto muito desta música (e de outras da banda) e gostaria de compartilhar com vocês). Portanto, aí vai o vídeo. Aproveitem!
Bom, mudando de assunto. Para aqueles que leram o meu texto "Luz de velas", deve ter percebido a influência que sofri do poema "Ismália", de Alphonsus Guimarães. É um dos meus poemas favoritos (brasileiro ou estrangeiro). Um dos mais bonitos que conheço. Recomendo a todos que leiam. Minha colega blogueira Gi postou o poema em seu blog (link: http://profetadopassado.blogspot.com/2009/12/ismalia.html). Leiam que vale. Contudo, ainda há mais uma influência que, como se diz, passou batido. Também não os culpo. É uma música e uma banda não muito conhecida do grande público. A música se chama "A Sailorman's Hymn", da banda Kamelot, e conta (ou canta?) a história de uma jovem que acende uma vela à noite para guiar seu marido que está no mar. Para aqueles que têm curiosidade, vale a pena conferir (por favor, tenham curiosidade. Gosto muito desta música (e de outras da banda) e gostaria de compartilhar com vocês). Portanto, aí vai o vídeo. Aproveitem!
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Feliz natal
Nessa época de final do ano, muito pouco nos resta a dizer, exceto: Boas festas! E para quem gosta de uma musiquinha de natal:
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Luz de velas
Hoje é meu aniversário, mas quem ganha o presente são vocês! Pois é, hoje, dia 09/12, estou fazendo 23 aninhos! Velhice tá chegando. Chega pra todo mundo, aliás. Não me recordo se já postei esse texto antes, mas como hoje é dia de festa e de soprar velinhas, lembrei do título desse texto.
Queria também aproveitar para agradecer aos que passaram por aqui me desejar um ganbarê na prova de japonês e aos que me ligaram ou vieram falar comigo também. A vocês, domo arigatô gozaimasu ('muito obrigado'). Foi uma semana cansativa, final de semestre ainda com prova e últimos trabalhos para entregar, o que quer dizer que não tive o tempo que gostaria para ver e comentar no blog dos outros (ou até para ler os livros que quero e os filmes que tenho vontade, mas essa é outra história). Sumimasen (isso aí é 'me desculpe').
Então, sem mais delongas:
Luz de velas
Ela subia as escadas para a torre apressadamente. Dos seus passos, ecoava o som da urgência. Em seus olhos, jazia o peso de uma vida guiada por escolhas tortas. Escolhas tristes. Em seu peito, ela carregava o peso de decisões tomadas por outros. Nenhuma acertada.
Agora, só lhe restava rezar. E acreditar.
O homem que ela amava havia partido numa jornada em alto-mar, e como manda a tradição, toda noite ela acendia uma vela à varanda, esperando que ele se guiasse pela luz incerta e retornasse ao lar.
E hoje, depois de tantas horas na madrugada, quando não se sabe mais ao certo quando termina a noite e quando começa o dia – nesse intervalo em que o momento é tudo o que existe e não há nada além dele – ela o ouviu. No alto da torre, trancada a sete chaves, o som do caminhar errante daqueles que preferem o mar à terra, a liberdade providencial dos oceanos à prisão reconfortante do solo.
Tomando a chave por entre seus seios, ela abriu a porta da torre. Lá, próximo da janela, a água encharcava o chão, como se alguém tivesse acabado de entrar.
Ela investigou a pequena sala vagarosamente, mas não encontrou o seu homem. Parecia ver alguém ao canto de seus olhos tristes, mas quando se voltava em sua direção, fugia-lhe a imagem – um vulto a escapar-lhe à vista.
Foi então que ouviu, como se num sussurro, a voz que há tanto esperava; vinha ela carregada no suave embalo do vento, na brisa leve que lhe soprava delicadamente sua mensagem inaudível.
A jovem aproximou-se da janela para escutá-la melhor, e foi aí que viu. A noite esvaía-se em raios de sol, e a única prova de sua existência resumia-se a uma estrela solitária, que resistia bravamente à violência do dia.
O astro solitário mais parecia uma vela, lançando sua luz incerta para guiá-la de volta ao lar. Diante de seus olhos, ela tinha uma estrela-guia, e de seus ouvidos, a voz cada vez mais abafada de seu amado a chamá-la.
Vendo o reflexo da vela ao mar, muitos metros abaixo, ela enfim compreendeu. E tomou sua decisão; a primeira em tanto, tanto tempo. Desfazendo-se da tristeza que trajava, revelou enfim a beleza de um sorriso decidido sobre um rosto apaixonado.
Jogou-se contra o reflexo da estrela no mar para unir-se ao seu amor no céu.
Queria também aproveitar para agradecer aos que passaram por aqui me desejar um ganbarê na prova de japonês e aos que me ligaram ou vieram falar comigo também. A vocês, domo arigatô gozaimasu ('muito obrigado'). Foi uma semana cansativa, final de semestre ainda com prova e últimos trabalhos para entregar, o que quer dizer que não tive o tempo que gostaria para ver e comentar no blog dos outros (ou até para ler os livros que quero e os filmes que tenho vontade, mas essa é outra história). Sumimasen (isso aí é 'me desculpe').
Então, sem mais delongas:
Luz de velas
Ela subia as escadas para a torre apressadamente. Dos seus passos, ecoava o som da urgência. Em seus olhos, jazia o peso de uma vida guiada por escolhas tortas. Escolhas tristes. Em seu peito, ela carregava o peso de decisões tomadas por outros. Nenhuma acertada.
Agora, só lhe restava rezar. E acreditar.
O homem que ela amava havia partido numa jornada em alto-mar, e como manda a tradição, toda noite ela acendia uma vela à varanda, esperando que ele se guiasse pela luz incerta e retornasse ao lar.
E hoje, depois de tantas horas na madrugada, quando não se sabe mais ao certo quando termina a noite e quando começa o dia – nesse intervalo em que o momento é tudo o que existe e não há nada além dele – ela o ouviu. No alto da torre, trancada a sete chaves, o som do caminhar errante daqueles que preferem o mar à terra, a liberdade providencial dos oceanos à prisão reconfortante do solo.
Tomando a chave por entre seus seios, ela abriu a porta da torre. Lá, próximo da janela, a água encharcava o chão, como se alguém tivesse acabado de entrar.
Ela investigou a pequena sala vagarosamente, mas não encontrou o seu homem. Parecia ver alguém ao canto de seus olhos tristes, mas quando se voltava em sua direção, fugia-lhe a imagem – um vulto a escapar-lhe à vista.
Foi então que ouviu, como se num sussurro, a voz que há tanto esperava; vinha ela carregada no suave embalo do vento, na brisa leve que lhe soprava delicadamente sua mensagem inaudível.
A jovem aproximou-se da janela para escutá-la melhor, e foi aí que viu. A noite esvaía-se em raios de sol, e a única prova de sua existência resumia-se a uma estrela solitária, que resistia bravamente à violência do dia.
O astro solitário mais parecia uma vela, lançando sua luz incerta para guiá-la de volta ao lar. Diante de seus olhos, ela tinha uma estrela-guia, e de seus ouvidos, a voz cada vez mais abafada de seu amado a chamá-la.
Vendo o reflexo da vela ao mar, muitos metros abaixo, ela enfim compreendeu. E tomou sua decisão; a primeira em tanto, tanto tempo. Desfazendo-se da tristeza que trajava, revelou enfim a beleza de um sorriso decidido sobre um rosto apaixonado.
Jogou-se contra o reflexo da estrela no mar para unir-se ao seu amor no céu.
sábado, 5 de dezembro de 2009
Nihongo nouryoku shiken
Eis o motivo de minha ausência. Essa palavra complicada do título significa "Prova de proficiência em japonês", que ocorrerá amanhã (domingo, dia 06/12) às 08h30min da manhã. Nada mal para começar um domingo, não é? Então, tudo o que peço de vocês é que me desejem sorte (ganbarê, em japonês). Depois conto como foi!
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