<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223</id><updated>2011-10-22T19:05:14.669-07:00</updated><category term='conto'/><category term='Finisterra'/><category term='kana'/><category term='kanji'/><category term='cinema'/><category term='haikai'/><category term='balada'/><category term='Kawabata'/><category term='agradecimentos'/><category term='Faerie'/><category term='crônica'/><category term='mito da criação'/><category term='tradução'/><category term='...'/><title type='text'>Miragens no Deserto</title><subtitle type='html'>Visões na areia...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>56</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-9044885667106091643</id><published>2010-04-29T06:46:00.000-07:00</published><updated>2010-04-29T06:54:07.550-07:00</updated><title type='text'>Hiato</title><content type='html'>Como vocês devem ter notado, faz tempos que não atualizo meu blog, o que tem ocorrido com maior frequência. Isso se deve a muitos fatos, sendo que, dessa vez, o tempo não é um deles. Tenho tido tempo de atualizar, mas a verdade é que não o tenho feito pelo fato do blog não me parecer mais tão atrante como outrora fora. O meu propósito, no início, era um. O de criar uma rotina de escrita, criar comprometimento comigo mesmo e com possíveis leitores de forma a exercer a literatura, por assim dizer. Contudo, de uns tempos para cá, esse propósito me tem sido cada vez mais distante, e os novos rumos que ele tem tomado (de ser quase um blog de variedades) não tem me agradado. Então, após um longo debate interno, decidi colocar meu blog em hiato por tempo indeterminado. &lt;br /&gt;Então, ao invés de toda semana ficar quebrando a cabeça para saber o que escrever ou inventar algo para ocupar espaço aqui, resolvi que seria melhor 'dar um tempo' em tudo isso para me reciclar e voltar, mais tarde, às funções blogueiras a que me propus antes que esse espaço - antes tão importante para mim - perdesse qualquer atrativo e eu me sentisse tentado a terminá-lo. Ao invés disso, deixo esse espaço como está com a mensagem de que pretendo retornar, mas com outra proposta que seja a mim - e aos leitores, espero - mais atraente do que a atual.&lt;br /&gt;Obrigado a todos os que passaram aqui. E até breve!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-9044885667106091643?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/9044885667106091643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=9044885667106091643' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/9044885667106091643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/9044885667106091643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2010/04/hiato.html' title='Hiato'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-4741544154439644635</id><published>2010-03-18T10:34:00.000-07:00</published><updated>2010-03-18T13:47:36.149-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='balada'/><title type='text'>Scarborough Fair</title><content type='html'>Essa semana, após certo tempo de contemplação, enfim resolvi escrever sobre a música do título (Scarborough Fair). Digo isso por já estar com essa idéia na cabeça há algum tempo, e por achar a história dessa canção muitíssimo interessante e diferente. Ao menos, daquilo que estamos acostumados.&lt;br /&gt;Primeiramente, para deixar bem claro, essa canção não é muito conhecida do público brasileiro, mas é tradicional da Inglaterra e razoavelmente conhecida em países de língua inglesa. Sua origem é desconhecida, mas remonta de alguns séculos, tendo tomado forma mais recentemente, em torno de 1800, contando uma história de amor (?) sobre um homem e uma mulher. Antes de partir para o conteúdo, no entanto, acho interessante falar um pouco sobre sua história.&lt;br /&gt;Como dito antes, sua origem não é muito clara, mas há teorias que remontam para a balada “The Elvish Knight”, que fala de um cavaleiro elfo maligno que tenta seqüestrar uma donzela, Isabel. O nome dela, na verdade, costuma variar m diferentes versões, mas esse é o mais conhecido. Alguns leitores mais antigos desse blog já devem ter reconhecido essa balada do conto que escrevi há algum tempo chamado “Faerie ou Isabela e o Cavaleiro Elfo”. Escrevi-o em duas partes (para quem quiser ler: parte 1 aqui &lt;span style="font-style:italic;"&gt;http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/04/faerie-parte-1-de-3.html&lt;/span&gt;; parte 2 aqui &lt;span style="font-style:italic;"&gt;http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/05/faerie-parte-2-de-2.html&lt;/span&gt;. Recomendo a leitura. Gostei muito de escrever, e acho que gostariam de ler também), tentando dar um contexto à balada e uma motivação para sua criação. &lt;br /&gt;Na realidade, a minha tradução se baseia em versões mais modernas da balada, visto que as mais antigas cantavam de um elfo que dava tarefas impossíveis para uma donzela realizar, levando-a consigo caso ela falhasse. E é nessa versão que se baseia a música.&lt;br /&gt;Prosseguindo com a questão histórica, Scarborough é uma cidade na Inglaterra onde havia esta Scarborough Fair, a Feira de Scarborough. Uma cidade mercante que havia recebido aval do rei, diminuindo-lhe impostos sobre mercadores. Daí ficou instituída essa Feira, da qual diversos comerciantes de distintas e variadas regiões participavam. Hoje ela já não existe mais por ser inviável, mas foi por séculos um dos grandes atrativos da região.&lt;br /&gt;Se pensado no contexto da balada, esse é um fato até passageiro e um tanto irrelevante, visto que a história da canção poderia se dar em qualquer local. Mas como a música se chama Scarborough Fair, e o primeiro verso é: ‘Are you going to Scarborough Fair’ (‘Você está indo para a Feira de Scarborough?’), achei que seria interessante explicar sua origem.&lt;br /&gt;O que me chamou atenção na música, na verdade, além de ser uma balada muito bonita, é a história por trás, que trata sobre o tema do amor, mas sob outro prisma. Todos nós conhecemos histórias de um casal apaixonado que tem de passar por incríveis e dramáticas desventuras para ficarem juntos (sendo Romeu e Julieta provavelmente o exemplo mais famoso desse tipo de história). Na canção, porém, o que ocorre é o contrário. Quem canta a música (originalmente um homem, mas pode ser adaptada facilmente a ambos os sexos) já teve um amor, que está em Scarborough. Isso é dito nos versos 3 e 4 (‘Remember me to one who lives there; she once was a true love of mine’ – algo como ‘Mande lembranças minhas àquela que lá vive; ela fora, outrora, meu verdadeiro amor’). Porém, como já ficou explícito, é um amor que se foi. O que se torna claro, no entanto, é a intenção de um voltar e, do outro, não. Por isso, nas estrofes seguintes, aquele que canta a balada dá ao seu “ex-amor” tarefas impossíveis a serem realizadas. Se ela assim as fizer, poderão se amar novamente. Do contrário, permanecerão separados. &lt;br /&gt;São tarefas que devem ser falhadas, e creio ser este o ponto mais interessante da canção, que desfaz o mito do amor verdadeiro, transformando-o em uma espécie de grave rancor de origem desconhecida. Talvez seja essa a grande questão: por que ele exige essas tarefas impossíveis para não mais ficar com ela? Por que não há mais o amor, e sim o desdém, da parte dele?&lt;br /&gt;Além destas questões de conteúdo, há outros assuntos formais da balada. Por exemplo, o segundo verso de todas as estrofes é uma enumeração de ervas (‘Parsley, sage, rosemary and thyme’ – ‘salsinha, salva, alecrim e timo’), o que, por mais estranho que seja, não é incomum em línguas nórdicas, como Sueco e Finlandês, e até mesmo o Alemão. Como há pouco que remonte à verdadeira origem da balada, sugere-se que seja uma rima alternativa ao refrão original. Ou, conforme me confidenciou a wikipedia, pode ter a ver com a crença pagã de que estes quatro temperos, quando misturados, servem como um feitiço de amor.&lt;br /&gt;De qualquer modo, há ainda outras versões para este verso, como ‘Sober and grave grows merry in time’ (‘Sério e grave se alegram com o tempo’), ‘Every rose grows merry with time’ (‘Cada rosa se alegra com o tempo’), e ‘There's never a rose grows fairer with time’ (‘Não há rosa que se alegre tanto com o tempo’).&lt;br /&gt;Todos esses versos só me fazem pensar que há algo mais por trás de tanto desdém, como algum amor velado ou alguma espécie de sentimento querido, mesmo que ressentido, pela mulher (não) amada. Coloquei abaixo a letra com uma tradução livre (e de minha autoria) ao lado. E, ainda, duas versões da música. A primeira interpretada por Hayley Westenra, do espetáculo Celtic Woman (‘Mulher Celta’), que contém uma estrofe a menos, e a que mais gosto, de Simon e Garfunkel. A versão deles também contém alguns versos contra a Guerra Fria, mas decidi não falar disso aqui para não fugir ao propósito, que é falar da origem dessa canção.&lt;br /&gt;Portanto, ei-la:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Are you going to Scarborough Fair? (Você está indo para Scarborough Fair?)&lt;br /&gt;Parsley, sage, rosemary, and thyme. (Salsinha, salva, alecrim e timo.)&lt;br /&gt;Remember me to one who lives there, (Mande lembranças minhas àquela que lá vive,)&lt;br /&gt; she once was a true love of mine. (ela fora, outrora, meu verdadeiro amor.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tell her to make me a cambric shirt. (Diga-lhe para me fazer uma camisa de cambraia)&lt;br /&gt;Parsley, sage, rosemary, and thyme. (Salsinha, salva, alecrim e timo.)&lt;br /&gt;Without no seams nor needlework, (Sem linha nem bordados)&lt;br /&gt;Then she'll be a true love of mine. (E ela será meu verdadeiro amor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tell her to find me an acre of land. (Diga-lhe para me encontrar m acre de terra)&lt;br /&gt;Parsley, sage, rosemary, and thyme. (Salsinha, salva, alecrim e timo.)&lt;br /&gt;Between salt water and the sea strands, (Entre água salgada e faixas de mar)&lt;br /&gt;Then she'll be a true love of mine. (E ela será meu verdadeiro amor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tell her to reap it in a sickle of leather. (Diga-lhe para colhê-los com uma ceifa de couro)&lt;br /&gt;Parsley, sage, rosemary, and thyme. (Salsinha, salva, alecrim e timo.)&lt;br /&gt;And gather it all in a bunch of heather, (E juntar tudo em um monte de urzes).&lt;br /&gt;Then she'll be a true love of mine. (E ela será meu verdadeiro amor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Are you goin' to Scarborough Fair? (Você está indo para Scarborough Fair?)&lt;br /&gt;Parsley, sage, rosemary, and thyme. (Salsinha, salva, alecrim e timo.)&lt;br /&gt;Remember me to one who lives there, (Mande lembranças minhas àquela que lá vive,)&lt;br /&gt;She once was a true love of mine. (ela fora, outrora, meu verdadeiro amor.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-7c093da902d97a71" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" 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Não passei, apesar do estudo e do sacrifício. Mas para ser bem sincero, eu achei mesmo que não seria esse ano. Que bom que ano que vem tem mais, então. Posso fazer a prova de novo, me preparar melhor, e entreter o consul devidamente (sequer me chamaram pra essa parte; nem pude demonstrar meus dotes, por assim dizer...). Mas sem brincadeiras, fiquei um pouco chateado (saí pra afogar as mágoas com amigos), mas não era algo inesperado. Acho que isso ensina duas coisas (ou mais, dependendo de quem interpretar e de que forma): a primeira é que todos vamos falhar eventualmente, ou ver nossos planos darem errado. A segunda é que, nem por isso, precisamos de desistir dos nossos sonhos. Perdão pelo conteúdo meio melodramático, não costumo ser assim, mas acho que temos que pensar positivo. Algo meio Poliana (polianóide, como diria uma amiga minha). De resto, volta às aulas semana que vem, e volta aos escritos também. E aos comentários, claro. Enquanto isso, fiquem com o meu amigo Tom Sawyer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-73f2e944e80fd182" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v3.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3D73f2e944e80fd182%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330244047%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D33A8E31F5833F9EC90D24F4BC07266005DB38B89.83F777E679996AD3F36DC5AE1C0748525665C38F%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D73f2e944e80fd182%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D8tPuj4BDL2V2fVxq5LqIFtGYiC8&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v3.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3D73f2e944e80fd182%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330244047%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D33A8E31F5833F9EC90D24F4BC07266005DB38B89.83F777E679996AD3F36DC5AE1C0748525665C38F%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D73f2e944e80fd182%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D8tPuj4BDL2V2fVxq5LqIFtGYiC8&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-3899702664159220938?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/3899702664159220938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=3899702664159220938' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/3899702664159220938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/3899702664159220938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2010/03/pra-nao-dizer-que-ncao-falei-de-flores.html' title='Pra não dizer que nçao falei de flores...'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-7543115710956626995</id><published>2010-02-11T09:11:00.000-08:00</published><updated>2010-02-11T09:17:30.966-08:00</updated><title type='text'>Dômo Arigatô, Mr. Robottô</title><content type='html'>Gostari de agradecer, e muito, a todos que passaram aqui nos últimos dias e que comentaram o meu blog, mesmo sem terem tido retorno de minha parte. Muito obrigado mesmo. Mas como eu havia falado, estou com uma procissão de eventos, todos ocorrendo ao mesmo tempo, na minha vida, e está cada vez mais difícil de me comunicar. Na minha casa quase já nem tem tomada. Nem cadeira. Estou praticamente de pé escrevendo isso. Para quem não lembra, estou em processo de mudança, que começou, de fato, hoje. E minha casa (apartamento, na verdade) está intransitável. Mas amanhã vem o pessoal levar tudo pro apartamento novo, e acho que acabarei passando o carnaval na função (tem alguém em Porto Alegre que qeueira fazer festa com um moreno de 1,80m? Não? hehehe). Mas bom, piadinhas infames a aparte, uma vez mais obrigado, e juro que assim que possível (creio que já no meio da semana que vem) me inteiro de tudo que ocorre em blogs alheios, e volto a me involver. Porque ser parte passiva não tem metade da graça de ser um mebro ativo dos blogs de quinta, e vocês sabem disso. Um abraço a todos, e té mais ;-)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-7543115710956626995?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/7543115710956626995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=7543115710956626995' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/7543115710956626995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/7543115710956626995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2010/02/domo-arigato-mr-robotto.html' title='Dômo Arigatô, Mr. Robottô'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-901746063505935</id><published>2010-02-04T18:35:00.000-08:00</published><updated>2010-02-04T18:42:04.793-08:00</updated><title type='text'>Desculpas... de novo</title><content type='html'>Pois é, está virando rotina, mas aqui esotu eu de novo, em meu enésimo post, pedindo desculpas pela falta de updates e pelo meu recente relapso nos blogs alheios. Mas, se servir de consolo, nem no meu eu tenho vindo. E isso se deve a alguns motivos, que pretendo enumerar de forma breve e sucinta.&lt;br /&gt;Estou de férias, mas nem por isso tenho tido tempo livre. Como já comentei algumas vezes, farei uma prova no consulado japonês para concorrer a uma bolsa de um ano de estudos no Japão. Essa prova se dará dia 22 de fevereiro, o que significa que a data está próxima e o tempo está passando. Além de estudar, tenho que preencher os formulários, conseguir minha documentação e treinar minha conversação, visto que teremos de entreter o consul, em japonês, por algo em torno de 15 a 20 minutos. Haja japonês para encher todo esse tempo. Além disso, estou me mudando. O que significa desmontar a casa, separar o lixo, juntar minhas coisas e depois botar tudo no lugar, só que no apartamento novo. Além do mais, parece que meu bom nome de tradutor se espalhou (ao menos, eu gosto de pensar que tenho um bom nome), e cada vez mais gente tem me mandado trabalho. O que significa menos tempo para as miscelâneas, blog incluso. Isso sem falar que meu pc me odeia. Mas eu já disse isso.&lt;br /&gt;Então me perdoem, mas, como já disse meu amigo Pernalonga, "Por hoje é só, pessoal".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-901746063505935?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/901746063505935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=901746063505935' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/901746063505935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/901746063505935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2010/02/desculpas-de-novo.html' title='Desculpas... de novo'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-6780298495820301830</id><published>2010-01-10T18:46:00.001-08:00</published><updated>2010-01-10T19:05:27.470-08:00</updated><title type='text'>Feliz ano novo (um tanto atrasado)</title><content type='html'>Bom, eu sei que não tenho postado aqui nem com a confluência necessária de um blog semanal nem com a precisão necessária para um blog considerado de quinta(-feira). E eu achava inclusive que ficaria mais uma semana sem postar por alguns motivos: um deles a falta de criatividade para o momento, outro a vontade de descansar e de não fazer nada nesse momento (o que, para o bem ou para o mal, não poderá ser feito; muito estudo e esforço pela frente). Contudo, apesar disso, enquanto viajava na internet, de repente me deparei com o blog de um dos meus autores favoritos, o britânico Neil Gaiman. Para quem não conhece, é um romancista que iniciou sua carreira em histórias em quadrinhos e que, mais tarde, migrou para uma arte com mais palavras e menos desenhos. Mas isso não vem ao caso. Quem quiser saber mais sobre ele pode procurar pelo google ou por nossa sempre fiel wikipedia. E acreditem, vale a pena.&lt;br /&gt;O que me chamou a atenção foi a mensagem de ano novo que ele postou em seu blog e que depois leu (para uma multidão) quando Londres adentrou o ano de 2010. Achei uma mensagem muito bonita e intrigante, e não tive como evitar o desejo de tê-la também aqui em meu blog. O ano novo já passou, mais de semana, mas creio que nem isso torne a mensagem menos válida. Eis, portanto, a tradução:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que seu próximo ano seja cheio de magia, sonhos e saudáveis loucuras. Espero que leia bons livros, e que beije alguém que o ache maravilhoso. E não esqueça de fazer arte - escreva ou desenhe ou construa ou cante ou viva como apenas você pode. Que seu próximo ano seja maravilhoso, em que você sonhe tão perigosa quanto corajosamente. Espero que você crie algo que não existia antes que você o criasse, e que você seja amado e apreciado, e que tenha pessoas que possa amar e apreciar em troca. E ainda mais importante (porque eu acho que deveria haver mais bondade e sabedoria no mundo hoje) que você seja quando necessário for, sábio, e sempre bondoso.&lt;br /&gt;E eu espero que, em algum momento do próximo ano, você se surpreenda."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis aí a minha (?) mensagem de ano novo. Sequer é minha, de fato, e está atrasada, mas como eu mesmo havia escrito, não creio que isso tire a verdade, a beleza e a sinceridade destas palavras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-6780298495820301830?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/6780298495820301830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=6780298495820301830' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/6780298495820301830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/6780298495820301830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2010/01/feliz-ano-novo-um-tanto-atrasado.html' title='Feliz ano novo (um tanto atrasado)'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-7318372302111196328</id><published>2009-12-27T08:27:00.000-08:00</published><updated>2009-12-27T09:19:01.762-08:00</updated><title type='text'>Canção de um marinheiro</title><content type='html'>Faz tempo, mas só agora eu percebi que, apesar de prometer, eu não falei sobre minha prova de japonês, o Nouryoku shiken. Como eu já disse em outras oportunidades, é a prova de proficiência feita pela Japan Foundation (a Fundação Japão; e sim, esse é o nome deles mesmo, em inglês. Como é um órgão internacional, decidiram usar o nome em inglês, e não em japonês). Se deu domingo dia 06 de Dezembro. Pois bem, a prova se divide em em três. A primeira prova é de kanjis e vocabulário. A segunda é a prova de audição (o famoso listening :P), e por último, gramática. Pois bem, posso garantir que fui bem na primeira e na terceira. O que me tira o sono, atualmente, foi meu desempenho no teste de audição. Não tenho certeza se fui tão bem assim. Acho que fui mais ou menos. Contudo, para passar no teste, é necessário acertar 60% em cada um das provas separadamente. Se meu mais ou menos foi mais de 60%, passei. Se foi menos, fica para o ano que vem... Saberei disso em Março, apenas. O motivo? Simples, os japoneses querem corrigir a prova (de múltipla escolha, com folha óptica igual a vestibular) em solo japonês. Não bastasse isso, a prova tem de ir, pasmem, de navio! Vai entender...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, mudando de assunto. Para aqueles que leram o meu texto "Luz de velas", deve ter percebido a influência que sofri do poema "Ismália", de Alphonsus Guimarães. É um dos meus poemas favoritos (brasileiro ou estrangeiro). Um dos mais bonitos que conheço. Recomendo a todos que leiam. Minha colega blogueira Gi postou o poema em seu blog (link: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;http://profetadopassado.blogspot.com/2009/12/ismalia.html&lt;/span&gt;). Leiam que vale. Contudo, ainda há mais uma influência que, como se diz, passou batido. Também não os culpo. É uma música e uma banda não muito conhecida do grande público. A música se chama "A Sailorman's Hymn", da banda Kamelot, e conta (ou canta?) a história de uma jovem que acende uma vela à noite para guiar seu marido que está no mar. Para aqueles que têm curiosidade, vale a pena conferir (por favor, tenham curiosidade. Gosto muito desta música (e de outras da banda) e gostaria de compartilhar com vocês). Portanto, aí vai o vídeo. Aproveitem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-8d79c72504ddd971" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v11.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3D8d79c72504ddd971%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330244048%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D4A54FECEA78507CE1B08B813A2D8B7F577313C1.CCC7B521E7FC64588DF5B52B3B87C65B72CAC16%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D8d79c72504ddd971%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D4f1cm2q4Jt9RnbutIcM0fX9wexM&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v11.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3D8d79c72504ddd971%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330244048%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D4A54FECEA78507CE1B08B813A2D8B7F577313C1.CCC7B521E7FC64588DF5B52B3B87C65B72CAC16%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D8d79c72504ddd971%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D4f1cm2q4Jt9RnbutIcM0fX9wexM&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-7318372302111196328?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/7318372302111196328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=7318372302111196328' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/7318372302111196328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/7318372302111196328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/12/cancao-de-um-marinheiro.html' title='Canção de um marinheiro'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-744166170933209782</id><published>2009-12-24T10:09:00.000-08:00</published><updated>2009-12-24T10:34:20.125-08:00</updated><title type='text'>Feliz natal</title><content type='html'>Nessa época de final do ano, muito pouco nos resta a dizer, exceto: Boas festas! E para quem gosta de uma musiquinha de natal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-ba5531077b214ed4" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v17.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dba5531077b214ed4%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330244048%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D2C0433274B5185D365A6EE44A62F34E36661E070.51D98B1C7A611682B4CE504377B9ABCA8D54FE22%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dba5531077b214ed4%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DwsO1AQIp29QtgiMu6qABciAzV7c&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v17.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dba5531077b214ed4%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330244048%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D2C0433274B5185D365A6EE44A62F34E36661E070.51D98B1C7A611682B4CE504377B9ABCA8D54FE22%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dba5531077b214ed4%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DwsO1AQIp29QtgiMu6qABciAzV7c&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-744166170933209782?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/744166170933209782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=744166170933209782' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/744166170933209782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/744166170933209782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/12/feliz-natal.html' title='Feliz natal'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-8690920141877359900</id><published>2009-12-09T11:01:00.000-08:00</published><updated>2009-12-15T12:48:38.862-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Luz de velas</title><content type='html'>Hoje é meu aniversário, mas quem ganha o presente são vocês! Pois é, hoje, dia 09/12, estou fazendo 23 aninhos! Velhice tá chegando. Chega pra todo mundo, aliás. Não me recordo se já postei esse texto antes, mas como hoje é dia de festa e de soprar velinhas, lembrei do título desse texto.&lt;br /&gt;Queria também aproveitar para agradecer aos que passaram por aqui me desejar um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ganbarê&lt;/span&gt; na prova de japonês e aos que me ligaram ou vieram falar comigo também. A vocês, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;domo arigatô gozaimasu&lt;/span&gt; ('muito obrigado'). Foi uma semana cansativa, final de semestre ainda com prova e últimos trabalhos para entregar, o que quer dizer que não tive o tempo que gostaria para ver e comentar no blog dos outros (ou até para ler os livros que quero e os filmes que tenho vontade, mas essa é outra história). &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sumimasen&lt;/span&gt; (isso aí é 'me desculpe').&lt;br /&gt;Então, sem mais delongas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Luz de velas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela subia as escadas para a torre apressadamente. Dos seus passos, ecoava o som da urgência. Em seus olhos, jazia o peso de uma vida guiada por escolhas tortas. Escolhas tristes. Em seu peito, ela carregava o peso de decisões tomadas por outros. Nenhuma acertada.&lt;br /&gt;Agora, só lhe restava rezar. E acreditar.&lt;br /&gt;O homem que ela amava havia partido numa jornada em alto-mar, e como manda a tradição, toda noite ela acendia uma vela à varanda, esperando que ele se guiasse pela luz incerta e retornasse ao lar.&lt;br /&gt;E hoje, depois de tantas horas na madrugada, quando não se sabe mais ao certo quando termina a noite e quando começa o dia – nesse intervalo em que o momento é tudo o que existe e não há nada além dele – ela o ouviu. No alto da torre, trancada a sete chaves, o som do caminhar errante daqueles que preferem o mar à terra, a liberdade providencial dos oceanos à prisão reconfortante do solo.&lt;br /&gt;Tomando a chave por entre seus seios, ela abriu a porta da torre. Lá, próximo da janela, a água encharcava o chão, como se alguém tivesse acabado de entrar.&lt;br /&gt;Ela investigou a pequena sala vagarosamente, mas não encontrou o seu homem. Parecia ver alguém ao canto de seus olhos tristes, mas quando se voltava em sua direção, fugia-lhe a imagem – um vulto a escapar-lhe à vista.&lt;br /&gt;Foi então que ouviu, como se num sussurro, a voz que há tanto esperava; vinha ela carregada no suave embalo do vento, na brisa leve que lhe soprava delicadamente sua mensagem inaudível.&lt;br /&gt;A jovem aproximou-se da janela para escutá-la melhor, e foi aí que viu. A noite esvaía-se em raios de sol, e a única prova de sua existência resumia-se a uma estrela solitária, que resistia bravamente à violência do dia.&lt;br /&gt;O astro solitário mais parecia uma vela, lançando sua luz incerta para guiá-la de volta ao lar. Diante de seus olhos, ela tinha uma estrela-guia, e de seus ouvidos, a voz cada vez mais abafada de seu amado a chamá-la.&lt;br /&gt;Vendo o reflexo da vela ao mar, muitos metros abaixo, ela enfim compreendeu. E tomou sua decisão; a primeira em tanto, tanto tempo. Desfazendo-se da tristeza que trajava, revelou enfim a beleza de um sorriso decidido sobre um rosto apaixonado.&lt;br /&gt;Jogou-se contra o reflexo da estrela no mar para unir-se ao seu amor no céu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-8690920141877359900?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/8690920141877359900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=8690920141877359900' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/8690920141877359900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/8690920141877359900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/12/luz-de-velas.html' title='Luz de velas'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-717755176094279218</id><published>2009-12-05T06:29:00.001-08:00</published><updated>2009-12-05T06:31:52.086-08:00</updated><title type='text'>Nihongo nouryoku shiken</title><content type='html'>Eis o motivo de minha ausência. Essa palavra complicada do título significa "Prova de proficiência em japonês", que ocorrerá amanhã (domingo, dia 06/12) às 08h30min da manhã. Nada mal para começar um domingo, não é? Então, tudo o que peço de vocês é que me desejem sorte (ganbarê, em japonês). Depois conto como foi!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-717755176094279218?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/717755176094279218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=717755176094279218' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/717755176094279218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/717755176094279218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/12/nihongo-nouryoku-shiken.html' title='Nihongo nouryoku shiken'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-527377749667311200</id><published>2009-11-26T08:44:00.000-08:00</published><updated>2009-11-26T08:49:38.377-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Minha vida</title><content type='html'>Bom, gente. Dessa vez me superei. Além de ter demorado duas semanas para postar alguma coisa, ainda demorei para comentar os dos outros (isso se comentei) e não escrevi nada de novo. Contudo, quando pensava sobre o que fazer hoje, cheguei à seguinte conclusão: um aluno de letras aplicado como eu certamente teria algum texto velho e surrado que os meus leitores não conheceriam. E nas minhas pesquisas na memória do meu pc, cá achei essa crônica, que escrevi ainda no primeiro semestre. Olhando agora, vejo várias coisas que gostaria de mudar, mas ainda assim, creio eu, ficou divertida. Espero que vocês gostem de ler tanto quanto eu gostei de escrever. Depois, quem sabe, reescrevo e gosto mais, não é? Se tudo der certo, isso é. Afinal, como já escrevi em post anteriores, minha internet me odeia, e está cada vez mais difícil de me conectar (estou postando isso do pc da minha mãe, por exemplo). Mas deixemos essa história para outra ocasião. Por ora, deixo-vos com:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Minha vida, meu pc&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Tecnologia. Ciência. Computadores. As maravilhas do Mundo Moderno. O que seria de nós sem todas essas coisas e ainda mais? Com o avançar das eras, nos sentimos cada vez mais dependentes dessas ferramentas que facilitam nosso dia-a-dia e se tornaram partes integrais de nossas vidas. &lt;br /&gt;Afinal, como poderíamos viver sem um pc conectado 24 horas por dia à Internet nos bombardeando com filmes pornôs, vírus e Chuck Norris? Porém, eles não se restringem a apenas isso. Ah, não! Há também os utilíssimos e informativos e-mails com formas de obtermos pênis maiores e ereções cada vez mais vigorosas.&lt;br /&gt;Somos postos contra a parede, tal o volume de informações (normalmente inúteis, claro) que veiculam diante de nós. Com velocidade tal, digna de um Schumacher em seus bons tempos (aqueles, quando o Rubinho ainda era segundo piloto...). E, para acompanhar tudo isso, nada melhor que gastar constantemente em upgrades e peças novas para potencializar o pc. Afinal, só assim pra jogar o novo Fifa Soccer ou o RPG Online do momento. Felizmente, pra quem não tem uma máquina desse tipo (ou seja, toda a gurizada que não consegue extorquir os pais da maneira apropriada) ainda consegue ir numa LAN House saciar suas necessidades básicas. Ah! As maravilhas do Mundo Moderno.&lt;br /&gt;No fundo, ter um pc é uma relação de amor e ódio. Ora ele é a ferramenta mais útil na face da terra, nos permitindo pagar contas e administrar nossa casa, ora ele estraga e leva todos os arquivos de todos os usuários junto. Isso se ainda não arrastar o proprietário pra uma clínica psiquiátrica como conseqüência de ter perdido aquele trabalho que demorou dias e mais dias de pesquisa só pra começar. E pra piorar, ainda fazem filmes como ‘O Exterminador do Futuro’ e ‘Matrix’, em que essas mesmas máquinas se voltam contra a humanidade, fazendo as piores coisas: nos privando de nossa liberdade, nos escravizando, assassinando nossa espécie, escondendo o controle da tv... esse tipo de coisa. E ainda assim não conseguimos viver sem eles.&lt;br /&gt;Bom, pelo menos o meu funcionou o bastante pra terminar essa crônica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-527377749667311200?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/527377749667311200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=527377749667311200' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/527377749667311200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/527377749667311200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/11/minha-vida.html' title='Minha vida'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-6433044633034331286</id><published>2009-11-06T05:25:00.000-08:00</published><updated>2009-11-06T06:25:32.074-08:00</updated><title type='text'>O universo e a estupidez</title><content type='html'>O que venho falar aqui, dessa vez, é um episódio verídico que me aconteceu no final de semana passado, durante o feriado. Acho que esse é um tema novo no meu blog. Por incrível que pareça, acho que nunca falei de mim para além de questões superficiais, como objeto de estudo, objetivos, cursos, etc. Mas passemos ao caso. Antes contudo, é necessária uma pequena explicação. Eu tenho um amigo que é cego. O nome dele não importa, o que importa é que ele tem um doença degenerativa da retina, que atingiu um estágio atual que o deixou com menos de 10% da visão; estima-se que ele tenha algo em torno de 5% da visão, mas abaixo dos 10% fica muito difícil de precisar. Fato é que ele não tem a visão fóvica (vulga central), apenas a visão periférica. Somos amigos há algo em torno de 15 ou 16 anos, mas ele não tem como me reconhecer na rua a menos que eu chame a atenção dele, por exemplo. Vocês devem imaginar a dificuldade que é para atravessar ruas, pegar ônibus, etc. Naturalmente, ele usa óculos escuros e bengala. Ah, claro. Apesar da cultura geral ser de que só é cego quem não enxerga nada, existem vários níveis de cegueira. Ele sofre de baixa visão, que é um tipo de cegueira, por exemplo. Bom, adiante:&lt;br /&gt;Fomos a uma festa, eu e ele. Apesar de sua condião poder indicar uma pessoa passiva, aflita e indefesa, ele é perfeitamente capaz de se virar, já me levou para um monte de festas, tem trabalho, estuda como todo mundo; enfim, exceto por sua visão, vive normalmente. Portanto, fomos à festa. Lá, como ele gosta de dançar, ele tirou várias gurias para dançarem com ele. Como ele tem noiva e é um sujeito sério, ele dança porque gosta, não porque tenha segundas intenções. Ele só pede a minha ajuda para dizer quem é guria ao redor. &lt;br /&gt;Bom, algumas pessoas viram e devem ter ficado desconfiadas. Afinal, um cego dançando? Como pode isso? E tal ficou que começaram a passar a mão na frente do rosto dele para ver se ele enxergava. Eu comentei isso com ele, mas ele disse que não se importava, que não dava bola. Ele é um cara tranquilo. Outro dia, quando comentei da preferência dele em filas, em assentos de ônibus, etc: ele só me responde: "é, mas isso me custou os olhos da cara". Tranquilo e bem humorado. Até eu faço piada com ele. E além disso ele é judeu. Faço piada com isso também :P&lt;br /&gt;Bom, elas passaram a mão na frente do rosto dele (sem tocá-lo, logicamente) e achei que fosse parar por aí. Contudo, no momento seguinte, uma das gurias tirou o óculos dele e começou a usar. Eu, bom amigo que sou, pedi educadamente para que ela devolvesse os óculos: "Ele é cego, sua ignorante!". A moça me olhou surpresa, meio aflita, e a amiga dela também. Me perguntaram se era sério, e eu disse que sim. Devolveram os óculos prontamente e começaram a pedir desculpas. Eu confesso que fiquei incomodado com elas e não queria muito papo, mas ele não pareceu se importar muito. Queriam que nos juntássemos a elas e nos deram uma cerveja. Eu, como disse, não estava com vontade de ficar, mas ele achou que seria até uma boa oportunidade de falar sobre o problema dele e esclarecer alguns preconceitos. Aceitei. Mas que podia eu fazer, largar ele ali? Ficamos mais um pouco.&lt;br /&gt;Depois, ele começou a explicar tudo o que eu disse no topo: que ele sofria de baixa visão, tem menos de 5%, só tem a visão periférica, etc. Então, uma das gurias ficou braba com ele por ele não ser cego "de verdade". Que ele era um fingido porque ele enxergava, que ele (e eu, por acompanhá-lo) deveria sentir vergonha de fazer isso, e daí pra baixo. Ele, coerente e um tanto acostumado a discriminação, só disse: "vai estudar". E ela começou a espalhar que ele não era cego. Felizmente ainda tinha gente ali de bom senso que resolveu ignorá-la, gente que veio nos dar apoio ou pedir desculpas por ela. Mas também teve gente que nos mandou embora. Agora que nada mais nos prendia ali (muito antes pelo contrário), saímos. Um tanto escandlizados pelo evento, mas já presenciei outros assim. Certa vez, quando atravessava a rua com ele, na faixa de segurança, teve arro que começou a buzinar (para um cego!), abriu a janela e mandou o cego sair da rua, já que ele não conseguia atravessar.&lt;br /&gt;É por essas e outras que sabemos que Einstein tinha razão quando disse: "Apenas duas coisas são infinitas, o universo a estupidez humana, e eu não tenho certeza quanto ao primeiro".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-6433044633034331286?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/6433044633034331286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=6433044633034331286' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/6433044633034331286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/6433044633034331286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/11/o-universo-e-estupidez.html' title='O universo e a estupidez'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-449482839532466133</id><published>2009-10-29T15:01:00.000-07:00</published><updated>2009-10-29T15:59:50.085-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Uma vez mais, pulei uma semana. Não quero que isso se torne hábito, mas a verdade é que estou cada vez mais focado no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Noryoku Shiken&lt;/span&gt; (aquele teste de proficiência em japonês do qual falei no post passado). As boas novas é que fiz um simulado (na verdade, a prova de 2006) e o resultado foi positivo: passei! Resta ver se na edição de 2009 também passo. Mas como ainda tem mais de um mês pela frente, estou cada vez mais confiante na vitória. hehehe&lt;br /&gt;Contudo, isso provavelmente significa que os posts vão ficar meio atravessados. Além dos comentários que costumo fazer. Gosto de ler bem e de pensar a respeito de cada um dos posts, tentando ser o mais "ajudante" possível, o que fica complicado diante do volume de estudos que estou tendo. Juro que vou tentar compensar e me organizar para dar tempo para tudo, mas é difícil. E, muitas vezes, cansativo. Mesmo.&lt;br /&gt;Só para não perder o barco: gostei do comentário da Gi sobre o tópico do outro post. Só para relembrar, falei de autoria e da intenção do autor, argumentando que o que interessa, na verdade, é a interpretação que o leitor faz da obra, e não o que o autor talvez tivesse vontade de dizer. Aí ela argumentou: pena que o vestibular não pensa assim. É verdade. Pena. Estão perdendo uma ótima chance de dar mais autonomia aos estudantes e de fazê-los raciocinar sobre o que lêem, ao invés de apenas decorar mais "fórmulas" para passar. Sei que o vestibular necessita de um critério objetivo para definir quem passa e quem roda, mas não penso que jogar uma interpretação específica sobre o que é o certo sobre tal autor e o que é errado seja o melhor. Mas quem sou eu para falar. Só um blogueiro. Ainda, pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para não deixar ninguém (muito) na mão, resolvi postar um video de uma banda japonesa que faz muito sucesso: B'z. Sim, é esse o nome mesmo. Gosto do som deles, especialmente da guitarra (os mais observadores verão que o guitarrista é feio pra caramba, mas toca muito :P), e é um rock um pouco diferente do que costumamos ouvir. Bom, quem sabe eu não deixo eles mesmos se apresentarem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem quiser ver a letras, está nesse site (http://bz.9fishdesign.com/bzlyrics/lovedead.htm) com a traduçao (em inglês). Se vocês se interessarem, posso postar a tradução em português mais tarde, durante a semana. Bom, aproveitem&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-6f79ffb6cb2a1114" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v1.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D6f79ffb6cb2a1114%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330244048%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D25CFA4164B363218B60AFB9C24FFB098A9958AC2.3B3F8E08389558949B3776308CA1DBBD8F5ECE81%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D6f79ffb6cb2a1114%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DDUEU3ZwIHnk3n4-jlJIswiuFT08&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v1.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D6f79ffb6cb2a1114%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330244048%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D25CFA4164B363218B60AFB9C24FFB098A9958AC2.3B3F8E08389558949B3776308CA1DBBD8F5ECE81%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D6f79ffb6cb2a1114%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DDUEU3ZwIHnk3n4-jlJIswiuFT08&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-449482839532466133?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/449482839532466133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=449482839532466133' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/449482839532466133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/449482839532466133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/10/uma-vez-mais-pulei-uma-semana.html' title=''/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-3391383936672023809</id><published>2009-10-15T14:10:00.000-07:00</published><updated>2009-10-15T14:47:26.713-07:00</updated><title type='text'>De liberdades e afins</title><content type='html'>Pois é, dessa vez consegui atualizar na quinta; contudo, seguindo a linha das últimas semanas, também estou um pouco sem tempo. Sei que essa desculpa já não deve estar mais colando, mas eu tenho uma boa explicação para estar assim. E ela se chama &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nihongo no ryoku shiken&lt;/span&gt;. Para quem não conhece, é uma prova de proficiência em japonês. Vai acontecer dia 06/12, e estou me preparando ardentemente para ela. Por que?, vocês perguntam? Porque, eu respondo, se conseguir uma boa nota, poderei pleitear uma bolsa de estudos no consulado japonês (tem um aqui em Porto Alegre) para estudar lá por dois semestres (e, quem sabe, até um mestrado ou doutorado. Um colega meu foi no início de Outubro, há duas semanas). Eis a razão de tanta demora (e de por que eu ter estado tão focado em japonês em certo momento. Era mais fácil me concentar nessa matéria devido ao volume de estudo recente. Quem sabe o que o futuro me aguarda, não?&lt;br /&gt;Contudo, eu gostaria de me focar em outra questão neste momento. Eu tinha vontade de comentar isso faz mais tempo, mas acabei me passando. Num dos posts recentes, um dos leitores me pediu a "real interpretação" do meu texto; ou seja, o que eu queria dizer com ele.&lt;br /&gt;De fato, o autor pode ter muito a dizer com um texto, pode ter planos e expectativas bem palpáveis com ele, mas acho que nem por isso essa seja a única/real interpretação. Muito pelo contrário, é só mais uma. Um dos motivos por que digo isso é que, em muitas ocasiões, o que o autor quer dizer não é necessariamente o que está escrito; são duas coisas diferentes. Muitas vezes eu me surpreendi com interpretações que leitores fizeram com os meus textos; leituras que eu jamais havia pensado. E sabem de uma coisa? Eu gostei. Muitas vezes concordei: "acho que é isso mesmo", pensava. E por que não? Só porque a minha opinião é diferente ela é a certa? Uma coisa é uma interpretação ruim, algo mal entendido, algum evento que escapou à atenção que mudariam a visão da narrativa. Algo completamente diferente de entendimento. Além do que, eu gosto muito quando vários leitores têm interpretações diferentes sobre um mesmo texto. Odiava (e ainda odeio, para ser bem sincero) aulas de literatura em que o professor tenta nos enfiar a "leitura certa" goela abaixo. Me lembro até hoje de uma aula que tive na faculdade, em que a professora estava dando a interpretação de um poema. Eu, sinceramente, achei aquela interpretação muito "longa", muito complexa. Duvidava que, ao escrever, o narrador tivesse pensado naquilo tudo. Para mim a leitura era muito mais simples. Vejam bem, não me lembro mais do poema nem das interpretações, mas disso mej lembro: levantei o braço e compartilhei minha opinião, dizendo o que pensava (que o autor não era esse gênio todo, tinha uma visão muito mais simples do que a professora achava). Aí foi uma das piores coisas que já vi: ela nem respondeu, só baixou os olhos, fez um sinal de negativo com a cabeça e continuou dando aula. Só faltou dizer algo como: tolinho. Aí eu estava acabado mesmo...&lt;br /&gt;Até porque, eu creio que o texto, ao deixar a mesa do autor para ganhar a internet, os livros, ou só um guardanapo mesmo, ele ganha vida própria, autonomia, independência do autor. Num caso mais extremo: um dia o autor vai morrer, e o texto vai continuar. Como aconteceu com "Dom Casmurro", "Dom Quixote", "Crime e Castigo", "O Senhor dos Anéis", etc. Ninguém se preocupa em perguntar para o autor o que ele quis dizer com isso ou aquilo. Ou alguém conhece alguma sessão espírita que incorpore Homero, Virgílio, Fernando Pessoa e afins?&lt;br /&gt;E sabem de uma coisa? Ninguém se importa com o que eles pensavam. Mesmo. Querem ver? Retomando o exemplo: Dom Quixote. O livro era um ataque à corte e a inimigos pessoais de Cervantes (com o nome deles e tudo). Ridicularizava todos eles e sua cavalaria. De acordo com um professor meu: veneno puro. Hoje virou um romance heróico sobre amor e esperança, com pitadas de humor e sarcasmo. Um clássico. E sabem por quê? Porque tinha nesse livro algo que escapava ao mero domínio do autor/narrador. Algo muito maior do que ele, e ganhou vida própria. Outro exemplo: ALice no País das Maravilhas. Esse livro pode ser lido como uma crítica à corte inglesa com apologia às drogas inclusive. A Disney transformou em desenho infantil. E a intenção do autor, cadê? Em qualquer outro lugar. Porque, sinceramente, não interessa. O que interessa é o texto e aquilo que ele nos diz, porque somos livres para ler e pensarmos no que quisermos. Nós, leitores, ajudamos a dar sentido às palavras. Eu, sinceramente, odeio quando sinto que o narrador tenta me levar pela mão e me guiar por todo o texto. Me sinto menosprezado, tratado como idiota. Gosto quando ele me deixa livre para imaginar e voar conforme meus próprios desejos. Muitas vezes, quando vou ler um texto meu, sinto justamente que falta alguma conexão, que só eu como autor consigo enxergar, e lá vou eu trabalhar o texto para garantir que meus leitores vão conseguir extrair alguma coisa dali. Sem, contudo, me meter na leitura deles. Creio que é um balanço delicado, que nem sempre dá certo. Mas eu tento. E quando dá, dá um gosto de ver. Ou ler, no caso.&lt;br /&gt;Alguém aí está de acordo? Não? Que bom que estamos na internet, então. Venha concordar, bater em mim ou ficar em cima do muro :P&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-3391383936672023809?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/3391383936672023809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=3391383936672023809' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/3391383936672023809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/3391383936672023809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/10/de-liberdades-e-afins.html' title='De liberdades e afins'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-3441769580180598709</id><published>2009-10-08T14:12:00.000-07:00</published><updated>2009-10-08T14:17:21.020-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Perdão... Sorry... Gomen... Pardon....</title><content type='html'>Bom, primeiramente, eu gostaria de pedir desculpas por não ter postado semana passada. Quem me conhece sabe que minha internet me odeia (assim como várias outras tecnologias) e ela resolveu que não funcionaria adequadamente no final de semana. Então, quando dei por mim, achei melhor esperar até quinta-feira para fazer um super post super legal. Contudo, como sempre, fui deixando para a última hora, e agora me encontro tendo de estudar para duas provas de Japonês que terei amanhã; ou seja, também não vou poder me esmerar como gostaria sobre esse post.&lt;br /&gt;Contudo, não poderia deixá-los sem updates, claro. Onde estariam meus modos? Por isso, aqui vos trago a sequência do último conto, e a promessa de que, ainda essa semana, publico algo um tanto mais elaborado por aqui. E bom feriado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O chão de Luciane (2)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o chão aceitou Luciane de volta. Seu funeral será amanhã pela manhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-3441769580180598709?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/3441769580180598709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=3441769580180598709' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/3441769580180598709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/3441769580180598709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/10/perdao-sorry-gomen-pardon.html' title='Perdão... Sorry... Gomen... Pardon....'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-9129001323934358561</id><published>2009-09-24T17:43:00.000-07:00</published><updated>2009-09-25T11:36:20.814-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>O chão de Luciane</title><content type='html'>Pprimeiramente, gostaria de agradecer a todos os comentários no meu último conto. Achei legal que muita gente tenha interpretado o final como a morte do irmão, apesar de eu achar que o conto pudesse ser algo mais do que isso (algo como a transissão de uma etapa da vida para a outra; ou mesmo de crescimento e mudanças, tanto próprias quanto no ambiente que nos rodeia. Como uma parte que se perde e nunca mais retorna). Mas enfim, creio ser uma história de perda e, até, quem sabe, de evolução. Mas o conto era em si muito curto, acho até que "sonegou" algumas informações que pudessem levar a essas conclusões. Digo isso não como um: "vocês deveriamter interpretado assim" (até porque não acredito em uma interpretação unívoca e inequívoca), e sim como uma observação frente às minhas expectativas. Falando nisso, alguém já experimentou ler o meu conto "Fumaça e espelhos" como um conto de suicídio? Está um pouco mais para baixo, ou aqui para quem tem preguiça (http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/08/fumaca-e-espelhos-redux.html). Gostaria até de saber se ele permite esse tipo de leitura.&lt;br /&gt;E, claro, antes de passar mais adiante, queria esclarecer que leio tudo e "filtro" o que me foi dito. Muitas vezes não é bom ouvir de outras pessoas que o que nós escrevemos não está toda essa maravilha, mas saber as causas disso ajuda muito para o auto aprimoramento. E concordo com algumas coisas que foram ditas, aliás. Não sou chato com críticas, não. Sabendo ter respeito, acho que todos ganham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, demorei para postar aqui hoje porque faz pouco tempo que meus pais retornaram de uma viagem ao exterior, e trouxeram a minha encomenda, que é um videogame novo! Yeah! Pode ser que eu comente menos no blog dos outros daqui para frente, mas será por uma boa causa ;-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahem: agora, antes tarde do que nunca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O chão de Luciane&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a história de Luciane, a mulher que ficou sem chão. Pois veja bem, um dia, sem mais nem menos, o chão resolveu que não seria mais dela. Renegou-a. Pelo que se conta, ela descobriu isso de manhã. Ela acordou pronta para levantar da cama. Quando ia pôr os pés no chão... Nada. Não conseguia sentir o assoalho. Chegou a pensar que aquele seria um sonho estranho ou algo do tipo. Voltou a dormir, mas quando tentou de novo… Nada.&lt;br /&gt;Ela simplesmente ficou ali, suspensa no ar. E quando se mexia, quase caía. Mas por sorte – ou azar – não batia no chão. Ao menos não se machucava. Respirou fundo e tentou andar, mas também não deu muita sorte. Afinal, sem lugar onde se apoiar, não conseguia sair do lugar.&lt;br /&gt;Levou algumas horas até finalmente pegar o jeito. O que ela tinha de fazer era tão somente voar, que logo saía de onde estava. Primeiro, treinou pela casa, flutuando de cômodo em cômodo. Depois, saiu a praticar pelas ruas, perambulando pelo ar.&lt;br /&gt;Ao fim daquela semana, Luciane já estava bem proficiente na arte de voar, e ia aonde quisesse sem grande esforço: ao shopping com as amigas, à casa de seus pais, visitar o irmão. Até tentou ensinar o seu sobrinho a voar, mas ele já estava muito velho para entender. Se ainda fosse novo o bastante, talvez conseguisse…&lt;br /&gt;Pois bem: o tempo ia passando, e ela continuava ali, flutuando. Começou a sentir uma falta sem tamanho de botar os pés na terra… Podia subir nos móveis e no segundo andar dos prédios, mas no chão, aquele com quem ela realmente se importava… Nada. Sentia-se desolada, mas o que podia fazer se ele não a aceitava de volta?&lt;br /&gt;Hoje, algumas pessoas dizem que é possível ver Luciane voando para o trabalho enquanto leva a filha para a escola. Ela está ensinando seu marido a voar, enquanto a filhinha já flutua um pouco. Em breve, quem sabe, veremos os três passeando juntos pelos ares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ver que tipo de comentários esse pequeno texto incita. Muahahaha (insira aqui uma risada maligna)!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-9129001323934358561?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/9129001323934358561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=9129001323934358561' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/9129001323934358561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/9129001323934358561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/09/o-chao-de-luciane.html' title='O chão de Luciane'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-364155862224356269</id><published>2009-09-16T14:21:00.000-07:00</published><updated>2009-09-16T14:34:33.496-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Na chuva</title><content type='html'>Bom, semana passada eu fiquei doente e me sentindo mal, o que me levou a postergar a atualização do meu blog em um dia. Por isso, agora que fui ao médico, fiz exames e estou tomando remédio, creio eu que nada seria mais justo do que atualizar um dia antes, também, e manter uma média legal.&lt;br /&gt;Para início de conversa, resolvi dar uma pequena pausa na conversa japonesa, não só devido ao tamanho dos posts, como também pela complexidade do tema e do "saco" de quem acompanha. Hoje o conteúdo é mais leve (ou não... vocês vao entender). Contudo, antes de prosseguir, preciso tomar conta de algumas pendências da última sexta-feira. O nome dos programas que eu uso, que prometi postar, acabaram faltando. Então ficou para o começo deste post aqui.&lt;br /&gt;O programa que eu uso para escrever no computador é o JWPce. É muito útil para quem quer aprender kanjis. Você escreve a palavra e, se quiser, pode pedir para o programa mostrar os kanjis relacionados a ela, ainda com dicionário interno, para saber seus possíveis significados. O inverso também se aplica. Tem um texto em kanji? Ele pode transformar em hiragana e usar o dicionário para esclarecer os significados.&lt;br /&gt;Pode ser encontrado aqui:&lt;br /&gt;http://www.physics.ucla.edu/~grosenth/jwpce.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta clicar em download e ele vem com tudo pronto. Muito fácil de instalar, inclusive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro programa que eu uso é o rikaichan. Neste caso, é bom para internet. Você pode entrar em várias páginas em japonês, e ele tem um dicionário interno (que deve ser baixado com o programa) que funciona assim que se marca uma palavra. Aí ele vai dando possíveis significados e tipos de leitura.&lt;br /&gt;Pode ser encontrado aqui:&lt;br /&gt;http://www.polarcloud.com/rikaichan/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notem, também, que português não é uma língua contemplada dentre as opções. Infelizmente, não há uma base de estudos muito forte no Brasil (ou em Portugal) sobre a língua, o que é uma pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, agora que já escrevi muito mais do que deveria, aqui vem um conto novo, que escrevi no final de semana, revisei rapidamente, e aqui vos trago.&lt;br /&gt;Boa leitura ;-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Na chuva&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz abriu a porta de casa apressadamente para fugir da chuva que rugia sobre ele. Brigando com as chaves, ele deu uma volta na fechadura e conseguiu arredar a entrada de seu ferrolho e criar espaço para sua passagem. Assim que entrou, pareceu-lhe que a chuva, magicamente – como muito acontece, conforme Murphy nos admoesta – cessou, e o céu abriu e estrelas surgiram.&lt;br /&gt;Praguejando contra a sorte com todo o tipo de impropérios que lhe vinham à mente, ele fechou a porta e adentrou a sala, vendo seu irmão mais novo – um adolescente na típica idade estudantil – deitado no sofá, enrolado numa coberta xadrez, onde um azul claro e um amarelo suave se revezavam ininterruptamente. Ao lado, no chão, seu cachorro se divertia com um osso e os restos do tênis de alguém – que ele devia ter apanhado durante o sono de seu dono. O animal sempre ficava agitado quando não saía para passear.&lt;br /&gt;Praguejando ainda mais contra o cachorro do que praguejara contra a chuva, ele fez menção de acordar seu irmão para fazê-lo ir dar uma volta com seu bicho de estimação. Contudo, vendo-o dormir tão serenamente, decidiu que sairia ele mesmo.&lt;br /&gt;Pegou, então, a guia e colocou-a no cachorro. Antes de sair, ainda deu uma última olhada em seu irmão e notou como ele estava crescido. ‘Já está quase do meu tamanho’, pensou.&lt;br /&gt;Puxou o cão e foram ambos juntos dar uma volta. Na saída de sua casa, ele voltou a sentir algumas gotas escorrendo das poucas nuvens que se amontoavam atabalhoadamente no céu. Ele suspirou, quase sem acreditar em sua (pouca) sorte, mas decidiu que daria uma volta mesmo assim.&lt;br /&gt;Caminharam alguns metros e viram, dobrando a esquina em sua direção, um rapaz encapuzado para quem seu cachorro latia animadamente, balançando o rabo de um lado para o outro. Quando se aproximaram, o rapaz viu que quem vinha era ninguém menos que seu irmão mais novo.&lt;br /&gt;- Mas – disse ele – eu pensei que você estivesse em casa, dormindo.&lt;br /&gt;Seu irmão apenas sorriu, e disse:&lt;br /&gt;- Eu estou.&lt;br /&gt;E nunca mais voltaram a se encontrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-364155862224356269?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/364155862224356269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=364155862224356269' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/364155862224356269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/364155862224356269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/09/na-chuva.html' title='Na chuva'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-1910676590760132388</id><published>2009-09-10T11:16:00.000-07:00</published><updated>2009-09-11T10:43:58.072-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='kana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='kanji'/><title type='text'>Os kanas!</title><content type='html'>Como vocês devem bem lembrar, semana passada comecei a falar sobre a escrita japonesa e me comprometi a continuar a explicação nesta semana. Pois bem, como sei que nem todos podem ver os ideogramas no seu computador (por algum motivo, não vem instalado em todos os computadores; alguns necessitam instalar ou procurar plug-ins na internet), resolvi mudar um pouco o estilo visual deste post, utilizando fotos para as explicações. Ao final do post, escrevo o nome e o site do programa que uso para escrever em japonês para quem quiser. Vai que dá curiosidade...&lt;br /&gt;Antes de mais nada, não pretendo fazer uma recapitulação do que foi dito. Se for necessário, ela será feita no corpo do texto com o intuito de esclarecer pontualmente aquilo que foi escrito. Quem quiser explicações mais detalhadas pode encontrá-las no meu outro post, na wikipedia, ou me perguntando mesmo, que respondo sem problemas, ok?&lt;br /&gt;Agora, prosseguindo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser um sistema muito didático e, de certa forma, até mesmo esclarecer do ponto de vista da cultura e do pensamento oriental, muitas vezes a escrita em kanji não é muito (para não dizer que não é nada) prática. Já ouvi como explicação o fato de que, sendo o japonês uma lingua silábica, há muitas palavras iguais e/ou repetidas (como &lt;span style="font-style:italic;"&gt;hana&lt;/span&gt;, que pode significar tanto flor quanto nariz, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;shiritsu&lt;/span&gt;, que pode ser tanto público quanto privado - pretendo escrever mais sobre este exemplo mais adiante - etc). No caso, apesar da confusão previsível e da real habilidade que os kanjis têm de desambiguizar tais dúvidas, acho o argumento um tanto frágil; pelo simples fato de que ninguém fala em kanji. E se eles não precisam de ideogramas para esclarecer a própria fala (cheia dessas semelhanças e de palavras repetidas), então duvido que seja este o real motivo.&lt;br /&gt;De qualquer modo, independentemente da razão pela qual são usados (seja por tradição, preguiça de mudar, cabeça-dura, valorização dos costumes, etc), eles são empregados e devemos conviver com sua existência. Contudo, como faz alguém que não sabe ler o kanji? Como pode ele olhar e "decorar" o significado? Isso sem falar que nem toda a lingua japonesa é expressa em kanjis. Como fazem, então?&lt;br /&gt;Pois bem, é aí que entram os &lt;span style="font-style:italic;"&gt;kana&lt;/span&gt;. Os kana são divididos em dois grandes grupos: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;hiragana&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;katakana&lt;/span&gt;, e é por eles que qualquer estudante de japonês começa. No caso, são duas formas fonéticas e silábicas de escrita, muito semelhantes ao alfabeto ocidental. Só que, ao invés de 27 letras e alguns acentos, são 46 letras mais algumas combinações.&lt;br /&gt;Abaixo segue uma tabela com os 46 hiraganas básicos com a pronúncia em escrita romana (chamda &lt;span style="font-style:italic;"&gt;roma-ji&lt;/span&gt;, em japonês - &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ji&lt;/span&gt; de escrita, e roma de Roma; a Escrita de Roma, portanto):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SqlJ21Vf5PI/AAAAAAAAACc/525x9YexPsE/s1600-h/hiragana.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 188px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SqlJ21Vf5PI/AAAAAAAAACc/525x9YexPsE/s320/hiragana.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379912436249781490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, agora, a tabela com os katakanas básicos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SqlK4WMcjDI/AAAAAAAAACk/VdfMQllj6UA/s1600-h/katakana.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 189px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SqlK4WMcjDI/AAAAAAAAACk/VdfMQllj6UA/s320/katakana.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379913561761680434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu disse, esses são os básicos, ainda tem as combinações e as sonorizações (o ta vira da, o sa vira za, o shi vira ji, o ka vira ga, e o ha vira ba ou pa), mas já é um bom começo. Aí vocês podem perguntar: pra que isso? Pra que tanta escrita? E, realmente, o hiragana já estaria e bom tamanho, mas eles são japoneses, são 150 milhões de pessoas se apertando num arquipelagozinho do tamanho do Rio Grande do Sul, que vive a base de peixe e arroz; dá um desconto!&lt;br /&gt;Agora, explicando direitinho: como foi dito anteriormente, os kanjis foram trazidos diretamente da China por volta do Século V para que os japoneses também pudessem se expressar, escrever e ler. Contudo, como é previsível, para se ter domínio dessa escrita, era necessário saber também chinês, algo que a maioria da população não tinha possibilidade (nem necessidade, diga-se de passagem) de aprender. Como fazer, então, para adaptar essa escrita à língua japonesa? No caso, após muito tempo, foram sendo criados esses dois sistemas de escrita, os hiragana e os katakana. Tanto o hiragana e o katakana foram desenvolvidos a partir dos kanjis como formas simplificadas de escrevê-los. No caso, como a forma cursiva da escrita era mais corrente entre as mulheres, o hiragana ganhou muita popularidade entre elas, ao passo que o katakana, por ser uma forma mais retilínea, foi favorecida entre os homens (basta olhar os dois quadros acima para ver a diferença na "suavidade" e "cursividade" das duas escritas). Tanto que as primeiras obras escritas por mulheres (como o Genji Monogatari - literalmente, História de Genji; também conhecido por muitos como o primeiro romance escrito da história da humanidade, o que ainda é motivo de debate, contudo, envolvendo autores gregos e latinos... mas deixemos essa discussão para os professores de literatura) eram escritas (quase) totalmente em hiragana.&lt;br /&gt;Hoje, contudo, o debate cessou, e cada escrita tem limites de uso mais ou menos bem definidos. Explicando: os kanjis são para escrever a maioria das palavras, já que têm o "conceito" embutido; os hiraganas são para escrever partículas, conectores, preposições, terminações verbais ou de adjetivos; e os katakans são usados para escrever interjeições, estrangeirismos ou para destacar algum termo (como o nosso itálico).&lt;br /&gt;Mas chega de diletantismo. Passemos a um exemplo mais prático.&lt;br /&gt;Para ilustrar o exemplo dos três "alfabetos" de uma vez, nada melhor do que algumas frases simples:&lt;br /&gt;1. Meu nome é Marcelo.&lt;br /&gt;2. Vou ao Japão de Avião.&lt;br /&gt;3. Hoje está quente.&lt;br /&gt;4. Hoje foi quente.&lt;br /&gt;(as últimas duas frases são para ilustrar o uso do hiragana nos adjetivos e a forma aglutinante da lingua japonesa; ao contrário da portuguesa, que vai "distribuindo" características ao longo da frase, a japonesa deixa tudo aglutinar no final, nos verbos e nos adjetivos). Vamos aos exemplos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SqqKyHZomKI/AAAAAAAAAC8/XdRS2dueZzw/s1600-h/imagem3.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 65px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SqqKyHZomKI/AAAAAAAAAC8/XdRS2dueZzw/s400/imagem3.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380265298432137378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês verão que o que está em azul são kanjis, e o que está em preto é ou hiragana ou katakana. No caso, na primeira frase, temos o primeiro kanji (watashi) que quer dizer eu. Entre este e o próximo kanji, há uma letra em hiragana. Para quem olhar no quadro, verá que aquilo é um "no". Neste caso, é uma partícula que indica posse. "Watahi no", portanto, quer dizer "meu". Os próximos dois kanjis se lêem "namae". Parece com a palavra "nome", em português, e é isso mesmo. Pura coincidência. Após estes kanjis, temos mais uma letra em hiragana. Para quem viu os quadros, saberá que se pronuncia "ha" (como em ca&lt;span style="font-style:italic;"&gt;rr&lt;/span&gt;o). Contudo, por ser uma partícula (muito importante), se pronuncia wa. Ela serve para indicar o tópico de que se fala. O sujeito, se assim quiserem chamar. Depois vem as letras em katakana. É o meu nome! Sim, Marcelo, em japonês, se fala &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Marusero&lt;/span&gt;. Eles não se dão muito bem com encontros consonantais, e transformam tudo o que podem em vogais. Como eu disse, é uma lingua silábica. E por último, temos o "desu". Em geral, costumam explicar que o desu é um verbo, mas ele é bem mais do que isso. No japonês, é muito comum comerem final de frase, partículas, eliminarem-se conexões, etc, de forma que as frases, muitas vezes, parecem um amontoado de palavras desconexas. No caso do japonês, o desu é um "liga tudo". Se você não souber o que fazer, coloca um desu no final da frase que periga dar certo. Bendito "verbo"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda frase eu "escolhi" para mostrar, uma vez mais, a diversidade existente de pronúncia e uso de kanjis. A primeira palavra em kanji nós já vimos da outra vez: hikouki, que quer dizer avião. A letra em hiragana, ao lado, é a partícula "de", que indica a ferramenta com que se faz alguma coisa (no caso, usa-se o avião para viajar, por exemplo). Se eu vou escrever com o lápis (enpitsu), digo: "enpitsu de kakimasu", sendo "kakimasu" o verbo : escrever. Como vocês devem ter notado, em japonês o verbo vai lá no final. Se não me engano, alemão é assim também. Aí vem a palavra Nihon. Que significa Japão. O primeiro kanji vocês já conhecem: sol (embora essa seja ainda outra pronúncia do mesmo kanji). O segundo é hon, que pode ser livro ou origem. Daí vem que o Japão é a Terra do Sol Nascente. Está no nome deles. É a Origem do Sol! Legal, né? A partícula he (mais um hiragana) se pronuncia "e", e indica direção. É para lá que vamos, afinal. E o ikimasu é o verbo, que quer dizer ir (vocês notaram que o kanji desse verbo, que se lê i, é o mesmo que se lê kou em avião?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enfim, as últimas duas frases, que pretendo analisar conjuntamente:&lt;br /&gt;Na frase 3, a primeira palavra, kiyou, quer dizer hoje (o primeiro kanji significa agora, e o segundo, dia; viram que legal? O dia de agora é hoje! - mas essa é ainda outra forma de se ler o kanji de sol - quantas leituras nós já vimos até agora? Querem contar?). Temos então a partícula wa e o kanji de quente, atsui. Notaram como a última "letra" da palavra atsui se escreve com hiragana? É porque isso vai mudar depois. E depois temos o bom e velho "desu".&lt;br /&gt;Na frase 4, temos kiyou, hoje, e a partícula wa, e a palavra atsukatta. Por que é que mudou, de atsui para astukatta? Porque, aqui, é o adjetivo que muda, não necessariamente o verbo. Katta é um sufixo que indica passado (nós tiramos o último "i" da palavra atsui e trocamos por "katta"). A frase, que antes era "hoje está quente", virou "hoje foi quente", mudando apenas o adjetivo (notem que o desu, o verbo, não mudou nada). Se quiséssemos dizer: "hoje não está quente", tiraríamos o i final de atsui e colocaríamos "kunai"; no caso, seria "atsukunai". E se eu quisesse dizer que hoje não foi quente? Fácil: tiramos o i final de atsukunai e colocamos o katta: atsukunakatta.&lt;br /&gt;Aglutinou tudo, né? Antes que vocês me perguntem: sim, os verbos se modificam sim, muito semelhante a como os adjetivos se modificam. Só achei que seria ais interessante falar dos adjetivos por ser uma coisa tão diferente do usual para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma lição longa, e acho que por hoje chega. Já cobrimos um básico dos kanjis, um básico de gramática, e um básico de kana. O que mais falta? Algumas pequenas - e divertidas - curiosidades de ideogramas.&lt;br /&gt;Próxima quinta? Quem sabe. Talvez, se já não enchi o saco do pessoal com esse texto enorme...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ps: só não postei ontem por motivos de saúde. Estava indisposto, sofrendo em casa, mas fui no médico e já iniciei tratamento. Quem me conhece sabe que minha saúde não é lá um brastemp...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-1910676590760132388?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/1910676590760132388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=1910676590760132388' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/1910676590760132388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/1910676590760132388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/09/os-kanas.html' title='Os kanas!'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SqlJ21Vf5PI/AAAAAAAAACc/525x9YexPsE/s72-c/hiragana.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-2831268031345384887</id><published>2009-09-03T11:52:00.001-07:00</published><updated>2009-09-06T10:07:41.940-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='kanji'/><title type='text'>De kanjis</title><content type='html'>Pois bem, devido ao ritmo dos meus estudos recentemente, decidi enfim sentar e escrever, mesmo que brevemente, sobre a escrita japonesa (perdão pela repetição indevida de palavras). Sei que pode não ser o tópico favorito de muitas pessoas, mas achei que seria interessante ao menos apresentar esse conteúdo tão desconhecido e, até mesmo, vítima de certas mistificações por quem o desconhece. Confesso que, no início, eu também fiquei um pouco assustado com o volume de material e de exigência que o estudo do japonês exige; contudo, com a prática e o ritmo, tudo vai se assentando. Claro, eventualmente eu também me encontro à beira do desespero e da vontade de largar tudo e fazer algo mais fácil, como inglês ou francês, mas não teria metade da graça.&lt;br /&gt;Comecemos do começo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escrita japonesa é originária da China com os ideogramas. Ao contrário de nossos amigos comunistas, contudo, o volume de caracteres no Japão é muito menor. Ao passo que, na China, o número de Kanjis usados chega a ser incalculável (e isso é verdade, não se tem ideia de quantas existam, apenas estimativas), o número de kanjis (o nome dos ideogramas) exigidos no Japão beira os 2.000. Pode parecer muito, mas, na realidade, é mais. Mesmo. O número de ideogramas oficiais é esse, mas, para se ler um jornal ou até alguns livros, seria necessário conhecer em torno de quatro a cinco mil caracteres.&lt;br /&gt;O que poderia fazer alguém se sentir atraído por esse volume intenso de estudo? Loucura, provavelmente. Ou muitos episódio de Cavaleiros do Zodíaco quando criança. No meu caso, é a segunda alternativa :P&lt;br /&gt;Prosseguindo: historicamente, não se tem noção clara de quando os caracteres chineses foram levados ao Japão, apesar de haver documentos datando do século V D.C. (provavelmente escritos pelos próprios chineses). Apenas no século VI D.C. é que se vê documentos escritos em caracteres chineses com interferência do japonês (um chinês misturado com japonês), indicando uso corrente da escrita.&lt;br /&gt;Explicando brevemente, os ideogramas que compõem a palavra kanji (漢字) significam "escrita de Han"; esse Han seria o imperador chinês em cujo governo teria sido desenvolvida esta escrita. O porquê dos japoneses chamarem Han de Kan (daí "KANJI") não está claro, mas a teoria corrente é de que, na época, o japonês não tinha o som "han" (pronuncia-se &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ran&lt;/span&gt;) incorporado ao seu sistema fonético.&lt;br /&gt;No caso da escrita na China, a cada ideograma corresponde um som com seu(s) respectivo(s) significado(s). No caso do Japão, como foi uma escrita adaptada, o furo é um pouco mais embaixo. No caso, a cada ideograma costuma corresponder um conceito, variando o som.&lt;br /&gt;Podemos dar como exemplo inicial os números. Qualquer um que já tenha feito aula de judô ou karatê ou outra arte marcial japonesa deve ter aprendido a contar até, pelo menos, dez. Contemos, então:&lt;br /&gt;ichi, ni, san, shi, go, roku, shichi, hachi, kyu, ju&lt;br /&gt;A cada um destes números corresponde um kanji, certo? Aqui estão eles, em ordem:&lt;br /&gt;一, 二, 三, 四, 五, 六, 七,　八,　九,　十&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, agora vocês já podem escrever os números. São alguns dos kanis mais fáceis (do 1 ao 3, pelo menos).&lt;br /&gt;Agora, para não ficar apenas na parte fácil, vamos complicar um pouco. O próximo kanji que vou mostrar se chama &lt;span style="font-style:italic;"&gt;tsuki&lt;/span&gt;, que quer dizer &lt;span style="font-style:italic;"&gt;lua&lt;/span&gt;. É um kanji bastante fácil, aprendido nos níveis iniciais, e é com ele que se escrevem os meses do ano. Podem adivinhar como se escreve? Fácil, fácil:&lt;br /&gt;一月, 二月, 三月, 四月, 五月, 六月, 七月,　八月,　九月,　十月, 十一月, 十二月&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, o primeiro mês se escreve exatamente assim: como o kanji do número 1 junto do kanji do mês, e assim sucessivamente. Até os meses onze e doze são fáceis. Pega-se o kanji de 10 mais o kanji de 1 e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;voilá&lt;/span&gt;, 11. Como se pronuncia, então? Seguindo a lógica apresentada, o certo seria dizer &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ichi&lt;/span&gt;, que é um, e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;tsuki&lt;/span&gt;, que é lua, formando &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ichitsuki&lt;/span&gt;, correto?&lt;br /&gt;Errado. Tsuki é apenas uma das leituras daquele kanji. Quando ele quer dizer lua, fala-se tsuki. Quando ele quer dizer mês, fala-se &lt;span style="font-style:italic;"&gt;gatsu&lt;/span&gt;. Assim, janeiro é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ichigatsu&lt;/span&gt;, fevereiro é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;nigatsu&lt;/span&gt; e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passemos, agora, a outro kanji que pode causar ainda mais dores de cabeça: o de dia, ou sol. Um kanji tão simples, mas tão complexo. Sol e dia se escrevem da mesma forma em kanji (日), mas se pronunciam diferentemente. Sol é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;hi&lt;/span&gt;, e dia é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;nichi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Agora, passemos à verdadeira loucura.&lt;br /&gt;O lógico, pelo que estou dizendo, seria fazermos o seguinte: quero dizer um dia. Portanto, pego o kanji de um e o kanji de dia, junto os dois e tenho ichinichi (一日). E está correto. Contudo, se quero dizer dia primeiro, eu uso os mesmos kanjis (一日), só que a pronúncia é levemente diferente. Fala-se tsuitachi (quando eu disse "levemente", estava sendo sarcástico), que é uma leitura especial. O mesmo acontece com dois dias. Pego o kanji de dois, junto com o de dia e obtenho ninichi (二日). Contudo, se me refiro ao segundo dia do mês, escrevo da mesa forma (二日), mas a leitura é futsuka.&lt;br /&gt;Isso que estou dizendo pode parecer confuso, complicado e sem sentido (e no começo é mesmo), mas segue uma lógica de contagem em japonês. Em japonês, temos os contadores. Se quero duas maçãs (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;ringo&lt;/span&gt;), não posso dizer ni ringo, pois estaria errado. Devo usar o contador, que é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;futatsu&lt;/span&gt;. No caso, o contador de dias também começa com fu (futsuka), e esse padrão se repete. Por exemplo, o contador de três é mittsu (dia três se fala mikka); o contado de quatro é yottsu (dia quatro se fala yokka).&lt;br /&gt;No caso, apenas para não deixar o exemplo pendente, para dizer: "quero duas maçãs", em japonês é: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ringo o futatsu kudasai&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vocês podem perguntar: e para que aprender um sistema tão complicado? No caso, até concordo que o sistem ocidental de escrita é muito mais simples. Contudo, o sistema de kanjis tem um poder de síntese e de ideias dentro da própria escrita que o sistem ocidental jamais vai ter. Por exemplo: avião (hikouki) se escreve 飛行機. Vocês podem não saber ler, mas alguém que não conheça a palavra, mas conheça os kanjis, poderá inferir o significado, pois se lê "máquina que vai voando".&lt;br /&gt;Podem não gostar e torcer o nariz, mas temos que admitir que isso é, no mínimo, interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria de escrever mais a respeito, mas não agora. O texto já está bem grande, e me permite escrever mais numa próxiam ocasião (quando eu falar da construção, dos componenetes e dos tipos de kanji). Além, é claro, dos kanas.&lt;br /&gt;Ficou curioso? Então não perca! Na próxima quinta, nessa mesma bat-hora, nesse mesmo bat-blog!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-2831268031345384887?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/2831268031345384887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=2831268031345384887' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/2831268031345384887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/2831268031345384887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/09/de-kanjis.html' title='De kanjis'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-5224552643314539902</id><published>2009-08-27T09:48:00.000-07:00</published><updated>2009-08-27T09:53:34.507-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Fumaça e espelhos (redux)</title><content type='html'>Pois é, eu não tenho tido tanto tempo quanto gostaria para me dedicar a produções novas; no caso, eu tenho tido relativo sucesso reescrevendo ou reformulando algumas histórias mais antigas. Um destes casos é essa, que apareceu aqui algum tempo atrás, chamada Fumaça e Espelhos. Segui alguns conselhos, ouvi algumas críticas, e cheguei ao que, creio ser uma versão quase final do conto (acho que nunca chegamos ao final; nunca está perfeito, sempre tem o que melhorar).&lt;br /&gt;Bom, àqueles que já leram, espero que achem melhor (e digam se melhorou ou não), e aos que não leram, espero que gostem (e digam o que acharam).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fumaça e espelhos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele levantou cedo da cama, desligando o despertador que insistia em tocar ruidosamente ao seu lado. Roçou a cabeça de leve, desarrumando sua cabeleira negra. Passou a mão pelo rosto e sentiu a barba rala que se aventurava vertiginosamente até o meio do pescoço.&lt;br /&gt;Tirou o lençol abarrotado de cima da cama e levantou-se, abrindo os braços finos e compridos para espreguiçar-se; sua sombra parecia esticar-se como um animal antigo e esquelético, à espreita nos cantos e paredes mal-iluminadas. Esfregando os olhos, olhou-se duramente no espelho, encarando seu reflexo esguio e sombrio. Um brilho rubro iluminava sua íris castanha, cintilando por um momento, efêmero como uma estrela cadente que mergulha silenciosamente na escuridão do universo.&lt;br /&gt;Ele caminhou até a cozinha, onde pôs a água para ferver no fogão, ouvindo o assovio solitário da chaleira contra os infinitos ladrilhos que cobriam o cômodo de ponta a ponta. A água se esvaía em baforadas contínuas de fumaça e solidão.&lt;br /&gt;Ele derramou o líquido numa xícara e completou a mistura com café e açúcar, bebendo sonoramente na casa vazia.&lt;br /&gt;Findado o seu desjejum, ele caminhou a passos lentos e arrastados até o banheiro, onde tirou o pijama e ligou a água do chuveiro. Antes de entrar, mirou-se em um espelho que havia sobre a pia, admirando sua nudez pálida e magra. Seus olhos, ele notava, exibiam pequenas olheiras escuras e circulares, envolvendo sua visão como pequenos buracos negros que sugavam toda a luz ao redor. Cansado, ele entrou no chuveiro e lavou-se vagarosamente com a água morna, despertando de gota em gota.&lt;br /&gt;Saiu do chuveiro e puxou uma toalha, que todas as noites deixava pendurada no box para não ter que passar trabalho pela manhã. Ainda pingando sobre o chão gelado de mármore, lambuzou o rosto com creme de barbear e puxou sua gilete.&lt;br /&gt;Começou passando a lâmina pela face esquerda, prestando atenção em sua imagem para não errar. Cortou-se para cima e para baixo, buscando eliminar aquele redemoinho conjunto e rebelde de pelos que teimava em nascer e crescer e grudar-se ao seu rosto. Em movimentos rápidos e imprecisos, eliminou-os uma vez mais.&lt;br /&gt;Quando terminou aquele lado, lavou a gilete na pia para tirar o excesso de espuma.&lt;br /&gt;Nem teve tempo de perceber sua imagem refletida estendendo a mão para fora do espelho e, num movimento rápido, rasgar-lhe a garganta. Com um brilho escarlate vibrando venenosamente em sua íris enegrecida, seu reflexo brandiu a lâmina torta e gasta da esquerda para a direita, abrindo um talho em seu pescoço tal qual um sorriso fora do lugar, desesperadoramente satisfeito com seu resultado terminal e irrecorrível.&lt;br /&gt;Sem emitir um ruído sequer, encostou-se à parede branca e gélida e deixou que seu corpo deslizasse suavemente até o chão, sentindo um arrepio frio em seu pescoço.&lt;br /&gt;Sua imagem permaneceu imóvel, observando-o com um sorriso malicioso. Apenas mais tarde, apercebendo-se de sua própria natureza, é que enfim sentiu um corte profundo na garganta e caiu, sangrando até a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Post-scriptum:&lt;br /&gt;Àqueles que se interessam, eis o link para o post antigo&lt;br /&gt;http://visoesnaareia.blogspot.com/2008/10/fumaa-e-espelhos.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-5224552643314539902?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/5224552643314539902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=5224552643314539902' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/5224552643314539902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/5224552643314539902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/08/fumaca-e-espelhos-redux.html' title='Fumaça e espelhos (redux)'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-5173068055008504280</id><published>2009-08-12T14:10:00.000-07:00</published><updated>2009-08-12T14:25:32.661-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Promesse é dívida</title><content type='html'>Se eu seguisse o ditado 'promessa é dívida', todos nós sabemos que eu estaria devendo até as calças (ou a cueca, ou... deixa pra lá), já que não costumo seguir muito o cronograma que eu mesmo traço e me disponho a cumprir no blog. Hoje, contudo, é um dia diferente. Hoje é o dia em que eu cumpri a minha promessa. A Adri fez bem em me lembrar nos comments do último post. Mas eu ia postar de qualquer forma. É que eu estava tentando escrever um conto especialmente pra hoje. Infelizmente, não consegui. Ao que parece, as ideias pra esse último me fugiram. Eu, que estava tão empolgado e cheio de expectativas, de repente me vi diante de uma folha de caderno em branco e não soube o que fazer. Alguns anos atrás eu largaria tudo e desenharia (eu costumava desenhar bastante, e até que levava jeito, sabe? Não que nem a Lali, claro - vulgo Vermeliasu). Bom, mas isso não quer dizer que não temos conteúdo. Não senhor. Primeiro, como nosso amigo Hermes disse no comentário dele (e como sei que também tem gente que tem essa vontade ou, no mínimo, curiosidade), é difícil de achar cursos sobre roteiro por aí. Portanto, eu achei melhor compartilhar algumas de minhas fontes com vocês. Todas na internet, gratuitas. Obrigado, mas não precisam aplaudir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, se você não tiver interessa nessa área, pode pular essa parte. Tem mais coisa lá embaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro site é de Hugo Moss, que escreveu um manuel sobre formatação de roteiros, chamado 'Como formatar o seu roteiro'. Ele pode não ser muito criativo pra nomes, mas ele sabe do que fala. Deem uma lida e me digam que não é verdade.&lt;br /&gt;O linke é:&lt;br /&gt;http://www.films.com.br/intro.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo é de Emilio Carlos. Um autor que, embora eu não conheça, bolou um "tutorial" muito interessante. Sei que é tudo meio básico e sem tanto desenvolvimento assim, mas é um curso pela internet gratuito. Já é muito mais do que NÃO ter um curso. Corrijam-me se eu estiver errado.&lt;br /&gt;O link é:&lt;br /&gt;http://www.mailxmail.com/curso-roteiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o último endereço é da Usina do Roteirista, um site também meio básico mas bastante interessante. Ao invés de tratar os temas da história do roteiro e do formato do roteiro em separado (como os dois últimos sites o fazem), trata os dois juntos, o que acabou me esclarecendo algumas dúvidas.&lt;br /&gt;O link é:&lt;br /&gt;http://screenwriter.sites.uol.com.br/formate.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, para você que leu até aqui, ou que simplesmente pulou tudo, minha promessa cumprida. É um conto (não sei se se encaixa na especificidade do 'mini-conto', mas é bem pequeno) erótico; portanto, tirem as crianças da sala. Eu escrevi faz um tempo, mas não tinha postado ele aqui ainda. Ah, e por favor, tentem não entregar o final na seção de comentários. Sei que dá vontade de falar a respeito (até porque já msotrei o conto pra várias pessoas), mas minizem o que puderem, para não revelar o final pra quem não leu. Bom, era isso. Agora, como vocês:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Um caso de Amor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaram ambos da festa e, sem perder tempo, dirigiram-se para o quarto. Sua consciência já pouco discernia o que faziam, influenciada por seu louco desejo um pelo outro. O vinho que tomaram fazia efeito, causando as risadas alegres e ansiosas que surgiam por entre as carícias.&lt;br /&gt;Ela beijou-lhe o pescoço e começou a desabotoar-lhe a camisa, arrancando sua gravata com fúria. Desceu sua língua pelo peito descoberto dele, saboreando cada curva. Logo, ela chegou à calça e começou a esfregar o rosto contra o volume que se formava. Olhando para os olhos do seu par, ela lentamente abriu o zíper enquanto lambia os beiços, trazendo aquele membro grande e rígido para fora.&lt;br /&gt;A mulher começou a brincar com ele, balançando-o em suas mãos e em seus lábios, até que o homem, não mais se contendo, puxou a boca dela contra o seu órgão, e ela começou a chupá-lo. Movendo sua cabeça para frente e para trás, ela extraiu dele gemidos de lascívia e de prazer, completados por diversos: ‘eu te amo’, ‘me chupa’, engole tudo’…&lt;br /&gt;Quando ela terminou o serviço, um fio branco escorria pelo seu queixo, que ela puxou e engoliu sonoramente.&lt;br /&gt;- Minha vez. – disse o homem, levantando a saia dela e ali mergulhando seu rosto, lambendo e chupando com veemência, sentindo a mão dela em seus cabelos, controlando-o com carícias gentis. Ele sentia um suco doce escorrer-lhe pelos lábios, derramando-se como um bom vinho que é degustado.&lt;br /&gt;Quando ela estava satisfeita, puxou-o para dentro de si, num movimento cuidadosamente violento, sentindo-o pulsar como um coração. ‘Me come’, sussurrou ela para o seu amante, fazendo-o mover-se com ela, para frente e para trás, para frente e para trás. Sem piedade. Sem carinho. Um ritmo selvagem e incontrolável.&lt;br /&gt;Uma volúpia voraz adonou-se de seus corpos, trazendo-os para junto de si tanto quanto podiam, ardendo como fogo um pelo outro, indo contra as leis da física, provando que dois corpos podem, sim, ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo, e mais, e estender-se e comprimir-se, e não eram dois, eram um só, e gemiam e gritavam e urravam e moviam-se, para frente e para trás, para trás e para frente, um contra o outro, agredindo-se com um apetite gentil e insaciável.&lt;br /&gt;Beijaram-se loucamente, num momento selvagemente apaixonado e apaixonante. Então ele saiu de dentro dela e jogou-a ao chão, prostrando-a de quatro à sua frente. Ela o fitou como uma fera esperando seu macho, e levantou a saia, abrindo as pernas para ele.&lt;br /&gt;Sem pestanejar, sem controle, ele atirou-se sobre ela e reiniciou o movimento.&lt;br /&gt;- Goza! – dizia ela. – Goza em mim! Goza pra mim! Goza!&lt;br /&gt;E ele, uma besta incontrolável, servo daquelas pernas, daquele corpo, daqueles olhos, uivava como um animal acuado, preso que estava dentro dela. Para frente e para trás, para frente e para trás, enfim entregou-se, jorrando quente dentro dela. Sentindo o seu amante, ela urrou de repente, jorrando então ela sobre ele, unidos em seu gozo mútuo e infalível.&lt;br /&gt;E caíram ambos na cama, extasiados, acabados. Apaixonados.&lt;br /&gt;- Gostou, meu querido? – perguntou ela, admirando-o.&lt;br /&gt;- Adorei, mãe. – respondeu ele, aninhando-se entre os seus seios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-5173068055008504280?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/5173068055008504280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=5173068055008504280' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/5173068055008504280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/5173068055008504280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/08/promesse-e-divida.html' title='Promesse é dívida'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-8153533772156398437</id><published>2009-08-10T10:16:00.000-07:00</published><updated>2009-08-10T10:38:55.024-07:00</updated><title type='text'>Ocupado (mas nem tanto)</title><content type='html'>Sei que estive ausente, e eu provavelmente estaria mais se não fosse pelo comentário da Marina. Por mais que seja só uma pessoa, é legal ver que os outros se importam. Talvez eu devesse fazer mais propaganda, invadir blogs alheios, incendiar sites e foruns, me promover na internet, etc. Pretendo fazer isso, mas eu em geral tenho uma grande dificuldade: por que fazer hoje o que você pode deixar para amanhã? Pois é, preguiça é brabo. Mas também não é só isso. Não!&lt;br /&gt;Ultimamente, estive envolvido em projetos pessoais. Okay, mas o que é isso? Tem um nome legal, mas é meio vago, né?&lt;br /&gt;É o seguinte, escrevi dois contos novos, dei uma revisada (e continuo dando) em vários contos antigos (a maioria deles não veio parar aqui, até por uma questão de tamanho) e fechei (mais ou menos (ok, agora vou parar de abrir parênteses (esse é o último, juro))) um livro. Um livro de contos. Até porque, escrever um romance é muito mais complexo e trabalhoso. Não que não seja possível, mas tenho me sentido muito mais à vontade com essa forma de escrita recentemente. &lt;br /&gt;E, se o livro sair, vocês que aqui leem terão sido privilegiados; afinal, viram muito do material antes de sequer ser publicado. Estou agora em busca de emrpesas que aceitem publicar. Há a possibilidade em outros estados, mas como moro em Porto Alegre, acho melhor dar preferência a alguma daqui. O contato fica mais fácil e rápido, gente que mora no mesmo lugar, enfim. Dá para entender, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, não lembro se comentei aqui ou não, mas tive aulas de roteiro (para cinema e televisão) e entrei em contato com gente na área, o que possiblitaria um filme no futuro (um futuro próximo, imagino). Tenho lido a respeito e pretendo ler ainda mais, até para ter mais embasamento antes de começar. É provável também que eu faça um curso mais pra frente para me aperfeiçoar. Enfim, planos e projetos (esses sim estão em andamento).&lt;br /&gt;Eu, em geral, não gosto de falar muito de mim. Pelo contrário, sempre busco outros temas sobre os quais dissertar e tentar partir daí, mas agora resolvi me abrir um pouco. Sabe até que é legal às vezes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ps: antes do fim do post, eu pretendia colocar mais um mini conto aqui, mas resolvi deixar pra depois. Quarta-feira eu publico aqui com novidade. Sem falta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-8153533772156398437?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/8153533772156398437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=8153533772156398437' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/8153533772156398437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/8153533772156398437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/08/ocupado-mas-nem-tanto.html' title='Ocupado (mas nem tanto)'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-8324582971922446568</id><published>2009-07-25T12:12:00.000-07:00</published><updated>2009-07-25T12:15:04.448-07:00</updated><title type='text'>Aviso aos transeuntes</title><content type='html'>Olá a todos, e, uma vez mais, desculpem-me. Passei por alguns problemas de ordem pessoal que me indispuseram com a vida (mais ou menos), e me tiraram a vontade de mexer aqui. Além disso, como eu já disse, minha internet me odeia. Muito. Acho que por isso mesmo que o adaptador wireless (minha rede é sem fio) caiu no chão e quebrou, me deixando inconectável exceto por meio de computadores alheios.&lt;br /&gt;Para variar, minha internet resolveu que eu não deveria me envolver com vocês, e convenceu meu pc a participar da maracutaia. Sim, só para digitar essa tripinha de texto, precisei mais de meia hora (tive reiniciar o pc, instalar a internet de novo, entre outras coisas).&lt;br /&gt;Mais tarde ponho mais conteúdo aqui, mas tá difícil...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-8324582971922446568?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/8324582971922446568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=8324582971922446568' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/8324582971922446568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/8324582971922446568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/07/aviso-aos-transeuntes.html' title='Aviso aos transeuntes'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-6525242656582220798</id><published>2009-07-09T16:15:00.000-07:00</published><updated>2009-07-09T16:20:14.134-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='...'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Desculpas...</title><content type='html'>Sinto muito pela falta de updates recentemente, mas tenho passado por uma série de dificuldades técnicas. A primeira é uma questão salutar. Eu tenho sinuzite, e o clima do Rio Grande do Sul é absolutamente inclemente, e pune severamente os mais fracos (no caso, eu). Só agora, com acesso a muitos remédios, é que estou voltando a ficar melhor. Mas nada demais, tb... Outro problema é tecnológico. Estou trocando de pc, e aparentemente, é muito difícil passar tudo o que eu tinha no antigo para o novo de forma funcional. Deve ser algo contra mim, não vejo outra explicação pras minhas máquinas viverem dando pau (vide post: Minha internet me odeia!).&lt;br /&gt;Portanto, não tenho ainda o post que eu gostaria de ter escrito sobre a maravilhosamente complicada caligrafia japonesa. Mas, antes do choro da maioria, trouxe um conto que escreve há algum tempo, levemente acrescido (bem de leve), aqui exposto. Espero que gostem, e que eu melhore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Frank&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jonas, vestindo seu tradicional jaleco branco, aproximou-se lentamente do homem na maca, admirando seu corpo nu e pálido. De pé, ele caminhou até os equipamentos ao lado da cama e começou a afiá-los.&lt;br /&gt;- Sabe, Frank, eu sinto saudades suas. – Jonas começou a falar enquanto batia uma lâmina contra a outra. – Fazia tempo que não ficávamos assim, não é? De frente um pro outro, só nós dois. Bons tempos aqueles. Lembra quando você conheceu aquela mexicana, a Conchita? Não? Eu lembro. Gostosinha ela. Mas você também não era nada mal. Pena que envelhecemos, hein? – e bateu de leve no ombro do homem deitado.&lt;br /&gt;- Você está frio, sabia? Frio. Se bem que eu gosto de frio. Lembra daquela nossa viagem pra Québec? Estava o que, menos trinta? E o pintinho também, menos que cinco. – e deu uma risadinha leve diante do corpo. – Que foi, não achou graça? Pois é, você sempre foi o mais comportado. – Jonas sentou-se num banquinho ao lado da maca e começou a apalpar o corpo. – Eu sempre fui o cara da sacanagem. Dá pra acreditar que eu casei? – logo, começou a cortar os dedos das mãos de Frank. – Que coisa estranha, não? Eu sempre achei que você fosse casar, construir uma família e… esse está difícil… ah… consegui. Seu dedo duro. – dessa vez, ele riu forte, admirando o dedo médio que acabara de decepar. – Viu só, é por isso que você está aqui. Tem dedos difíceis de cortar. – então, entre risos, Jonas apalpou a mão do corpo até chegar ao pulso, onde voltou a serrar.&lt;br /&gt;- Eu conheci ela faz o que… uns dois, três anos? Sabe aquilo que você sempre dizia? Aquela coisa do amor, como é que era? Seus olhos são o caminho do seu coração? O caminho para o coração é através da visão? – ele terminou de cortar as mãos e foi para o bíceps. – Bom, era algo sobre amor à primeira vista. A gente sabe quando encontra a pessoa certa, não é? E foi isso mesmo o que aconteceu. Assim que nós nos olhamos, eu sabia. Ela era… nossa, não lembrava que você era tão forte. Belos músculos. Espero que meu filho seja assim. – ele terminou os braços e dirigiu-se para os ombros. – Aliás, eu te falei que vou ter um filho? Eu e a Adriana, é esse o nome da minha mulher, Adriana. Eu tinha esquecido de contar, não tinha? Hum… esse osso é difícil. Mas calma que já acabo… pronto. Dito e feito. Posso começar as pernas? Você não se importa, não é? Imaginei que não. Posso fazer os pés? Começo pelo direito, é claro. – e explodiu numa gargalhada enquanto tocava os pés.&lt;br /&gt;- Bom, como eu ia dizendo, eu e ela nos apaixonamos e casamos. E agora vamos ter um filho. Eu estava pensando em dar o teu nome pra ele. Gostou da homenagem? Quer dizer, se for menino. Não dá pra ver na ecografia ainda. – Jonas serrou-lhe os dois pés e colocou-os num balde. Logo, começou a estudar os joelhos. – Faz pouco que ela está grávida. Nem dá pra notar direito. Você não faz idéia de como eu estou contente. É só nisso que eu consigo pensar. Eu vou ser pai! Não se preocupe, eu sei que você se você ainda tivesse os braços estaria me abraçando agora. – e começou a rir alto, sem conseguir se controlar. Após terminar os joelhos, foi para a virilha. – Piada maldosa, eu sei. A gente não deve chutar quem está por baixo, mas você me conhece, eu não consigo resistir. E… o que é isso que eu estou vendo… você está com frio de novo? – e voltou a rir diante do corpo. – Brincadeirinha. Eu sei o quanto você usou isso aqui. Quanta mulher. E cá entre nós, teve alguns homens também, não teve? – ele terminou de cortar as pernas e o pênis e abriu-lhe o tórax.&lt;br /&gt;- Mas sabe de uma coisa, eu quero que o corpo do meu filho seja que nem o seu. Você sempre foi muito atlético. E veja aqui o seu coração. – rindo alto, Jonas guardou o órgão num saco plástico. – Eu gostaria que meu filho fosse um homem justo. De estômago forte também, não que nem o seu, que saiu com um cortezinho de nada. – e riu como antes, batendo um dos pés no chão. Suas bochechas já estavam doendo. – Admite que essa foi boa. Não? Senso de humor nunca foi uma de suas características marcantes. Isso eu espero que ele puxe de mim. Todo mundo iria gostar dele.&lt;br /&gt;- Bom, agora que eu terminei por aqui, vamos para a cabeça. Eu vou rachar o seu crânio e extrair o seu cérebro. Pode doer um pouco… Bom, lá vai. – batendo forte, Jonas conseguiu quebrar-lhe o crânio e tirar o cérebro, intacto.&lt;br /&gt;- Frank, seu cabeça oca. – e riu baixinho do seu comentário. – Agora, se você me dá licença, tenho que limpar tudo.&lt;br /&gt;Jonas levantou-se e organizou todas as partes do corpo numa mesa ao fundo. Lavou o chão e foi trocar de avental. Demorou-se um pouco tomando banho, até que enfim voltou para a sala, vestindo um smoking. Sentou-se à mesa e, puxando um garfo e uma faca, disse:&lt;br /&gt;- Então, por onde eu começo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-6525242656582220798?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/6525242656582220798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=6525242656582220798' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/6525242656582220798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/6525242656582220798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/07/desculpas.html' title='Desculpas...'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-5782531436717382625</id><published>2009-06-28T19:43:00.000-07:00</published><updated>2009-06-28T19:46:26.639-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>O país de Karin</title><content type='html'>Demorei, mas estou postando um update. Eu queria fazer algo melhor e um pouco diferente (estava pensando em falar sobre kanjis - os ideogramas japoneses), mas preferi colocar esse post aqui como "tapa-buraco" enquanto não escrevo o outro.&lt;br /&gt;Esse é um dos contos mais estranhos que já escrevi (do qual, inclusive, muita gente não gosta). Para ser sincero, eu ainda tenho dúvidas sobre como escrevê-lo, o que fazer para melhorá-lo, etc. Talvez por isso mesmo seja uma boa ideia colocar aqui. Assim o pessoal pode ver e me dar algumas sugestões. Né?&lt;br /&gt;Bom, divirtam-se. Espero semana que vem falar sobre a temida escrita japonesa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O país de Karin&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O país de Karin foi preso naquela manhã, sem mas nem choro. Ele tinha mal e mal uns seis meses; sete quando muito. Foi levado por uns homens vestidos todos de preto. Eles vieram escondidos, sorrateiros e, na calada da noite, levaram-no.&lt;br /&gt;Alguns dizem que virou escravo. Outros, que foi morto. Mas do que não se tem dúvida, é de que sofreu. &lt;br /&gt;Aqueles homens vestidos de preto eram conhecidos por sua crueldade. Ninguém sabia por que levaram aquele país tão jovem, mas deixaram centenas de idosos e crianças desabrigados. Sem pátria, tiveram que se mudar para algum outro país, o que se provou muito difícil. Afinal, país que se preze não deixaria seus filhos com essa gentalha. Se o país já fora preso, imagine o que aquela marginalia seria capaz de fazer.&lt;br /&gt;Mas para algum lugar eles tinham que ir, e um que outro país, que acreditavam na inocência do que fora levado, aceitaram uns aqui, outros ali... E só uns poucos, que não tiveram sorte, ficaram no não-país.&lt;br /&gt;Dez anos depois, ninguém sabe como nem de onde, o país voltou, e foram aquelas crianças, agora mais velhas, que o receberam. Mas ele estava tão desfigurado, tão diferente, que sequer o reconheceram. Alguns por pena, outros por educação, ofereceram-lhe aquela terra, que ele aceitou de muito bom grado. Estava felicíssimo por ter retornado para casa, e mais ainda por não terem perguntado quem era nem de onde vinha; ele não queria nem lembrar o que lhe acontecera naqueles anos todos. O único problema agora eram os antigos moradores, que não estavam gostando nem um pouco de ver aquele país estranho na sua terra. Então, reuniram-se e o mandaram embora.&lt;br /&gt;Alguns dizem que ele foi pra outro lugar. Outros, que morreu. Mas do que não se tem dúvida, é de que sofreu.&lt;br /&gt;Só Karin sabe que hoje, triste e solitário, ele vaga por aí, esperando pelo dia em que poderá voltar para casa. Enquanto isso, ela prepara a água morna do banho e o fogo da lareira, para poderem conversar como faziam na sua juventude.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-5782531436717382625?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/5782531436717382625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=5782531436717382625' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/5782531436717382625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/5782531436717382625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/06/o-pais-de-karin.html' title='O país de Karin'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-6815362581031976389</id><published>2009-06-23T13:56:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T13:59:34.384-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='...'/><title type='text'>Minha internet me odeia!</title><content type='html'>Caros leitores:&lt;br /&gt;Minha internet odeia a mim, à minha alma, e tudo o que há entre elas. Aparentemente, qualquer coisa remotamente relacionada com conexão a cabo é tomado por um ódio incontido e continuado ao meu ser, então expresso na forma de ineficácia, descontinuidade, interrupção, bugs, problemas gerais. Atualmente, só o fato de eu conseguir entrar no site já é uma proeza, que dirá atualizá-lo.&lt;br /&gt;Espero deixar claro que minha ausência holística (internet, e-mail, msn, blog, etc) fique esclarecida com o nome do post.&lt;br /&gt;Boa noite...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-6815362581031976389?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/6815362581031976389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=6815362581031976389' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/6815362581031976389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/6815362581031976389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/06/minha-internet-me-odeia.html' title='Minha internet me odeia!'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-1084385567184259541</id><published>2009-06-02T18:27:00.000-07:00</published><updated>2009-06-02T18:38:54.669-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Finisterra'/><title type='text'>Rabiscos no caderno</title><content type='html'>O próximo texto que eu vou postar aqui foi um achado no caderno. Escrevi no início do ano passado durante uma aula muito chata para um conto que eu planejava escrever. Era para ser um exercício de descrição - um esboço, digamos - para o texto subsequente. Pois bem, um ano depois, não é que olhando aquele caderno eu encontro esse excerto? Meio sem esperar, completamente de surpresa, olhei e me lembrei dele na hora. Até aquela hora, eu o havia varrido da memória. Até que foi bom reencontrar. Me deu uma visão mais "distante" da minha escrita. E sabem que achei o resultado positivo?&lt;br /&gt;Bom, como gostei, decidi que iria postar esse excerto aqui (depois de tê-lo lido para minha namorada e ter recebido sua aprovação, claro):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Rabiscos no caderno&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorrendo os metros finais da mina, Christian era cegado pela luz reconfortante do mundo externo. Quando enfim deixou a escuridão para trás, viu-se diante de uma extensa baía que terminava ao mar. A areia branca refletia o pôr-do-sol tal qual um grande diamante exposto à luz.&lt;br /&gt;Ele caminhou adiante até o limite da terra, em que mar e céu se confundiam de tal forma que ele poderia nadar ou voar sem jamais saber a diferença; até o oxigênio que corria era o mesmo, e ele poderia morrer respirando no mar ou afogar-se nos ventos ao seu redor. &lt;br /&gt;O sol desaparecia no horizonte, morrendo sem nunca morrer, ou surgia, nascendo sem nascer. Habitava um espaço entre o crepúsculo sombrio e a manhã enevoada. &lt;br /&gt;O último lugar da Terra, antes que a realidade subisse numa balsa e se perdesse no oceano eternamente rubro, era habitado por fantasmas de sonhos e de esperanças, que o assombravam com os uivos vazios de um choro seco.&lt;br /&gt;Um rumor de asas enchia o ambiente, e pássaros azuis cruzavam o céu rapidamente, aproveitando os últimos momentos que lhes restavam. Pois Finisterra não é apenas um lugar, é também um quando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-1084385567184259541?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/1084385567184259541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=1084385567184259541' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/1084385567184259541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/1084385567184259541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/06/rabiscos-no-caderno.html' title='Rabiscos no caderno'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-8695694982779051308</id><published>2009-05-24T23:24:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T23:28:50.292-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Faerie'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Faerie (parte 2 de 2)</title><content type='html'>Sei que faz tempo, mas prometi que traria a segunda e última parte de Faerie (que, para ser sincero, tenho dúvidas quanto ao título. Pensava em nomear esse conto "Isabela e o Cavaleiro". O que vocês acham?). É uma história bem menos séria e mais divertida (creio eu) do que o habitual. Acho que é por isso mesmo que gosto tanto dela. Foge um pouco do meu tradicional, apesar de ainda manter a identidade.&lt;br /&gt;Bom, espero muitos comments (sem pressão, hem?). hehehe&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Faerie... 2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta ao palácio com o menino e a menina, já despertos, os servos não perderam tempo em levá-los diretamente à presença de Oberon e Titânia. Ao longo dos corredores percorridos, passaram por paredes decoradas por uma coleção infindável de cabeças penduradas, uma visão normalmente terrível e apavorante; mas estavam tão bem distribuídas, dispostas de forma tão clara e agradável que dava até vontade de ficar olhando… Mas não podiam. O rei e a rainha tinham pressa: exigiam música já – e degola em breve.&lt;br /&gt;Os dois irmãos, então, viram-se em frente às figuras mais importantes do outro lado da neblina, Rei Oberon e Rainha Titânia, altos e belos, igualmente cruéis. Há centenas de anos um ser humano não punha os pés naquele palácio, e lá estavam eles, prestes a cantar por suas cabeças. Ambos governantes sentados, esperando pela apresentação, e os irmãos entreolharam-se. "Está pronto?", um perguntou ao outro.&lt;br /&gt;"Cantaremos a história de Isabela e o Cavaleiro."&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;"Ahem…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Isabela mirava da janela as flores&lt;br /&gt;que refletiam em si do sol os raios,&lt;br /&gt;e o cavaleiro tocava em sua harpa as dores.&lt;br /&gt;Era a primeira manhã de maio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Ah, Cavaleiro, se eu pudesse ao menos tê-lo,&lt;br /&gt;no meu doce colo a tocar’, disse a bela donzela,&lt;br /&gt;admirando o mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Só de ouvir esse desejo,&lt;br /&gt;que posso eu se não fazê-lo&lt;br /&gt;com cada ar que respirar?&lt;br /&gt;Tu, que és tamanha beldade,&lt;br /&gt;atende-me nesta vontade:&lt;br /&gt;Vem comigo a cavalgar’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao som daquela melodia&lt;br /&gt;Isabela notou que não podia&lt;br /&gt;àquele desejo resistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subiu então no seu cavalo,&lt;br /&gt;com o cavaleiro ao lado,&lt;br /&gt;para, com ele, partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando à margem da floresta,&lt;br /&gt;entraram por uma clareira deserta&lt;br /&gt;E o cavaleiro rosnou o seu bramido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Isabela, Isabela,&lt;br /&gt;Chegamos ao lugar de teu último suspiro.&lt;br /&gt;A próxima vítima serás da minha clava.&lt;br /&gt;Pois as minhas últimas sete esposas,&lt;br /&gt;Matei-as todas. E tu serás a oitava. ’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Piedade, piedade, tenha o senhor de mim.&lt;br /&gt;Minha família ainda pretendo ver, &lt;br /&gt;se possível antes do fim.&lt;br /&gt;Deve estar cansado, por isso eu lhe imploro&lt;br /&gt;Deite a espada no chão, e a cabeça no meu colo. ’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela acariciou o seu cabelo, fazendo o sono surgir.&lt;br /&gt;E com um pequeno feitiço, botou-o logo a dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o cavaleiro caiu num sono profundo,&lt;br /&gt;sem reparar por um segundo no plano de Isabela.&lt;br /&gt;Ela pegou sua espada torta,&lt;br /&gt;que de tantas princesas mortas, &lt;br /&gt;já brilhava com sangue azul.&lt;br /&gt;E num movimento certeiro, decapitou o cavaleiro&lt;br /&gt;que morava na floresta ao Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantando-se da poça ensangüentada,&lt;br /&gt;nossa donzela aprisionada, mirou o morto e falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Se sete princesas você aqui matou,&lt;br /&gt;Seja delas o marido, já que sua não sou. ’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando terminaram de cantar a balada, os dois irmãos olharam ansiosos para o rei e a rainha, esperando o veredicto. Os soberanos, no entanto, sequer esboçaram reação; voltaram-se um para o outro e passaram a conversar em cochichos. Foi uma troca breve de palavras, mas o tempo parecia distender-se e desprender-se, transformando minutos em horas e momentos em eterna agonia de espera.&lt;br /&gt;Enfim, depois de conjeturar, Lady Titânia levantou-se e começou a aplaudir.&lt;br /&gt;“Parabéns”, ela disse, deixando as crianças em estado de euforia, “meus fiéis hobgoblins. Fizeram exatamente o que eu lhes ordenara. Trouxeram-nos dois menestréis belos como o orvalho e que, claramente, pouco entendem de música.”&lt;br /&gt;“Nada”, completou Oberon.&lt;br /&gt;Os murmúrios de comemoração dos servos já se pronunciavam no salão, extasiando os súditos de Faerie com mais um espetáculo de decapitação a se seguir, até que a rainha voltou a se pronunciar:&lt;br /&gt;“Contudo, existe algo na canção proferida que me tocou profundamente.”&lt;br /&gt;“Seria a decapitação do cavaleiro, minha rainha?”, perguntou-lhe Oberon.&lt;br /&gt;“Certamente. Portanto, poupar-lhes-ei a vida para que possam apresentar-se dignamente aos outros membros da corte”, e os olhos dos dois jovens encheram-se de alegria. “Agora”, prosseguiu a rainha, “terei de tomar uma decisão que muito me aflige. Chegamos ao fim desta semana e ainda não tenho as duas cabeças que me faltam. Não me resta outra alternativa senão sacrificar meus fiéis hobgoblins em nome da estética”, e ela apontou o pequeno grupo – não mais que doze – que havia lhe trazido os humanos. “Alguém há de oferecer a estes pobres servos uma arma.”&lt;br /&gt;Da multidão que assistia à cena, uma espada foi lançada.&lt;br /&gt;“Ótimo”, continuou Titânia. “Aquele dentre vós que me trouxer a cabeça de outros dois será devidamente recompensado. Os restantes serão enforcados”, e foi dada a sentença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante as próximas duas semanas, os irmãos apresentaram-se diariamente para toda a corte de Faerie, recitando sua famosa balada: Isabela e o Cavaleiro. Tocaram diante de uma miríade de espíritos da terra, do céu, da água, do ar, e de outros tantos elementos que só existem além da neblina.&lt;br /&gt;Ao fim daquele período, a senhora Titânia, um tanto contrariada, concedeu-lhes a liberdade, desfazendo o feitiço que os prendia ao seu reino. Depois de sua última apresentação, receberam do rei algumas frutas e um “boa sorte” e puseram-se a caminhar. Sem muita demora, chegaram aos Ermos e atravessaram a névoa.&lt;br /&gt;Do outro lado, a noite avançava às pressas, e algumas estrelas já brilhavam no céu. Guiando-se por velas acesas na escuridão, os irmãos trilharam o caminho noite adentro até chegaram à sua vila.&lt;br /&gt;Qual não foi sua surpresa ao perceberem como ela havia mudado depois das duas semanas que haviam passado em Faerie. Algumas casas foram construídas, outras derrubadas, a grama cresceu, e as estradas se multiplicaram.&lt;br /&gt;Perdidos devido às recentes modificações no relevo de sua vila, os irmãos moveram-se ansiosamente por entre as construções, até que enfim encontraram o caminho de casa. Como as crianças que eram, correram esperançosos gritando por sua mãe, chorando pelo fim de sua jornada.&lt;br /&gt;Contudo, quando estavam mais próximos de seu lar, notaram que sua casa estava em ruínas. Duas árvores de Ipê haviam crescido do lado de dentro e destruído o telhado e as janelas. Perguntando pelos arredores, os irmãos descobriram que os antigos moradores daquela casa já haviam se mudado fazia muitos anos.&lt;br /&gt;Chocado com a descoberta, o irmão só conseguiu pensar em uma coisa para salvar a si e a sua irmã. Pôs o seu chapéu no chão e começou:&lt;br /&gt;‘Isabela mirava da janela as flores…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-8695694982779051308?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/8695694982779051308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=8695694982779051308' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/8695694982779051308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/8695694982779051308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/05/faerie-parte-2-de-2.html' title='Faerie (parte 2 de 2)'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-2876680919980489051</id><published>2009-05-20T18:22:00.000-07:00</published><updated>2009-05-20T18:27:28.933-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='haikai'/><title type='text'>De haikais</title><content type='html'>Como eu havia dito anteriormente, estava preparando um post sobre haikais. A ideia é fazer do blog algo mais do que um simples mural de histórias. Essa - e a discussão constante acerca do fazer tradutório - é uma das tentativas nessa direção.&lt;br /&gt;Sei que o texto está longo e um tanto pesado, mas condensei como pude um tema dessa grandeza e magnitude.&lt;br /&gt;Aproveitem a leitura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Haikai&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A poesia tradicional japonesa pode ser metricamente reduzida a seqüências de cinco e de sete sílabas, e mesmo a prosa cadenciada das narrativas poéticas mantém, como base rítmica, a alternância desses metros fundamentais.&lt;br /&gt;Na poesia das antologias imperiais dos séculos X e XII, há fundamentalmente duas espécies de poemas: os &lt;span style="font-style:italic;"&gt;naga-uta&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style:italic;"&gt;chôka&lt;/span&gt; (poemas longos), que alternam os versos de cinco e sete sílabas sem limite fixo, terminando por um dístico 7-7; e os &lt;span style="font-style:italic;"&gt;tanka&lt;/span&gt; (poemas curtos), compostos no seguinte esquema: 5-7-5-7-7. A divisão que se tornou clássica (no que concerne o tanka), temos um terceto de versos imparissilábicos e um dístico parissilábico: 5-7-5/7-7. Essa observação é importante porque essa primeira estrofe é que vai, mais tarde, constituir o que usualmente designamos por haikai. &lt;br /&gt;No exemplo a seguir pode-se observar a tal segmentação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha velha aldeia&lt;br /&gt;Sob as folhas vermelhas caídas&lt;br /&gt;Aos poucos vai desaparecendo:&lt;br /&gt;Nas samambaias do beiral&lt;br /&gt;Como sopra o vento do outono!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minamoto no Toshiyori (1055-1129)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tanka, é raro que a relação entre as estrofes apresente um claro nexo lógico, sendo preferido o uso de justaposição direta de imagens (de alguma forma complementar) ou um breve comentário ou exemplificação do clima geral estabelecido na estrofe de cima. Dado que os poemas eram desenvolvidos quase que exclusivamente no ambiente da corte, esse esquema tópico/comentário permitiu e mesmo incentivou que duas pessoas desenvolvessem o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;tanka&lt;/span&gt;: uma encarregada pelo terceto 5-7-5; e outra pelo dístico 7-7.&lt;br /&gt;A composição dialogada de um mesmo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;tanka&lt;/span&gt;, por sua vez, acentuou a independência das duas secções do texto, e os mestres do novo gênero – chamado &lt;span style="font-style:italic;"&gt;renga&lt;/span&gt; (canto interligado) – enfatizarão que a beleza desse tipo de poesia reside principalmente no encadeamento das partes e na relação que pode ser estabelecida por elas.&lt;br /&gt;A composição de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;tanka&lt;/span&gt; por pessoas diferentes tornou-se, na Era Kamakura (1186-1339), uma das principais atividades de salão da aristocracia medieval japonesa e o veículo por excelência do namoro cortesão.&lt;br /&gt;Como poesia palaciana, a partir do século XIV foram estabelecidas inúmeras regras para a elaboração dos poemas, das quais as mais importantes para nós são as que se referem à primeira estrofe – o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;hokku&lt;/span&gt; –, pois elas continuam vigendo no que hoje conhecemos como haikai. O &lt;span style="font-style:italic;"&gt;hokku&lt;/span&gt; deveria basicamente: ser uma estrofe longa, composta de dezessete sílabas; conter sempre uma referência à estação do ano e ao lugar onde se realizou a sessão; e ser sintaticamente completo, independente da estrofe seguinte. As outras estrofes, é claro, também conhecem diretrizes rígidas, como: aparecimento da lua em determinada estrofe, à primavera não se consagram menos de três estrofes consecutivas, certas palavras não se deveriam repetir a não ser após determinado intervalo, etc.&lt;br /&gt;À medida que se esterilizava como mera atividade cortesã, o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;renga&lt;/span&gt; clássico começou a ser substituído nos meios externos à corte por um tipo de poema coletivo que, embora utilizando a mesma forma, elimina a maior parte das regras complicadas, admite o uso de palavras de origem chinesa, e se compraz no trocadilho, no dito espirituoso, no humor. Esse gênero, denominado &lt;span style="font-style:italic;"&gt;haikai-renga&lt;/span&gt; (versos ligados “cômicos”, divertidos, informais) ganharia popularidade principalmente entre a ascendente classe dos comerciantes, mas seria também praticado entre soldados, monges e, até, entre nobres, em momentos em que a etiqueta da corte não imperasse.&lt;br /&gt;Daí surgiu o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;haikai&lt;/span&gt;, difundindo-se pelos principais centros urbanos do país, em breve ganhando mestres e desenvolvendo tendências divergentes, que seriam mais tarde aglutinadas em “escolas” ou “maneiras”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-2876680919980489051?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/2876680919980489051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=2876680919980489051' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/2876680919980489051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/2876680919980489051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/05/de-haikais.html' title='De haikais'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-3736976805695809429</id><published>2009-05-12T18:45:00.000-07:00</published><updated>2009-05-12T19:27:27.023-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradução'/><title type='text'>De volta...</title><content type='html'>Olá a todos, e perdão pela demora. Acho que já está na hora de voltar.&lt;br /&gt;Eu estive muito atarefado recentemente (quem me acompanha no twitter sabe que, além de trabalhos, tenho acompanhado o Grêmio e jogado Chrono Trigger, o que consome tempo...)&lt;br /&gt;Eu havia prometido à Adri um update até, no máximo, ontem. Evidentemente, as coisas não sairam como planejado. Pelo menos deu tempo de o pessoal ver o meu design novo e comentar. hehehe&lt;br /&gt;Bom, eu sempre tenho planos de dar grandes e demorados discursos acerca de tradução ou de outro tópico, a cultura japonesa (para quem não sabe, sou um estudante de Tradução- ênfase em Português-Japonês! Fez sentido agora, né?).&lt;br /&gt;Estou preparando um pequeno post sobre haikais, aliás (inspirado no site http://www.flor-de-gelo.blogspot.com/, da minha amiga e companheira blogeira, Gerusa Leal!).&lt;br /&gt;Contudo, neste momento, eu decidi fazer apenas um comentário sobre algo que, já faz algum tempo, vem me incomodando. Por que, em traduções, as pessoas dizem que o tradutor não pode interpretar errado o original? Afinal, interpretar já implica uma leitura própria, única, que tem a ver com a pessoa que está lendo/vendo/ouvindo. Não é assim que fazem nas músicas? A nona sinfonia, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;interpretada&lt;/span&gt; pela orquestra sinfônica de Porto Alegre, por exemplo (perdoem-me, músicos...). A interpretação já implica &lt;span style="font-style:italic;"&gt;outra&lt;/span&gt; leitura, como algo parecido, porém diferente. Uma releitura, por assim dizer, do que foi feito.&lt;br /&gt;Pois, na tradução, se dá o mesmo. É uma leitura que o tradutor faz da obra original. Por que, então, desse “auê” todo para cima do tradutor?&lt;br /&gt;Bom, podemos já começar desmentindo o meu exemplo sobre música. Por mais que você possa ouvir uma música antiga interpretada por um artista novo, você ainda tem acesso à música antiga. No caso da tradução, o público em geral só tem acesso à obra traduzida, à nova interpretação. Mas eu cheguei também a conclusões próprias. Uma delas vem da própria educação que nós recebemos no colégio.&lt;br /&gt;Lá, aprendemos o modo “certo” de interpretar Machado de Assis, José de Alencar, Guimarães Rosa, etc. Aprendemos que a obra se interpreta assim, e ponto final. Portanto, se só há uma interpretação, só deve haver, também, uma tradução. Só há um jeito de se interpretar, todo o resto não passa de um desvio.&lt;br /&gt;Porém, o que devemos lembrar é o seguinte: o texto original é hermético, fechado, difícil e inacessível para os leitores daqui. É trabalho do tradutor, por outro lado, torná-lo aberto, fácil e acessível. O dever dele é, justamente, mudar o texto original para que seja bem compreendido em sua língua. Se ele não mudar o texto, ele continuará hermético, difícil etc. Além do que, em 100% dos casos, uma tradução ruim é melhor do que não haver tradução.&lt;br /&gt;Pensem nisso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-3736976805695809429?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/3736976805695809429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=3736976805695809429' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/3736976805695809429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/3736976805695809429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/05/de-volta.html' title='De volta...'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-5567669169679174056</id><published>2009-05-01T09:19:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T09:25:18.896-07:00</updated><title type='text'>Pequena Mudança</title><content type='html'>Faz algum tempo que eu tinha vontade de mudar o design do blog, e devido a sucessivas intimações e pressões de pessoas próximas a mim (Siane, estou olhando pra você!), resolvi que era hora de fazer algo a respeito.&lt;br /&gt;Ainda não sei se é esse o modelo, acho que ainda vou trabalhar com as cores, mas acho que o design ficou melhor, mesmo. Algo mais limpo, menos sombrio, mais claro e alegre (e o que é a vida sem uma pitada de cor, não é verdade?).&lt;br /&gt;Espero que aproveitem o feirado.&lt;br /&gt;Ah, antes que eu esqueça, criei uma conta no twitter. Eu estou logado como ma_almeida.&lt;br /&gt;Quem quiser me encontrar, é só procurar (e me ensinar a usar esse troço. hehehe)&lt;br /&gt;Bom feriadão a todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-5567669169679174056?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/5567669169679174056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=5567669169679174056' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/5567669169679174056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/5567669169679174056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/05/pequena-mudanca.html' title='Pequena Mudança'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-7008327615937034877</id><published>2009-04-02T11:38:00.000-07:00</published><updated>2009-04-15T10:16:31.283-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Faerie'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Faerie (parte 1 de 2)</title><content type='html'>Esse conto eu comecei a escrever faz muito tempo (pela metade do ano passado). Curiosamente, o que eu queria fazer não era um conto, era uma tradução. Nas minhas leituras pela internet me deparei uma música que gostei bastante (uma balada) que era bem curtinha, e fiquei com vontade de traduzí-la para o português. Só que eu acho traduzir esse tipo de coisa muito difícil, ainda mais sem contexto. Daí eu escrevi um conto, do qual essa balada faz parte, para contextualizar e facilitar o trabalho.&lt;br /&gt;No fim das contas, tenho a parte em prosa já terminada, mas a tradução ainda está meio pendenga. Contudo, como achei que era hora de dar um jeito daquilo, resolvi postar aqui por dois motivos: 1) achei a prosa divertida, e já tinha vontade de mostrar pra alguém; 2) se eu não me forçar, não termino nunca de traduzir a balada.&lt;br /&gt;Eis, então, o que se passa. Não se preocupem, esse conto é bem menor que o último (são só 2 partes).&lt;br /&gt;Eis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Faerie&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na corte do rei Oberon, muitas baladas são tocadas. E ele, um senhor justo e terrível, pune os trovadores que não o aprazem com a morte. Infelizmente, até hoje não houve canção que agradasse aos seus ouvidos, e ele requer menestréis semanalmente.&lt;br /&gt;As mortes são fartas e previsíveis, e as paredes de seu palácio são decoradas com as cabeças dos músicos fracassados de seu reino.&lt;br /&gt;Sua esposa, a senhora Titânia, é linda e cruel. Ela é a responsável pelas apresentações semanais. Sua parte favorita é a decapitação. Felizmente, seu senso estético lhe permite dispor as cabeças de forma limpa e agradável. Ela faz questão que apenas os jovens e belos sejam chamados para tocar para o seu senhor. E que, de preferência, não entendam muito de música.&lt;br /&gt;Semana passada, ela descabeçou uma pobre ninfa, que não sabia cantar nem dançar, e que, para salvar a própria vida, tentou agradar lorde Oberon usando sua língua para outras coisas que não envolvessem música. Lady Titânia ficou tão enfurecida pela audácia da ninfa (e pelo fato de seu marido ter aprovado seus dotes), que ordenou que ela agradasse da mesma forma todos os servos do palácio e que, depois, ajudasse a esquentar a água do banho de seu soberano mergulhando sua língua nas brasas reais. Não satisfeita, a senhora de Faerie determinou que seus olhos fossem arrancados e usados como carvão antes de ordenar sua execução. Sua cabeça é a única que não foi posta na parede para ser usada como decoração. Ao invés disso, ela é guardada como exemplo àqueles que tiverem idéias similares.&lt;br /&gt;Exatamente por isso, está faltando uma cabeça na parede, e a senhora Titânia exigiu que houvesse, essa semana excepcionalmente, a apresentação de dois menestréis. E enviou os seus arautos para que encontrassem trovadores de talento inversamente proporcional a sua beleza. E que fossem bonitos. Muito bonitos.&lt;br /&gt;Então, seus hobgoblins saíram por toda Faerie em busca de alguém para convocar em nome do rei Oberon e sua corte. E passaram por elfos, trolls, pixies, dixies, selpies, kelpies, sprites, brownies, boggarts, kobolds, gnomos, ninfas, anões, e outros tantos habitantes do reino das fadas, mas nenhum deles fazia jus ao que a rainha queria. Ou não eram belos o bastante, ou tocavam bem demais.&lt;br /&gt;E quase ao fim da semana (que, para sua sorte, tem dez dias em Faerie), viram vagando pelos Ermos dois jovens humanos, um menino e uma menina, que buscavam frutas encantadas para levar para casa.&lt;br /&gt; Poucas maçãs são tão vermelhas, morangos são tão doces, e pêssegos são tão suculentos quanto aqueles permeados pela influência mágica da corte de Oberon e Titânia. Mais do que elas, apenas as frutas criadas no coração de Faerie, no jardim real, servidas pessoalmente aos lordes do reino. Muitas são as histórias de mortais que adentraram os domínios ancestrais das fadas buscando o sabor sobrenatural de suas amoras. Poucas são as que narram do seu retorno.&lt;br /&gt;Impressionados com a beleza daqueles dois jovens – que eram os primeiros humanos em séculos a colocar os pés naquela terra –, os servos de Titânia trataram logo de elaborar um plano para levá-los a sua rainha sem despertar suspeitas entre os homens. Procuraram rapidamente duas árvores de Ipê e serraram seus troncos. Então, começou o seu ritual.&lt;br /&gt;Juntos, os hobgoblins glamourizaram os troncos serrados, vendo-os crescer lentamente. Primeiro, nasceram as pernas: formaram-se os joelhos, cresceram os pés e os dedos, um a um. Depois, brotaram os braços: ombros, cotovelos, mãos e dedos. A cabeça foi a última, e quando estava completamente formada, abriram-se os olhos. Ao seu redor, os hobgoblins apontavam os jovens que os Ipês deveriam substituir.&lt;br /&gt;Os dois troncos, então, com suas mãos, agarraram o próprio corpo e abriram-no como a uma casca. Tal qual borboletas que abandonam o casulo, saíram as crianças de dentro dos troncos: seus cachos dourados, pele branca e sensível, os seios ainda pequenos e a genitália loura. Estavam prontos para assumir o seu papel, e os hobgoblins providenciaram os últimos arranjos. Glamourizaram algumas frutas e jogaram-nas para os jovens que, ingenuamente, comeram-nas. O encantamento conjurado atiçou-lhes o sono, e caíram desacordados, derrubando sua cesta de frutas. E, finalmente, para os Ipês, agora transformados, eles conjuraram roupas como as dos dois humanos, para que tomassem seu lugar na Terra sem levantar suspeitas.&lt;br /&gt;Os Ipês pegaram a cesta do chão para levá-la consigo enquanto os hobgoblins enfeitiçavam as duas crianças para que não pudessem mais retornar ao seu lar. Faeria seria sua nova casa, mas não por muito tempo. Teriam a duração exata de uma balada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-7008327615937034877?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/7008327615937034877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=7008327615937034877' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/7008327615937034877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/7008327615937034877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/04/faerie-parte-1-de-3.html' title='Faerie (parte 1 de 2)'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-512120258376708658</id><published>2009-03-27T12:21:00.000-07:00</published><updated>2009-03-27T12:40:14.887-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='agradecimentos'/><title type='text'>Agradecimentos, naturalmente</title><content type='html'>Como eu havia dito antes, planejava fazer um post com agradecimentos. Aí pode vir a pergunta: agradecimentos pelo que, exatamente.&lt;br /&gt;A resposta é algo que eu considero bastante simples. Talvez simples demais para os leitores, mas bastante significativo para mim.&lt;br /&gt;Vejam bem, eu só criei o blog pensando em escrever minhas coisas, postar aqui, e ver comentários. Até para poder melhorar. Mas o que aconteceu é que o blog, ao menos para mim, hoje é muito mais do que isso. Conheci algumas pessoas muito interessantes pela internet, donos de outros domínios, que também têm muito conteúdo (e bom). Pessoas que me deram apoio, gente que me xingou, que comentou uma vez depois nunca mais, etc. Mas a verdade é que esse projeto do blog, cujo ápice recente foi o Mito da Criação, não estaria aqui hoje sem essas pessoas e seus comentários. Até porque, esse é um lugar que me estimula a escrever continuamente. No último post, creio que isso ficou bastante explícito.&lt;br /&gt;Bom, quanto a essas pessoas, ei-las:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adri. Não são necessárias mais palavras. Só o nome dela já é o bastante!&lt;br /&gt;Brincadeiras à parte, grande amiga que conheci meio que por acaso na facul e com quem mantive uma amizade bem divertida pelo msn, q depois foi levada para a vida real. Imaginem, estudávamos juntos, mas foi o msn que nos uniu. Obrigado por tudo ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermes. Um dois primeiros que veio aqui e que "falou mal" de um dos meus contos. E como não sou um desses escritores cuzões que acham que todo mundo tem que falar bem, li o que ele escreveu e tenho de dizer que concordei. E ainda fui pro blog dele para ver como era. Muito obrigado pela honestidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerusa. Eis aqui uma poeta. Sempre que leio os escritos dela, vejo o quanto falta melhorar para ser bom mesmo. Serve de inspiração e estímulo para que eu continue a escrever. Nao bastasse isso, ainda me mandou o livro dela, Versilêncios, recém lacçado. Gente, não sou de poesias, mas esse aí vale a pena. Leiam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marina. Do blog, Do fundo do Mar, que veio aqui e foi a primeira blogueira de qualidade que conheci (depois da Adri, claro). Leio tudo o que ela escreve, mas nem sempre comento. Às vezes não tenho nada de construtivo, mas sempre me divirto. Vale a pena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Siane. Last but not least, minha namorada. Que foi quem meio que me forçou a criar este blog (apesar da minha má vontade inicial) e me fez correr atrás de muita coisa (na minha vida pessoal mesmo). Te devo muito, minha linda ;) E ela tem blog, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses são os mais importantes, certamente, que vêm acompanhando com alguma frequência, e sempre que podem, deixam comments.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, um agradecimento a você, seu aleatório, que vem aqui, lê, dá o sei pitaco, e some! E às vezes volta! Aí volta a sumir! Obrigado por sua participação e por aumentar a contagem de visitas do blog.&lt;br /&gt;Pode parecer gozação, mas é verdade. Todos são bem-vindos, e quanto mais, melhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Só não coloco os links porque estou com preguiça agora. Vocês sobrevivem, tenho certeza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço, e até o próximo projeto semana que vem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-512120258376708658?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/512120258376708658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=512120258376708658' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/512120258376708658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/512120258376708658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/03/agradecimentos-naturalmente.html' title='Agradecimentos, naturalmente'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-2060478975059871074</id><published>2009-03-23T18:26:00.000-07:00</published><updated>2009-03-23T18:43:48.009-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Voltei (mais ou menos) ou Mais um blablablá sobre tradução</title><content type='html'>Olá a todos os piolhos, carrapatos e traças que frequentamo meu blog. Olá a todos os seres unicelulares que passam pelo meu computador, perfurando a rede interna com sua presença despercebida e, bem, única... Mas, principalmente, olá a todos os que leem o conteúdo que este autor aqui tanto se esforça em criar e escrever.&lt;br /&gt;Como eu havia dito na última parte, tinha que tirar um descanço: as aulas estavam começando, estava meio sem ideias, trabalhos estavam ficando fixos, etc. Bom, tudo isso continua, mas agora eu consegui me organizar. Mais ou menos. O motivo principal que me traz de volta, contudo, não tem nada a ver com o que foi dito. Não.&lt;br /&gt;O que me traz aqui novamente é o que eu percebi recentemente. Como eu disse vez e outra por aqui, eu sou um tradutor. Atualmente, apenas de trabalhos manuscritos, mas o objetivo é fazer um "upgrade" para a interpretação. Além de publicar, é claro. Mas o trabalho que mais me consome tempo agora é o da tradução de um romance. É um livro infantil, nos moldes de um Harry Potter/Coração de Tinta. Acho que isso resume bem a questão. Tenho traduzido bastante, feito mudanças, escolhas, reescrito, tudo isso inerente ao ato tradutório. Eu poderia encher uma página com teorias de tradução que aprendi na Faculdade, mas não creio ser necessário. Qualquer questão pontual que haja, posso me debruçar sobre ela mais detalhadamente em outro momento. O que me refiro agora é muito mais simples, mais primitivo que qualquer uma dessas teorias. Concerne, isso sim, ao ato da escrita.&lt;br /&gt;Vejam bem, tenho diversos colegas na Letras (é o meu curso de graduação) que pregam que, quando lemos uma tradução, não lemos o escritor, e sim o tradutor. É a visão dele da história, da linguagem, são as escolhas que ele faz que vão parar na versão traduzida. Eu sou um pouco mais brando. Pessoalmente, eu vejo a tradução como um trabalho de co-autoria do tradutor. Ele se envolve com a trama, com os personagens, com a linguagem, com o tecido da obra (se é que tal expressão pode ser empregada). E a conhece tão intimamente que tem, sim, parcela de responsabilidade por seu conteúdo.&lt;br /&gt;Contudo, traduzindo, vê-se que, por mais co-autor que eu seja, aquilo não é meu. Estou gostando de "auxiliar" a autora e transformar sua história e tudo o que lhe compete em algo genuinamente brasileiro, fruto da cor local, e não num turista genérico cheio de sotaque.&lt;br /&gt;Contudo, repito, esse trabalho não é meu. Ao menos, não só meu. E eu notei como sentia falta de produzir algo que viesse de mim, que eu olhasse e dissesse: meu filho.&lt;br /&gt;Os mais atentos verão imediatamente a semelhança do autor com Jonathan. Os menos atentos viram agora :p&lt;br /&gt;E os que não leram devem ter ficado curiosos :P&lt;br /&gt;Vejam bem, a minha ideia era fazer um agradecimento, e ao invés disso, vim "extravasar". Talvez esteja na hora de ligar para o meu psiquiatra. Ou talvez esteja na hora, isso sim, de escrever.&lt;br /&gt;Estou preparando um conto em duas partes (sujeito a mudanças, vcs sabem) a ser "publicado", a partir de semana que vem. Me aguardarem.&lt;br /&gt;Quanto aos agradecimentos, prometo que estarão no ar até, no máximo, sexta.&lt;br /&gt;Aos que leram até o fim, um bônus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Coisas de Criança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garoto costumava ficar trancado no quarto por horas conversando com sua sombra. Ele parou no dia em que ela respondeu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-2060478975059871074?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/2060478975059871074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=2060478975059871074' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/2060478975059871074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/2060478975059871074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/03/voltei-mais-ou-menos-ou-mais-um.html' title='Voltei (mais ou menos) ou Mais um blablablá sobre tradução'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-821818704996346515</id><published>2009-02-12T09:09:00.000-08:00</published><updated>2009-02-12T10:05:50.143-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mito da criação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Aviso aos navegantes (Mito da criação, final)</title><content type='html'>Enfim, chegamos ao derradeiro capítulo. Eu havia prometido essa parte para ontem, mais tardar hoje, e como sempre, tardei. Nada que seja surpresa, hehehe.&lt;br /&gt;Bom, para esclarecer, essa parte ficou bem maior que as outras, escrevi ela na terça de madrugada (lembro de olhar para o relógio e ver que eram 3h30 e que eu ainda não tinha terminado), até pq tinha outros trabalhos que me ocupavam.&lt;br /&gt;Com essa última parte, creio que encerro um ciclo no blog; acho que o site entrará em recesso talvez por umas duas semanas (ou mais), enquanto eu traduzo mais coisas (peguei um romance para fazer a tradução. Vamos ver como esse fica...), e preparo o próximo projeto. Já tenho uma boa ideia do que temos pela frente, então espero que possam me perdoar por deixar o site largado tanto tempo às traças. Contudo, creio que terei mais tempo para ler o blog dos outros e fazer comentários construtivos (coisa que, desde que me juntei à rede, tenho tentado fazer. Infelizmente, mts projetos acabam me cansando e fica difícil ler com a atenção desejada). Serei mais atencioso.&lt;br /&gt;Bem, não vou me alongar mt, até pq o conto está grande.&lt;br /&gt;Vejo vcs em breve, no site de vcs. hehehe&lt;br /&gt;Um abraço a todos! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mito da criação... 7 (final)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os meses que se seguiram, Christian e Célia foram se conhecendo de tal forma e tão intimamente, que seu relacionamento evoluiu a uma paixão e, portanto, ganhou um entorno romântico, sujeito a uma série de convenções de gênero – mas nem por isso menos verdadeiro. Quantas vezes Christian não teve de atravessar oceanos, montanhas e céus, todos feitos com papel da mais alta qualidade, munido que estava apenas de sua bravura e da cumplicidade de seu autor? Sempre em busca de sua amada, que havia se perdido, ou sido sequestrada; ou então à procura de um antídoto ou item que pudesse salvá-la. Eis a tarefa de um herói romântico, é claro. &lt;br /&gt;Contudo, naqueles momentos de solidão em que se encontrava longe dela, é que se lhe revelava a raiva que Célia tão habilmente controlava, pulsando agora forte em seu peito, abastecendo seu corpo de uma energia nova e potente. Por motivos nobres, belos e puros, páginas e páginas eram escritas narrando as incríveis jornadas de Christian, todas descrevendo atos de crueldade e devassidão como ele jamais fora capaz. Não antes de Adahn.&lt;br /&gt;Espectador da barbárie, foi com essa lição que Jonathan compreendeu a importância do vilão. No fundo, é ele quem define o herói e, por conseguinte, a história. Heróis, ele percebeu, são uma força reativa, presos que estão a seus arqui-inimigos; um herói será tão forte e importante quanto for seu vilão, contanto que esteja à altura. E nisso, Jonathan temia por seu personagem.&lt;br /&gt;Um tanto preocupado, o autor observou – e narrou, ao melhor de suas habilidades – seu protagonista subir num barco e zarpar numa empreitada incerta rumo ao coração do mundo, uma vez mais em busca de sua amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram duas da manhã quando o celular de Jonathan tocou, despertando-o de seu transe. Ultimamente, ele já não sabia definir o que era mais comum em sua vida: perder-se em sua criação, ou ser arrancado dela.&lt;br /&gt;Com voz fatigada, ele atendeu ao telefone e escutou, um tanto incrédulo, que Julia estava no hospital e que havia entrado em trabalho de parto. Jonathan levantou-se rapidamente da cadeira, derrubando seu material de forma desordenada. Às pressas, abaixou-se, recolheu tudo, pôs no lugar e saiu.&lt;br /&gt;Menos de um minuto depois, retornou para pegar um casaco e um guarda-chuva. Deu uma última olhada no apartamento, apagou as luzes e fechou a porta, sentindo um silêncio pesado cair a suas costas, tal qual um lençol que cobre, gentil e suave, móveis antigos, protegendo-os do pó.&lt;br /&gt;À rua, voltava seu olhar de um lado a outro à procura de um táxi que pudesse transportá-lo. Cada segundo à espera parecia uma ampulheta que virava e revirava – suas areias escorrendo num ritmo calmo e previsível, ignorantes do tempo ao seu redor.&lt;br /&gt;A água que caía sobre ele e a cidade era a mesma que lavava o convés da embarcação de Christian e seus comandados. Fortes temporais bufavam contra eles, jogando-os para longe, impedindo-os de cumprir sua missão. Mas Christian não se deixaria abater. Seu objetivo estava próximo; a misteriosa ilha de Arcádia podia ser vista ao longe, cercada por um exército de furacões implacáveis.&lt;br /&gt;O mastro retorcia-se como um velho deixado ao relento, cobrindo-se do frio e da dor com sua pele frágil, sua pele flácida. Exposto aos elementos, o barco mais parecia um brinquedo de papel, cruelmente esmagado quando sua utilidade chega ao fim.&lt;br /&gt;Então, Christian, num ímpeto de fúria e ousadia, esquecendo-se de sua própria segurança – e ignorando a de seus companheiros – jogou a embarcação contra um dos muitos tornados, esperando – loucamente – que seu navio fosse tão forte quanto sua determinação, e atravessasse o paredão de ares incólume.&lt;br /&gt;Apenas quando tudo ao seu redor se desfez como areia lançada ao vento é que ele se apercebeu de seu erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, Jonathan conseguiu um táxi. Entrou rapidamente e, meio atrapalhado, meio esbaforido, disse para onde desejava ser levado. E qual não foi sua irritação ao ter que repetir diversas vezes o nome do hospital até que o motorista entendesse? Depois de mais um (longuíssimo) minuto, ele conseguiu fazer-se compreender, ao que o carro acelerou bruscamente e arrancou em disparada até seu destino.&lt;br /&gt;Durante o trajeto, Jonathan olhava pelo vidro as poucas luzes que restavam acesas em alguns apartamentos, questionando o que aquelas pessoas fariam acordadas àquela hora. Quais seriam suas histórias? Então, sua atenção ficou presa em outra fonte de luz. A noite era iluminada por uma lua cheia, resplandecente como ela só. Nem as nuvens que transitavam eram capazes de ofuscar seu brilho.&lt;br /&gt;As gotas que caíam na janela e no para-brisa movimentavam-se conforme o ritmo do carro e sopro suave do vento, que respirava como um recém-nascido sobre a cidade adormecida. Um ronco jovial parecia acompanhar o táxi em cada curva, cada reta de seu trajeto.&lt;br /&gt;Quando chegaram ao hospital, Jonathan pagou o homem e saiu – meio aos tropeços – atirando-se para fora em busca de Julia. Não tão diferente assim de Christian, que, ao despertar, encontrou-se, para sua própria surpresa, na praia de Arcádia. Ao seu redor, o barco jazia em forma de escombros, mas ele parecia ser o único que havia conseguido atravessar.&lt;br /&gt;Sozinho, respirando o ar sagrado, tragando o cheiro de sangue, o cavaleiro levantou-se e partiu em busca de sua amada. Por quanto tempo procuraria? Horas? Dias? Semanas? Meses? Não morreria ele de fome ou sede? Não seria capaz de enlouquecer e perder-se no labirinto da própria mente?&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;Depois de muito vagar, Christian deparou-se com seu temível adversário, Adahn. Que prendia Célia em seu poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jonathan pegou o elevador e subiu até o andar indicado pela recepcionista. Lá, iniciou uma pequena peregrinação por corredores e curvas e portas e becos e salas. Sem muita ideia de onde estava (ou aonde precisava ir), foi se metendo a conversar com médicos e enfermeiros até que lhe mostraram o local em que o parto estava sendo feito. Entrou na sala, devidamente trajado com avental, máscara, toca e pantufas e, olhando Julia bem nos olhos, agarrou sua mão.&lt;br /&gt;Não eram necessárias palavras, gestos, juras, nada. A presença dele ali já era o bastante para apaziguar-lhe o espírito e dar-lhe forças em sua luta. Aí, sem mais o que fazer, ela sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian e Adahn batalhavam com força, velocidade e técnica; além do ódio controlado que sentiam um pelo outro. Uma sensação de repulsa e atração que fazia com que se cruzassem e se enfrentassem, encontrando pretextos como amor ou ambição ou vingança para tal. Nada mais era que a atração devidamente planejada por um criador maior, que em seu poder, elegeu-os como adversários, até o fim de suas histórias.&lt;br /&gt;A poucos metros do combate, Célia observava horrorizada enquanto seu amado se digladiava numa batalha que seria incapaz de vencer.&lt;br /&gt;Adahn era mais forte, mais rápido, mais técnico. Até mais ódio ele parecia ter. Em movimentos precisos, ia, de pouco em pouco, desgastando seu adversário, preparando terreno para o golpe derradeiro.&lt;br /&gt;O herói, enfim, sobrepujado. A espada de Adahn descia como uma avalanche, alimentada por anos de neve e rocha, provocada por uma voz desavisada que passava minúsculo diante de tamanho poder. Christian, sentindo seu fim próximo, fechou seus olhos, preparando-se para sua última dor, e lançou-se num ataque suicida contra seu rival.&lt;br /&gt;Contudo, ao contrário do que esperava, não sentiu a dor lancinante e o suave embalo da morte tomando-o nos braços. Sentiu, isso sim, sua espada varar seu adversário, atravessando-o como um paredão, vencendo a batalha.&lt;br /&gt;Mas, como sempre, existe um preço.&lt;br /&gt;Célia havia se lançado à frente do golpe de Adahn, aparando-o com seu próprio corpo, dando uma chance a Christian de sobreviver. E vencer.&lt;br /&gt;Adahn estava agora caído ao chão, agonizando sua última agonia, sentindo o sangue escorrer-lhe pelas veias e além. Sua pulsação diminuía gradativamente em soluços e goles de um líquido viscoso e opaco que lhe transbordava pelo corpo.&lt;br /&gt;Christian segurava Célia em seus braços exaustos e abraçou-a, sentindo o calor dela enquanto ainda restava algum. Antes de partir, contudo, ela encontrou forças para olhar Christian nos olhos e dizer: “Viva. Viva pela vida que não poderei ter. Viva pela vida que você não teve. Viva por todos que morreram para que você pudesse estar aqui. Faça o que fizer, meu amor, viva!”&lt;br /&gt;Sentido-a partir, deixando-o sozinho uma vez mais, ele olhou para o corpo frio em seus braços e, então voltando seu olhar aos céus, obedeceu.&lt;br /&gt;Ao fim de quatro horas, Christian nasceu. &lt;br /&gt;Era um bebê lindo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-821818704996346515?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/821818704996346515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=821818704996346515' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/821818704996346515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/821818704996346515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/02/aviso-aos-navegantes-mito-da-criacao.html' title='Aviso aos navegantes (Mito da criação, final)'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-2848477496394968519</id><published>2009-02-05T18:10:00.000-08:00</published><updated>2009-02-05T18:16:48.490-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mito da criação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Mito da criação (parte 6)</title><content type='html'>Bom, sei que eu havia prometido essa parte para segunda-feira, mas deu aquela preguiça... Mas não foi só isso, claro. Essa parte já estava pronta na terça-feira. Só que, por algum motivo, a internet aqui de casa resolveu que não ia funcionar, então não tive como fazer updates. Pra falar bem a verdade, a internet do meu pc ainda não está funcionando, mas família é pra essas coisas, né? hehehe&lt;br /&gt;Bom, sei que todo mundo já deve estar um tanto cansado com a história (já tem gente pedindo o final), e sinto muito desapontá-los, mas ele ainda não está pronto. Mas nada que não se resolva fácil, fácil.&lt;br /&gt;Essa é a panúltima parte, e pretendo encerrar tudo na semana que vem, numa parte maior que as outras (afinal de contas, o fim tem de ser algo especial, memorável!).&lt;br /&gt;Perdão pelos atrasos, mas acho que continuarão ocorrendo. hehehe&lt;br /&gt;Pra semana que vem, planejo encerrar na quarta ou, mais tardar, quinta. Juro que disso não passa!&lt;br /&gt;Sem mais delongas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mito da criação... 6&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jonathan tomou seu banho frio, como sempre, para espantar o cansaço que teimava em assombrar seu rosto, seus olhos, sua boca, sua expressão, seus gestos. Nesta manhã, contudo, vinha outro evento povoar seus pensamentos. Ele, Jonathan, iria ser pai.&lt;br /&gt;Enquanto a água caía ao longo do seu corpo, percorrendo um caminho irregular, aquelas ideias insistiam em não deixar sua cabeça. Em pouco mais de cinco minutos, experimentara raiva, frustração, desespero, alegria, esperança, amor, descrença, negação, felicidade, entre tantos outros sentimentos para os quais as línguas humanas não têm palavras. Só não conseguia permanecer indiferente.&lt;br /&gt;Desligou o chuveiro e secou-se demoradamente, sentindo a água que escorria de seus cabelos por suas costas num movimento intermitente, interminável, intercalando paradas bruscas com aceleração repentina.&lt;br /&gt;Um aroma adocicado bailava no ar, invadindo suas narinas como jovens bailarinas dançando à música de um Stravinsky, rodopiando com seus pés fortes e delicados pelo interior das narinas em direção ao seu âmago. O cheiro de Julia tinha uma qualidade tal que lhe causava arrepios, reavivando memórias, relembrando-lhe de como se encontraram pela primeira vez na cafeteria, numa manhã auspiciosa de outono, como ele lhe comprou um buquê de rosas quando saíram pela primeira vez e descobriu, tarde demais, que ela era alérgica, como ela mexia em seus cabelos e lhe fazia cócegas, como haviam dormido juntos pela primeira vez, e como, no dia seguinte, disseram, também pela primeira vez: eu te amo. E não pararam desde então.&lt;br /&gt;E pensando em tudo isso, memórias ativadas por um simples perfume, Jonathan soube que, mesmo estando ele inseguro, apavorado e completamente despreparado, era chegada a hora.&lt;br /&gt;Vestiu-se para suas aulas, como sempre fazia, mas não pôde evitar que um sorriso – tímido a princípio – se formasse em seus lábios. Quando saiu, nem os óculos escuros conseguiam esconder o brilho em seus olhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-2848477496394968519?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/2848477496394968519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=2848477496394968519' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/2848477496394968519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/2848477496394968519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/02/mito-da-criacao-parte-6.html' title='Mito da criação (parte 6)'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-5406784253785811923</id><published>2009-01-28T11:04:00.000-08:00</published><updated>2009-01-28T11:13:07.141-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mito da criação'/><title type='text'>Mito da criação (parte 5 - Versão 2.0)</title><content type='html'>Pode ser estranho vir aqui para ler o mesmo "capítulo" de antes, mas a verdade é que ouvi meus leitores (uma em especial, Marina) que me mostrou como estava confusa a ligação que Jonathan fazia entre uma coisa e outra. Reli o trecho e decidi que ela estava certa. Não busquei esclarecer excessivamente, mas ao menos colocar mais imagens metafóricas (além de mitos da criação, de fata. Alguém consegue adivinhar quais são?) de sexo e criação. Além, é claro, de ter feito pequenas alterações em outras partes para tornar a leitura mais agradável.&lt;br /&gt;Bom, espero poder, na segunda-feira, retomar o ritmo. Em breve, terei alguns outros trabalhos de tradução, mas enquanto isso, tentarei me adiantar no conteúdo do conto, que está chegando ao fim. Espero...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mito da criação... 5.2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavra por palavra, as almas iam encerrando-se com vagar. Suas vozes eram como uma melodia irreconhecível, soando grave e agudo, alto e baixo, em dezenas de tons, seguindo um ritmo próprio e individual.&lt;br /&gt;Páginas e mais páginas haviam se enchido com as lágrimas escuras de pessoas que nunca existiram. De seu futuro, um perfume negro exalava, tomando conta do ambiente e decorando a escrita. Cada expressão usada, cada ação narrada, era uma alma que deixava este mundo para retornar ao papel, agraciando o enredo com sua essência.&lt;br /&gt;Havia, no entanto, uma que recusava a silenciar. Ao contrário, quanto mais de sua história era contada, mais ela erguia a voz, materializando-se diante de Jonathan. Seus lindos cabelos negros escorriam em ésses sibilantes, seus olhos escuros em forma de ós, e suas longas pernas estendiam-se em éle por linhas adiante.&lt;br /&gt;Seu nome era Célia Reimblanc, filha de Gerard e Marie, irmã de Sophie, Clara, Vera e Jean-Luc. Nascera 23 anos antes, em Paris; e sua voz melodiosa, Jonathan descobriu, tinha poder sobre Christian e toda sua fúria. Ele parecia hipnotizado pelos trejeitos daquela mulher – os gestos, os olhares, sua aura meiga e gentil.&lt;br /&gt;Mas onde haveriam eles se conhecido? Enquanto se questionava a respeito, Jonathan pensou discernir, por entre suas dúvidas, uma igreja. Ainda um tanto incerto, passou a descrevê-la em vitrais, bancos, rezas, castiçais, senhores, senhoras e crianças, santos, batinas, dízimo, pobreza e bonança. Em meio a seu texto, conseguiu encontrar a fé em Deus e a esperança, essa eterna busca pelo inalcançável que tanto nos move. Mas nada de Célia e Christian.&lt;br /&gt;O autor apurou os ouvidos e concentrou-se em seus personagens, tentando encontrar pistas sutis que indicassem aquilo que estava procurando – a origem daquele caso desconhecido entre suas criações. Mas como foi que ele e Julia haviam começado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado de fora, o sol nascia sem pressa; seus raios eram braços que se espreguiçavam, erguendo-se e esticando-se após despertar. Subindo devagar, parecia bisbilhotar o trabalho de Jonathan em seu processo criativo, surgindo sorrateiro pela janela, invadindo o recinto pouco a pouco. Como uma criança que faz algo proibido, a claridade ergueu-se de pouquinho em pouquinho, certificando-se de que não havia ninguém por perto.&lt;br /&gt;Dentro do cômodo, Jonathan sentia uma terrível dor no pulso, e um desejo irremediável de conhecer seus personagens. O sol era apenas uma companhia – silenciosa e agradável – enquanto ele realizava seu trabalho. Não aquele ao qual teria de comparecer dentro de três horas; o real trabalho, de criar e desvendar mundos, dar vida e essência ao barro, erigindo uma civilização com um objetivo claro como piche. Um monumento alto e robusto, uma lança a penetrar o mar, de cujas gotas surgiriam ilhas; um gigante cujo suor faria nascer homens; uma vaca cujo leite acenderia alimentaria o fogo da criação. Era ele um deus, um membro forte e penetrante nas reentrâncias do mundo, e sua imaginação era seu gozo.&lt;br /&gt;Cada símbolo no papel era uma folha. Uma palavra, um arbusto. Unidas em blocos, eram bosques. E viriam pedras, e fontes e lama e vento e céu e sol – essa luminescência preciosa – e lua e noite e barro. E vida. Sua criação em breve estaria completa, habitada por criaturas de sonho e poder; eram tantas as possibilidades.&lt;br /&gt;E foi então que ele percebeu. Juntando as pistas – haviam elas existido de fato? – ele acordou de seu transe divino e correu até o banheiro para buscar a evidência. Onde estava? Procurou pela pia, na privada, pelo chão. No lixo. Como suspeitava. Ele criara vida, sim.&lt;br /&gt;Julia estava grávida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-5406784253785811923?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/5406784253785811923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=5406784253785811923' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/5406784253785811923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/5406784253785811923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/01/mito-da-criacao-parte-5-versao-20.html' title='Mito da criação (parte 5 - Versão 2.0)'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-2842820133881193526</id><published>2009-01-13T18:02:00.000-08:00</published><updated>2009-01-13T18:11:31.105-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mito da criação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Mito da criação (parte 5)</title><content type='html'>Em primeiro lugar, perdão pela demora!&lt;br /&gt;Pronto, falei. Agora que tiramos isso do caminho, cabe dizer que tenho pensado muito a respeito do blog, e eu gostaria de transformá-lo em algo mais do que somente um espaço em que eu coloco meus textos e fico esperando comentários. Foi graças ao blog que conheci outros blogueiros muito legais e que hoje acompanho (apesar do lixo ser meio que a norma geral da web, ainda assim tem gente com conteúdos muito bons por aí. Não desistam), e gostaria de tornar o meu algo mais cultural; ter um objetivo algo mais nobre.&lt;br /&gt;A primeira coisa que me passou pela cabeça - já que estou tendo aulas disso - é retomar o assunto da tradução ou do Japão (e quem sabe os dois juntos, não?), que foram tópicos sobre os quais eu gostei muito de escrever e de ouvir (ler) pessoas falando a respeito. Nesse caso, se houver alguém aí (ou já me abandonaram?) e quiser citar algo que queira discutir saber, ou que gostaria de me pedir para traduzir algo (em inglês e em francês fica mais fácil pra mim, mas dependendo do nível, posso tentar o japonês também), me mande um comentário. Vamos "evoluir" o blog. Evolve or die, as they say.&lt;br /&gt;Também estive pensando acerca dos rumos que "Mito da Criação" está tomando - que são completamente distintos do que eu tinha pensado no começo - e no que fazer a respeito. A história, por mais "dirigida" que seja, tem vida própria, e essa já escapou ao meu controle. De repente tenho que dar uns tapas nela pra mostrar quem é que manda. Hoje, aliás, ela deu uma guinada que eu não esperava (apesar de, vendo agora, parecer um tanto óbvia). Espero que a metáfora seja bem entendida.&lt;br /&gt;E então, depois de ficar jogando informação "à la loca", eis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mito da criação... 5&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavra por palavra, as almas iam encerrando-se uma a uma. Suas vozes eram como uma melodia irreconhecível, soando grave e agudo, alto e baixo, em dezenas de tons, seguindo um ritmo próprio e individual.&lt;br /&gt;Páginas e mais páginas haviam se enchido com as lágrimas escuras de pessoas que nunca existiram. De seu futuro, um perfume negro exalava, tomando conta do ambiente e decorando a escrita. Cada expressão usada, cada ação narrada, era uma alma que deixava este mundo para retornar ao papel, agraciando o enredo com sua essência.&lt;br /&gt;Havia, no entanto, uma que recusava a silenciar. Ao contrário, quanto mais de sua história era contada, mais ela erguia a voz, materializando-se diante de Jonathan. Seus lindos cabelos negros escorriam em ésses sibilantes, seus olhos escuros em forma de ós, e suas longas pernas estendiam-se em éle por linhas adiante.&lt;br /&gt;Seu nome era Célia Reimblanc, filha de Gerard e Marie, irmã de Sophie, Clara, Vera e Jean-Luc. Nascera 23 anos antes, em Paris; e sua voz melodiosa, Jonathan descobriu, tinha poder sobre Christian e toda sua fúria. Ele parecia hipnotizado pelos trejeitos daquela mulher – os gestos, os olhares, sua aura meiga e gentil.&lt;br /&gt;Mas onde haveriam eles se conhecido? Enquanto se questionava a respeito, Jonathan pensou discernir, por entre suas dúvidas, uma igreja. Ainda um tanto incerto, passou a descrevê-la em vitrais, bancos, rezas, castiçais, senhores, senhoras e crianças, santos, batinas, dízimo, pobreza e bonança. Em meio a seu texto, conseguiu encontrar a fé em Deus e a esperança, essa eterna busca pelo inalcançável que tanto nos move. Mas nada de Célia e Christian.&lt;br /&gt;O autor apurou os ouvidos e concentrou-se em seus personagens, tentando encontrar pistas sutis que indicassem aquilo que estava procurando – a origem daquele caso desconhecido entre suas criações. Mas como foi que ele e Julia haviam começado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado de fora, o sol nascia sem pressa; seus raios eram braços que se espreguiçavam, erguendo-se e esticando-se após despertar. Subindo devagar, parecia bisbilhotar o trabalho de Jonathan em seu processo criativo, surgindo sorrateiro pela janela, invadindo o recinto pouco a pouco. Como uma criança que faz algo proibido, a claridade ergueu-se de pouquinho em pouquinho, certificando-se de que não havia ninguém por perto.&lt;br /&gt;Dentro do cômodo, Jonathan sentia uma terrível dor no pulso, e um desejo irremediável de conhecer seus personagens. O sol era apenas uma companhia – silenciosa e agradável – enquanto ele realizava seu trabalho. Não aquele ao qual teria de comparecer dentro de três horas; o real trabalho, de criar e desvendar mundos, dar vida e essência ao barro, erigindo uma civilização com um objetivo claro como piche.&lt;br /&gt;Cada símbolo no papel era uma folha. Uma palavra, um arbusto. Unidas em blocos, eram bosques. E viriam pedras, e fontes e lama e vento e céu e sol – essa luminescência preciosa – e lua e noite e barro. E vida. Sua criação em breve estaria completa, habitada por criaturas de sonho e poder; eram tantas as possibilidades.&lt;br /&gt;E foi então que ele percebeu. Juntando as pistas – haviam elas existido de fato? – ele acordou de seu transe divino e correu até o banheiro para buscar a evidência. Onde estava? Procurou pela pia, na privada, pelo chão. No lixo. Como suspeitava, lá estava. Ele criara vida, sim.&lt;br /&gt;Julia estava grávida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-2842820133881193526?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/2842820133881193526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=2842820133881193526' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/2842820133881193526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/2842820133881193526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2009/01/mito-da-criao-parte-5.html' title='Mito da criação (parte 5)'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-1672016221926090733</id><published>2008-12-27T08:48:00.000-08:00</published><updated>2008-12-28T13:23:15.988-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mito da criação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Mito da cração (parte 4)</title><content type='html'>Com cada novo capítulo, eu vou conhecendo mais os meus personagens e a minha história, não muito diferente do que acontece com Jonathan e sua criação. De certa forma, creio que aquilo que contamos tem, em si, um pedaço de nós; e é muito gratificante ver que a história vai tomando uma vida própria, desenvolvendo-se como ela tem de fazer, e não de acordo com a vontade solene de um ser. Gosto de me enxergar como um narrador, que narra  (notem a importância da palavra) fatos que poderiam ter acontecido. A história existe, e eu sou apenas o meio pelo qual ela se faz transmitir.&lt;br /&gt;Agora, algumas coisas ficaram mais claras, alguns acontecimentos tomaram rumos que eu não pretendia inicialmente, e outros eventos estão mudando - lentamente. Sei que tudo isso pode ser bastante vago, mas não posso deixar de escrever o que está ocorrendo. De início, eu achava que a história se resolveria em 5 ou 6 partes. Hoje, tenho certeza que serão pelo menos 10. Até a Julia se apresenta, ela que nem estava prevista resolveu dar as caras. Outros eventos se extinguiram, e ainda há muitas surpresas pela frente.&lt;br /&gt;Aos que frequentam o blog, lêem e comentam - ou não - agradço a preferência ;-)&lt;br /&gt;E desejo a todos, se um pouco fora de hora, um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.&lt;br /&gt;Agora, à história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mito da criação... 4&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como combinado, Julia chegou meia hora depois de ligar, trazendo a pizza consigo. Enquanto ela levava suas coisas para dentro, Jonathan ia cortando sua janta. Julia havia pedido metade de pepperoni para ele e metade rúcula e tomates secos para ela, que estava de dieta – de novo.&lt;br /&gt;Jonathan foi até a cozinha para pegar os pratos e os talheres e procurar algo para beberem. Quando retornou à sala, viu sua namorada comendo uma fatia com as mãos, sem dar muita importância à etiqueta. Ele sorriu e acompanhou-a no gesto, escolhendo para si um pedaço cheio de rodelas de carne.&lt;br /&gt;Conversaram divertidamente enquanto devoravam a pizza entre goles de refrigerante e risadas, saboreando a companhia um do outro, engordurando-se com cada pedaço a mais. Trocaram assuntos, beijos e suspiros; e ao final, cansados, foram deitar-se. Não demorou muito, estavam ambos dormindo.&lt;br /&gt;Seu sono, contudo, foi breve. No meio da noite, o celular de Julia começou a tocar uma música irritante, acordando os dois. Ela atendeu a chamada e arrumou suas coisas para voltar ao hospital. Um de seus pacientes havia tido uma recaída, e ela precisava vê-lo. Meio às pressas, ela beijou Jonathan nos lábios e pôs-se a sair.&lt;br /&gt;Quanto a ele, já que estava acordado, resolveu que faria algo de produtivo, ao invés de rolar na cama por horas até pegar no sono.&lt;br /&gt;Passou a recolher o que haviam comido e sujado para pôr tudo de volta no lugar. Limpou a sala e foi, em seguida, organizar a cozinha. E enquanto lavava os copos, ouviu um ruído no fundo de sua mente, uma voz fraca, indicando que havia ainda alguém ali. Na água, ele discerniu uma figura passageira, que aos poucos foi se tornando clara e transparente. Era Christian. Ele estava vivo.&lt;br /&gt;Jonathan não perdeu tempo e foi correndo até o escritório. Tomou a lapiseira em mãos e pôs-se a escrever.&lt;br /&gt;Imagens começaram a formar-se com cada linha, um sombreado escuro debruçava-se sobre a folha, revelando, de pouco em pouco, o que Jonathan tanto ansiava por saber. Algum tempo havia se passado desde que ele vira Christian pela última vez. Algo havia mudado em seu personagem após a luta com Adahn; que o marcou de tal forma e tão profundamente que estava agora irreconhecível.&lt;br /&gt;Do papel, sua voz parecia erguer-se como um trovão, reverberando por todo o apartamento. Um eco de malícia e revolta, de orgulho ferido e ódio se fez ouvir, aprofundando-se no silêncio da madrugada. Christian não era assim. Não antes.&lt;br /&gt;De repente, das linhas azuis, dezenas, centenas, milhares de vozes ergueram-se, falando sobre suas vidas, seus sonhos, seu futuro, e sua morte. Todas nas mãos e na espada de Christian.&lt;br /&gt;Pequenas almas levantavam-se do grafite em tons de acusação.&lt;br /&gt;Jonathan, assustado com a agitação, fechou o caderno, esperando com isso encerrar as vozes; mas elas surgiram em espiral, batendo forte contra os seus tímpanos. Ele virava-se de um lado para o outro em meio ao som do silêncio, procurando uma saída; mas estava cercado.&lt;br /&gt;Enclausurado por suas próprias escolhas, ele reabriu o caderno, sentindo o peso dos olhares, dos tons de claro e escuro mesclando-se na folha, e fez a única coisa que poderia: contou a história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-1672016221926090733?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/1672016221926090733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=1672016221926090733' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/1672016221926090733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/1672016221926090733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2008/12/mito-da-crao-parte-4_27.html' title='Mito da cração (parte 4)'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-8274729536050131093</id><published>2008-12-22T09:52:00.000-08:00</published><updated>2008-12-22T09:55:01.600-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mito da criação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Mito da criação (parte 3)</title><content type='html'>Perdão pela demora para atualizar o blog. Infelizmente, tive problemas de order profissional/pessoal/estudantil/...&lt;br /&gt;De qualquer modo aos (poucos) que seguem o blog, eis aqui a terceira parte do conto. &lt;br /&gt;Aproveitem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mito da criação... 3&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escrita jorrava de seus pulsos, descrevendo meticulosamente toda a ação que se desenrolava à sua frente. Homens lutavam, brandindo ferozmente suas espadas, envoltos por uma cortina de tinta que demorava a se abrir.&lt;br /&gt;Jonathan percebeu que a velocidade com que escrevia não era a mesma com que a luta ocorria. Quando descrevia a morte do segundo cavaleiro, outro já agonizava no chão, implorando uma chance a mais a seu criador. Parecia pedir que o deixasse viver, que reeditasse a cena, tornasse-o o herói. Qualquer coisa.&lt;br /&gt;Mas ele não entendia. Não era Jonathan o criador, era ele o narrador. A história era inevitável e implacável. Ela tinha de ser assim. Com um pesar nos olhos, Jonathan assistia quando mais um caía, trespassado pela lâmina de seu inimigo.&lt;br /&gt;Quando ele enfim terminou de descrever o evento é que se deu conta que havia perdido quatro filhos àquela noite; os únicos que restavam de pé eram Christian e Adahn. Exatamente como ele previra. O herói e seu vilão. A Quimera de Belerofonte.&lt;br /&gt;A tensão era palpável, e Jonathan conseguia senti-la no ar, que se tornara repentinamente pesado e austero.&lt;br /&gt;A porta do escritório bateu atrás dele. Estava trancado. Sozinho com sua criação. Iriam lutar? Digladiar-se até que algum deles cedesse? Ou morresse? Ele precisava fazer alguma coisa. Impedir a autodestruição de seus personagens. Ao menos por enquanto. Não havia chegado a hora.&lt;br /&gt;Ele, que fora tão impiedoso com seus outros filhos, suas outras idéias, batia-se agora para pensar em algo para salvar esses dois.&lt;br /&gt;Pela janela diante da escrivaninha, vislumbrou a noite que havia surgido – quando? – e os postes que tentavam iluminá-la. Sem sucesso. Aquela luz fraquejante não era páreo para as sombras. Não agora.&lt;br /&gt;De repente, a um canto, discerniu o vulto de um de seus personagens – qual deles? – disparando pela floresta. Jonathan levantou-se tão rápido quanto pôde e partiu em perseguição. Ele precisava impedir que tudo terminasse agora.&lt;br /&gt;Estrelas soltas esforçavam-se em brilhar em seu caminho, mas a copa das árvores formava um telhado de trevas. Adiante, galhos de um lado e de outro da estrada – que estrada? uma trilha? – formavam um portão. Seria aquela a passagem de entrada ou de saída?&lt;br /&gt;Mais um vulto. Dessa vez, atrás do sofá, no canto do escritório. Lentamente, Jonathan dirigiu-se para o local.&lt;br /&gt;Nada.&lt;br /&gt;Poeira, na verdade. Ele tinha de varrer. Depois. Mais tarde. Amanhã.&lt;br /&gt;Sentou-se novamente e ficou olhando para a parede, remoendo-se. Olhou para a próxima página e notou que ela estava marcada por uma mancha escura. Sangue de alguém havia vazado e pingado. Tinha gosto de café.&lt;br /&gt;Tomou a caneta em mãos e tornou a verter a história. Ela precisava ser contada. Christian e Adahn. Adahn e Christian. Seu herói não tinha chance.&lt;br /&gt;O autor debruçava-se sobre o papel, escrevendo o mais rápido que podia, tentando acompanhar o movimento frenético dos dois combatentes. A luta era injusta. Desigual. Adahn levava ampla vantagem, e havia desarmado Christian. Nesse ponto, Jonathan simplesmente largou sua caneta, sua lapiseira, sua borracha, seu laptop, seu caderno, tudo, e pôs-se a assistir. Adahn estava de pé sobre um herói escorraçado, movendo seus lábios num sorriso malicioso. Quando ele tomou sua espada e lançou-a contra Christian, num movimento último, o telefone tocou.&lt;br /&gt;Jonathan, assustado, levantou-se e atendeu. Era sua namorada, que havia ligado para avisar que iria dormir na casa dele hoje. Chamariam pizza.&lt;br /&gt;Quando ele desligou o telefone, voltou o seu olhar para o caderno, ansioso pela conclusão. Mas não viu mais nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-8274729536050131093?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/8274729536050131093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=8274729536050131093' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/8274729536050131093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/8274729536050131093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2008/12/mito-da-criao-parte-3.html' title='Mito da criação (parte 3)'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-3690697562579233971</id><published>2008-12-14T19:55:00.000-08:00</published><updated>2008-12-14T19:57:31.217-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mito da criação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Mito da criação (parte 2)</title><content type='html'>Seguindo a programação, aqui vai a segunda parte do conto. E sem muito preâmbulo.&lt;br /&gt;Divirtam-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mito da criação...2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perambulando pelo ínterim de sua invenção, Jonathan coletava todas as informações que precisava, complementando-as com pinceladas novas quando necessário.&lt;br /&gt;Ele descobriu, enfim, o nome de seu protagonista – Christian – e o passado que tanto o atormentava. Em sua breve passagem, o autor vislumbrou dois irmãos e uma irmã, todos mais novos. E à medida que narrava os acontecimentos – da cavalgada pela floresta e o acampamento que montara junto dos outros cavaleiros – ia incorporando sua infância em Toulouse à história.&lt;br /&gt;Não era necessário contar de como Christian partira para Paris com o mundo à sua frente e o diabo às suas costas. De seu árduo treinamento até juntar-se à cavalaria. Isso estava já descrito na ponta de sua borracha, que Jonathan ia passando para apagar tudo o que não fosse essencial à narrativa. Em breve, ele apagaria também as gotas de chuva e a luz do dia, restando somente a noite aos personagens em suas barracas. E o vento uivando sobre eles.&lt;br /&gt;Quando terminou sua xícara de café, Jonathan empurrou-a para longe, deixando-a próxima de uma trilha, onde corria a palavras rápidas e bruscas o homem que Christian e sua trupe tanto procuravam. Ele corria como podia, caindo a cada duas ou três linhas. Seu desespero era latente, e Jonathan levantou-se de seu lugar para dar-lhe passagem e assistir à cena com atenção.&lt;br /&gt;O autor acompanhou de perto a dor e o sofrimento do seu próprio personagem, sentindo um aperto no peito enquanto media as palavras para transcrever a visão que teve.&lt;br /&gt;O grafite vertia no papel tal qual lágrimas de ódio e tristeza. Cada expressão usada era um passo dado; cada pingo em cada i, uma gota de suor.&lt;br /&gt;Sentindo a testa úmida, Jonathan levantou-se e foi até o banheiro. Ligou a torneira e molhou o rosto de leve, secando-o diante do espelho. Ao fundo, alguns passos atrás de si, ele discernia a cena seguinte, o que estava para acontecer. O inevitável desfecho.&lt;br /&gt;Saiu do banheiro e pegou a xícara vazia na escrivaninha. Largou-a na pia da cozinha e voltou para o escritório a passos lentos. Sentia seus ombros arqueando com o peso da responsabilidade.&lt;br /&gt;Sentou-se na cadeira e mirou a folha. Releu o que tinha escrito e corrigiu algumas coisas. Aí, respirou fundo e armou o encontro.&lt;br /&gt;Christian, Adahn e companhia atravessaram a imensidão de papel e chagaram ao seu destino, ao homem que procuravam.&lt;br /&gt;Jonathan colocava mais grafite em sua lapiseira enquanto os cavaleiros sacavam suas espadas. O cheiro de ferro queimado era a borracha contra o papel, a lâmpada no corredor que piscava e se recusava a permanecer acesa.&lt;br /&gt;Antes de prosseguir, Jonathan levantou-se uma vez mais e foi ao banheiro. Olhou para o espelho e observou, ao fundo, tudo o que estava para acontecer.&lt;br /&gt;Sentiu suas mãos molhadas e vermelhas quando voltou para o escritório. Dessa vez, usaria a caneta. O sangue em suas mãos era a tinta que se espalhava pelo papel e que escorria de seus personagens a cada golpe de sua imaginação.&lt;br /&gt;Ao fim da página, havia cometido seu primeiro assassinato.&lt;br /&gt;E viu que gostava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-3690697562579233971?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/3690697562579233971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=3690697562579233971' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/3690697562579233971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/3690697562579233971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2008/12/mito-da-criao-parte-2.html' title='Mito da criação (parte 2)'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-7003095633911186672</id><published>2008-12-07T17:57:00.000-08:00</published><updated>2008-12-07T18:03:32.128-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mito da criação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Mito da criação (parte 1)</title><content type='html'>Como finalmente entrei em férias da faculdade, pensei em iniciar esse período me ocupando, e resolvi criar um "projeto" no site. Recentemente, tive uma idéia para uma história, e sabendo que ela seria maior do que o que eu normalmente escrevo, decidi publicá-la em partes. O ideal é que seja publicada toda segunda-feira (iniciando hoje, dia 08/12/2008).&lt;br /&gt;Ainda não sei em quantas partes, pois não terminei de escrever, mas já estou finalizando as próximas duas e começando a escrever a quarta. Imagino que pelo menos seis sejam necessárias (embora eu esteja apenas conjecturando).&lt;br /&gt;Como sei que esse projeto é um tanto experimental, estou aberto a todo tipo de críticas. Desde já, espero que aproveitem e gostem, e que queiram continuar lendo depois desta primeira parte.&lt;br /&gt;Agora, sem mais delongas, o conto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mito da criação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jonathan desligou a televisão e levantou do sofá, caminhando vagarosamente até o quarto. Abriu uma gaveta a um canto de sua cabeceira e puxou um caderno fino. Folheou-o preguiçosamente, contando o número de páginas escritas – apenas seis – e tornou a fechá-lo, carregando-o debaixo do braço até a escrivaninha do escritório. Separou o material que usaria – uma lapiseira grafite 0.7, uma borracha, uma caneta tinta preta e seu laptop, aberto para pesquisas e referências – e sentou na cadeira.&lt;br /&gt;No entanto, olhando do caderno para a mesa, sentia que faltava alguma coisa… Coçando a cabeça de leve, ergueu-se e foi até a cozinha. Pegou uma caixa de leite e deixou que seu conteúdo escorresse para dentro de uma caneca. Aqueceu-a no microondas e, após, derramou-lhe uma colher de café e duas de açúcar.&lt;br /&gt;Ao fim do processo, voltou para o escritório e soltou a caneca à direita do caderno, ao alcance de suas mãos. Tomou um gole – queimou sua língua de leve – e colocou-a de volta. Enfim, abriu o caderno.&lt;br /&gt;Há algum tempo havia tido uma idéia para uma história, mas só agora achava que ela havia amadurecido o bastante para colocá-la no papel. Fechou os olhos e contou até dez, respirando profundamente. Aí, tornou a abrir os olhos e concentrou-se na escrita.&lt;br /&gt;Com sua primeira linha, sentia a chuva caindo de leve. A água escoava de suas mãos para o grafite, e a cada palavra, uma nova árvore nascia. Ao término da primeira frase, ele estava num bosque. Ao fim do parágrafo, era uma floresta.&lt;br /&gt;Até a chuva havia aumentado, caindo a letras grossas sobre o papel. O cheiro de terra molhava exalava de cada linha, e o vento uivava a cada movimento de sua mão, soprando ora com calma, ora com vigor.&lt;br /&gt;De repente, ao longe, ele ouviu o som dos seus primeiro personagens se aproximando. Eram cinco, e montavam cavalos pesados e fortes. Sua trupe estava em busca de algo, ou alguém.&lt;br /&gt;Estavam cercados por lobos de borracha e predadores de papel, espreitando a todo canto. Quanto a Jonathan, ele não tinha o que fazer senão encontrar o personagem principal. Em poucas frases, o autor deu-lhe uma armadura sobre os ombros e uma espada à cintura. Com algumas linhas grossas, viu nascer-lhe um cabelo escuro e comprido. Contudo, a luz do seu computador dava-lhes um tom castanho e profundo.&lt;br /&gt;Aos outros personagens, ele dedicou não mais que um gole de café. Exceto ao líder da comitiva, Adahn. Como bom antagonista, esse merecia dois goles e um esmero especial.&lt;br /&gt;Jonathan levantou-se do chão embarrado e foi sentir o vento e a chuva. Deu alguns passos pela casa, esquivando-se de eventuais galhos e árvores, aproveitando para observar o ambiente. Cada grão de areia, cada gota de suor, cada pingo de orvalho, cada raio de sol, cada nuvem no horizonte, cada futuro sombrio e incerto, cada passado obscuro e tenebroso, cada momento presente, cada amor impossível, cada amizade sincera. Sem perceber, ele deixou-se levar pela imensidão da própria criação, e saiu à procura de tudo o que necessitava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-7003095633911186672?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/7003095633911186672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=7003095633911186672' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/7003095633911186672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/7003095633911186672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2008/12/mito-da-criao-parte-1.html' title='Mito da criação (parte 1)'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-5769494751253212157</id><published>2008-11-21T10:36:00.000-08:00</published><updated>2008-11-21T10:44:23.252-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='...'/><title type='text'>2/2</title><content type='html'>Posto aqui o segundo texto curto que escrevi recentemente. Foi escrito nos mesmos moldes e é, talvez, o predecessor do outro. Muito provavelmente. hehehe&lt;br /&gt;Antes, contudo, eu gostaria de "prestar um esclarecimento"; apesar de eu achar que um autor não deveria ter de explicar o seu texto, vou abrir uma exceção, até porque, talvez só eu note um "sutileza" que tentei empregar.&lt;br /&gt;Lendo os comentários, vi que um me disse que "me perdi na descrição, e deveria ter investido mais na situação". Como eu disse antes, esses textos são como um experimento lingüístico, e uma experiência que eu fiz - que considero apenas parcialmente satisfatória, mas foi um bom aprendizado - foi usar o cenário, o meio, como metáfora para o enredo. Tentar passar, através do cenário, a emoção, a sensação e a história do que está acontecendo. Por isso um quarto fechado e escuro, que mal permite luz. E quando permite, nunca é o bastante para compreender o outro, servindo apenas para tragar o seu cheiro - e não mais. Ou o fogo da paixão que é inevitavelmente consumido pela escuridão do quarto, esse "eu" que não se abre nem se permite mais.&lt;br /&gt;Vamos ver como ficou este segundo texto, portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Relógio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela organizava as malas fingindo um consentimento, uma calma, sem perceber que suas mãos, desobedientes como eram, entregavam o seu nervosismo; sem notar que os seus lábios cor de amor trajavam um tom mais semelhante à escusa e à descrença. Seus olhos levemente avermelhados organizavam as roupas diante de si, dobrando tudo com pesar e dedicação.&lt;br /&gt;Ela olhou o relógio a um canto: 15:30. Engoliu em seco.&lt;br /&gt;Foi até a cômoda e tomou um porta-retrato rapidamente entre os dedos, jogando-o na mala com pressa, como se não quisesse que alguém testemunhasse o ato. Sequer olhou a foto ali presa. Já sem demora, cobriu-a com um punhado de roupas amarrotadas, escondendo o seu conteúdo.&lt;br /&gt;O relógio agora apontava 15:32. Dois minutos. Dois minutos.. Dois...&lt;br /&gt;Quantos mais?&lt;br /&gt;Tirou de sua bolsa um cartão que havia escolhido para uma ocasião especial e colocou-o à escrivaninha. Ainda ela podia sentir o calor e o sentimento que o haviam motivado. Eles bailavam pelo ar diante dela, irritando ainda mais os seus olhos.&lt;br /&gt;Trancando a respiração, olhou uma vez mais para o relógio: 15:33.&lt;br /&gt;Sentou-se na poltrona e ficou olhando pela janela, movendo suas mãos agitadas uma contra a outra, deixando escapar naquele gesto um pouco de si. Uma parte que ela não recuperaria mais.&lt;br /&gt;O sol claro – muito mais do que deveria – fazia especial esforço naquele dia. Nem o seu cabelo escuro pôde resistir, refletindo como um espelho uma pequena dose de castanho.&lt;br /&gt;15:36&lt;br /&gt;Ela enfim levantou-se, não podendo mais quedar-se ali. Fechou a mala, ouvindo-a gritar tão alto como nunca. Um som estridente jorrava do zíper como uma cascata, até que secou. Ela já estava saindo quando se deu conta da última coisa que deveria fazer. Voltou-se para a janela com a intenção de fechá-la por inteiro, de nunca mais permitir que um tom castanho fosse refletido. Contudo, restou uma pequena fresta pela qual um filete acinzentado invadia o seu santuário e marginzalizava-o com sua presença. Ela o encarou com pesar e, viu, por ele, 15:37.&lt;br /&gt;Fechou a porta atrás de si.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-5769494751253212157?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/5769494751253212157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=5769494751253212157' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/5769494751253212157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/5769494751253212157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2008/11/22.html' title='2/2'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-1394178431991857376</id><published>2008-11-19T14:04:00.000-08:00</published><updated>2008-11-19T14:08:46.764-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='...'/><title type='text'>1/2</title><content type='html'>Escrevi dois textos (curtos) recentemente - mais por impulso que por qualquer outra coisa. Não sei porque, mas tive que escrevê-los e trabalhá-los. Não são contos, ao menos pela minha concepção. Eu os considero mais um experimento lingüístico (se bem que tem tanta coisa que a Virgina Woolf escreveu e os professores de literatura juram que é conto...), e resolvi publicá-los aqui, até como um exercício. Assim ouço quem quiser comentar e seus respectivos "pitacos". hehehe&lt;br /&gt;Eis o primeiro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cartão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele entrou no quarto escuro, percorrendo vagarosamente o seu interior. Guiando-se por entre os poucos móveis, chegou à escrivaninha. A janela entreaberta permitia a entrada de uma luz pálida, projetando-se em filetes inconstantes dentro do cômodo. Uma penumbra leve e suave encobria-o, abafando o som de seus passos e ecoando ao ritmo de sua respiração.&lt;br /&gt;Ele estendeu a mão e puxou um pedaço de papel sobre a escrivaninha; o cheiro dela espalhou-se repentinamente pelo ar, iluminando o quarto com sua cor adocicada. Ele ergueu a mão e levantou a persiana, permitindo que mais luz adentrasse o vazio.&lt;br /&gt;O seu rosto foi banhado por uma coloração de mofo prateada, revelando o leve desgosto de seus olhos pardos. Um quê de arrependimento flutuou pelo ambiente, transformando o doce em amargo e o prata em negro.&lt;br /&gt;O pedaço de papel era um envelope claro – assinado por ela, como ele já havia antecipado – dentro do qual haveria sua mensagem. Ele não precisava ler o que estava escrito. Tomou o cartão por entre as mãos e abriu-o, empurrando-o contra o nariz, tentando tragar até a última gota do perfume. Um gosto gelado invadiu-o de repente.&lt;br /&gt;Fechou, então, o cartão, e guardou-o novamente no envelope. Depositou-o gentilmente sobre a mesa e sob uma luz inconstante, que teimava em tremular contra a sombra. Um tom vermelho escapava a cada bruxulear, topando com a escuridão. Não demorou muito até ser completamente devorado por ela; ao fim do que, ele fechou a janela e deixou o quarto.&lt;br /&gt;E o cartão, mesmo insatisfeito com o próprio destino, deixou-se estar, e até hoje guarda pó na gélida escuridão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-1394178431991857376?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/1394178431991857376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=1394178431991857376' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/1394178431991857376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/1394178431991857376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2008/11/escrevi-dois-textos-curtos-recentemente.html' title='1/2'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-3210957594983399378</id><published>2008-11-13T10:47:00.000-08:00</published><updated>2008-11-13T11:08:56.433-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kawabata'/><title type='text'>Da tradução</title><content type='html'>Desde que a idéia de traduzir um conto me veio à cabeça, também pensei em discutir alguns dos pormenores da tradução. Eu sempre achei que, quando um tradutor é bom, ninguém lembra que ele existe, nem que aquilo que estão lendo vem de outra língua. Ele faz (ou deve fazer) com que o texto "soe" (do verbo soar) português (ou inglês, francês, japonês, russo, etc).&lt;br /&gt;Contudo, durante esse processo, há uma série de decisões que devem ser feitas. Não somente isso, há todo um contexto a ser respeitado e que, muitas vezes, pode alterar a percepção que se tem de um texto. Um texto escrito em inglês carrega com ele todo o contexto social em que foi escrito. Há situações e termos que, no contexto americano, significam x. No contexto brasileiro, y. Por exemplo, se falarmos de futebol aqui, vem com esse assunto tudo que se sabe a respeito do esporte no nosso contexto. Se traduzirmos esse texto para inglês, por exemplo, teremos outros valores agregados ao esporte. Possivelmente, dependendo da importância do jogo para o texto, não duvido que o tradutor optasse por converter esse "futebol" em "baseball" (tomando, é claro, os Estados Unidos como parâmetro).&lt;br /&gt;No texto que eu traduzi no post anterior, Suicídios de Amor existem num contexto muito específico do Japão. Existe um "cargo" que é o "omiai" ("O" de respeito, "MI" de ver, e "AI" de encontro). Essa pessoa é uma testemunha de casamentos arranjados que existem lá. E existem muitos. É muito comum os casais nem se conhecerem antes do casamento, resultando numa união por interesse, que nem sempre dá certo. Como o interesse familiar lá é muito grande, não é raro haver casais que mal conhecem o parceiro. Numa sociedade machista, o homem sai para trabalhar e a mulher fica em casa cuidando dos filhos.&lt;br /&gt;Por isso, quando um casal se ama, acontece de eles combinarem o que chamamos de "suicídio de amor", "suicídio por amor" ou "duplo suicídio". Creio que é a isso que o texto se refere. A um casal que se ama, mas que só pode ficar junto (nessa sociedade machista) na hora de sua morte.&lt;br /&gt;Essa é a questão cultural que pode elucidar alguns aspectos do texto, ou no mínimo enriquecer suas possibilidades. Em outros aspectos menos urgentes para a trama, mas igualmente importantes para a tradução, escolhi manter o termo orignal "hashi", que são os "pauzinhos de comer". Ao menos, para manter o nível da linguagem, e não manchar um texto sensível com esse termo. Sobre a "tigela", primeiro traduzi por "prato", pensando em diminuir a distância entre a nossa realidade e a deles; mais adiante no texto, contudo, percebi que havia muitos termos estrangeiros para fingir que tudo poderia acontecer exatamente aqui no Brasil, e acabei voltando atrás, deixando os utensílios culturais mais visíveis. Da mesma forma, a mesa que a mãe joga no chão, traduzi por "mesinha". Na tradição ocidental, as mesas são usadas para comermos sentados em cadeiras. No japão, as pessoas sentam no chão para comer, daí uma mesa pequena, que a mulher poderia facilmente erguer e arremessar. Quem assiste animes ou filmes japoneses deve conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente, era isso que eu queria escrever, trazendo à luz um pouco do trabalho do tradutor, além de mostrar algumas pequenas escolhas que ele deve fazer durante o processo tradutório, independentemente do tamanho do texto. Espero que tenham sido bom, e que tenham gostado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-3210957594983399378?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/3210957594983399378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=3210957594983399378' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/3210957594983399378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/3210957594983399378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2008/11/da-traduo.html' title='Da tradução'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-3408344542418974947</id><published>2008-11-06T09:48:00.001-08:00</published><updated>2008-11-09T11:27:38.749-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kawabata'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Suicídios de Amor</title><content type='html'>Como eu havia prometido, trouxe aqui o conto traduzido para o português (por mim). Para quem quer conhecer mais sobre o autor, Yasunari Kawabata, basta ler meu post anterior, entrar na wikipedia, ou pedir, que pode ser que eu traga mais coisas sobre ele. Sem mais demora, o conto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Suicídios de Amor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Chegara uma carta de seu marido, um homem que de tanto desprezá-la, a havia abandonado. Aquela era a primeira em dois anos, e havia sido enviada de um local distante do país.&lt;br /&gt;“Não deixe nossa filha brincar com a bola. Eu posso ouvir o som, e ele bate contra o meu coração.”&lt;br /&gt;Ela tirou a bola de sua filha.&lt;br /&gt;Outra carta chegou de seu marido. Essa tinha um selo diferente da anterior.&lt;br /&gt;“Não deixe a nossa filha usar sapatos quando for ao colégio. Eu posso ouvir o som, e ele pisa ruidosamente contra o meu coração.”&lt;br /&gt;Ela deu à filha sandálias de sola macia para usar ao invés dos seus sapatos. A menina chorou e enfim deixou de ir à escola.&lt;br /&gt;Outra carta chegou de seu marido. Fora enviada apenas um mês depois da segunda, mas por sua escrita, ficava aparente o quanto ele havia envelhecido em tão pouco tempo.&lt;br /&gt;“Não deixe nossa filha comer arroz da tigela de porcelana. Eu posso ouvir o som, e ele quebra o meu coração.”&lt;br /&gt;Ela deu de comer à filha com seus próprios hashis como se ela ainda fosse um bebê. E ela lembrou-se de como, quando sua filha ainda era um bebê, o seu marido sentava-se sorridente ao seu lado. A menina foi até os armários e pegou sua própria tigela de arroz sem pedir permissão. A mãe imediatamente arrancou-a de suas mãos e jogou-a violentamente contra uma pedra no jardim. O som do coração de seu marido quebrando. Ela então franziu o cenho, enfurecida, e jogou sua própria tigela contra a pedra. Não era aquele o som do coração de seu marido quebrando? Ela jogou a sua mesinha de jantar no jardim. E aquele som? Ela jogou-se contra uma parede e socou-a com vontade. Arremessou-se como uma lança contra uma parede de papel e rolou do outro lado da partição. E aquele som?&lt;br /&gt;“Mamãe, mamãe, mamãe.”&lt;br /&gt;Ela gentilmente batia nas bochechas de sua filha. A menina veio correndo atrás dela em lágrimas. Ohh – ouça o som!&lt;br /&gt;Outra carta chegou de seu marido. Era como um eco do som. Esta era enviada de um lugar diferente, ainda mais distante que os anteriores.&lt;br /&gt;“Vocês duas devem parar de fazer qualquer barulho. Não abram nem fechem portas. Não respirem. Nem permitam que sequer os relógios façam som algum.”&lt;br /&gt;“Vocês duas, vocês duas, vocês duas…”, murmurando essas palavras, ela chorou copiosamente. E desde então elas não fizeram som algum. Elas pararam por toda eternidade de fazer até o mais ínfimo som. A mãe e a filha morreram.&lt;br /&gt;E, por mais estranho que pareça, seu marido morreu com elas, seu travesseiro ao lado do delas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-3408344542418974947?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/3408344542418974947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=3408344542418974947' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/3408344542418974947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/3408344542418974947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2008/11/havia-chegado-uma-carta-de-seu-marido.html' title='Suicídios de Amor'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-7542475324870729294</id><published>2008-11-03T18:48:00.001-08:00</published><updated>2008-11-03T19:00:27.777-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kawabata'/><title type='text'>Yasunari Kawabata</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em primeiro lugar, eu gostaria de agradecer a todos que comentaram meu blog recentemente e me incentivaram/criticaram. Não sou daqueles que leva críticas pelo lado pessoal. Sei que, na maioria das vezes, elas no mínimo servem como um contraponto, ajudando a ver o próprio trabalho de um jeito diferente. Levo em conta todas que recebo :)&lt;br /&gt;Bem, semana que vem eu irei viajar, o que muito provavelmente significa que não entrarei no msn (coisa que não tenho feito nem ultimamente... perdão a quem me adicionou, mas estive atarefado com trabalho, leituras, estudos, etc.), nem no orkut, e talvez nem aqui por mais de uma semana. Sei que não atualizo com muita freqüência, até pelos motivos já elucidados (que palavra bonita, não?), mas não gostaria de ficar mais um tempo sem mexer por aqui.&lt;br /&gt;Não produzi nada de grande relevância recentemente (tenho tentado montar aquele conto de que falo a horas, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Faerie ou Isabela e o Cavaleiro&lt;/span&gt;, mas infelizmente, estou bem trancado na canção...), mas para não deixar ninguém de mãos vazias, traduzi um conto de um autor Japonês - Yasunari Kawabata - para o seu divertimento. Para quem não conhece (que deve ser algo em torno de 99% de quem freqüenta o site), ele foi o primeiro japonês a vencer o Nobel de literatura, e, de acordo com ele mesmo, as narrativas curtas formava o centro de sua produção literária. Não bastasse isso, próximo do fim de sua carreira, ele foi direcionando a sua criação cada vez mais para o reino do surreal e do misterioso. Daí, para quem já leu os meus contos, já deve ter visto muita semelhança (eu meio que elegi ele o meu padrinho...).&lt;br /&gt;Não vou me comparar a ele, claro. Pelo menos, não ainda. Quem sabe no futuro. É como um aluno que admira o professor, que quer aprender todo o possível dele, e enquanto pode, suga todo o conhecimento. Para quem quiser conhecer suas narrativas curtas, pegue o livro: Contos da palma da mão. Eu infelizmente não tive a oportunidade de ler o livro, apesar de já conhecer algumas histórias.&lt;br /&gt;Como esse post já está se alongando, prometo que publico a tradução (de minha autoria) de um dos contos na próxima quinta-feira, antes de viajar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-7542475324870729294?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/7542475324870729294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=7542475324870729294' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/7542475324870729294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/7542475324870729294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2008/11/yasunari-kawabata.html' title='Yasunari Kawabata'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-7873188576565883684</id><published>2008-10-21T17:43:00.001-07:00</published><updated>2008-10-21T17:45:14.048-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Fumaça e espelhos</title><content type='html'>Como escrevi um conto bem curto, resolvi postá-lo no corpo do blog mesmo (mas para os puristas, irei colocá-lo no site). Até porque, assim fica mais fácil para quem quiser, ler e comentar. Abraço a todos.&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fumaça e Espelhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele levantou cedo da cama, desligando o despertador que insistia em tocar ruidosamente ao seu lado. Roçou a cabeça de leve, desarrumando sua cabeleira negra. Passou a mão pelo rosto e sentiu a barba rala que se aventurava até o meio o pescoço.&lt;br /&gt;Tirou o lençol abarrotado de cima da cama e levantou-se, abrindo os braços finos e compridos para espreguiçar-se. Esfregando os olhos, caminhou até o banheiro, onde tirou o pijama e ligou a água do chuveiro. Lavou-se vagarosamente com a água morna, despertando de gota em gota.&lt;br /&gt;Saiu do chuveiro e puxou uma toalha, que todas as noites deixava pendurada no box para não ter que passar trabalho pela manhã. Ainda pingando sobre o chão gelado de mármore, lambuzou o rosto com creme de barbear e puxou sua gilete.&lt;br /&gt;Sobre a pia do banheiro, havia um espelho que ele usava para fazer a barba. Começou passando a lâmina pela face esquerda, prestando atenção em sua imagem para não errar. Quando terminou aquele lado, lavou a gilete na pia para tirar o excesso de espuma.&lt;br /&gt;Nem teve tempo de perceber sua imagem refletida estendendo a mão para fora do espelho e, num movimento rápido, rasgar-lhe a garganta.&lt;br /&gt;Sem emitir um ruído sequer, deslizou até o chão, sentindo um arrepio frio em seu pescoço.&lt;br /&gt;Sua imagem estava imóvel, observando-o com um sorriso malicioso. Apenas mais tarde, apercebendo-se de sua própria natureza, é que enfim sentiu um corte profundo na garganta e caiu, sangrando até a morte. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-7873188576565883684?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/7873188576565883684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=7873188576565883684' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/7873188576565883684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/7873188576565883684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2008/10/fumaa-e-espelhos.html' title='Fumaça e espelhos'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-3470534782301548001</id><published>2008-10-03T12:34:00.000-07:00</published><updated>2008-10-03T13:54:48.079-07:00</updated><title type='text'>sexo: oral anal facial vaginal ...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu notei uma coisa bem interessante recentemente. Assim que eu falei de sexo em um dos meus posts, a visualização do meu profile e do meu blog cresceram. Quando eu parei de falar disso, contudo, não tive mais comentários. Coincidência? Eu acho que não...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Portanto, resolvi colocar no título do meu post várias palavras relacionadas a sexo para ver se o meu público cresce. Deu certo?&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não é apenas por isso. Eu também publiquei no site, enfim, o meu primeiro conto erótico: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um caso de amor&lt;/span&gt;. Eu havia prometido colocá-lo no ar faz algum tempo, mas só consegui agora. Digo o seguinte: foi uma experiência muito interessante, frustrante e benéfica ao mesmo tempo. Como é difícil escrever sobre sexo sem parecer vulgar, tentando tratar disso com naturalidade e romance. No todo, acho que o conto funciona (especialmente pelo final, que tenta "quebrar" algumas imagens) não só como uma descrição, como também como ação e exercício de linguagem.&lt;br /&gt;Quanto ao outro conto que havia prometido, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Faerie ou Isabela e o Cavaleiro&lt;span style="font-style: italic;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; esse vai demorar um pouco mais. Estou um tanto atarefado no momento (com provas, leituras e o próprio trabalho se espremendo na minha frente, não me dando espaço...), e não pretendo lançar este texto antes de ter certeza de que fiz o meu melhor por ele e que cheguei ao ápice do que eu podia. Até este momento, sei que não cheguei lá. Portanto, esperemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos que chegaram ao final do post, obrigado pela atenção, e bom sexo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-3470534782301548001?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/3470534782301548001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=3470534782301548001' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/3470534782301548001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/3470534782301548001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2008/10/sexo-oral-anal-facial-vaginal.html' title='sexo: oral anal facial vaginal ...'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-9211257282596198773</id><published>2008-09-29T07:35:00.000-07:00</published><updated>2008-09-29T07:43:53.269-07:00</updated><title type='text'>Um segredo revelado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom, seguindo mais um post, resolvi escrever do porquê da demora dos updates. No último post, esclareci alguns motivos, mas faltou um. É o seguinte. Um autor americano irá publicar um livro de contos inéditos contendo apenas histórias de "mistério, fantasia, terror, suspense". Tudo nessa linha. E como eu disse antes, trabalho como tradutor. Resolvi, então, pegar alguns dos meus contos e mandar para lá (traduzi "Frank" e "O Guardião"), além de ter escrito outro conto em inglês, inédito em português, chamado "The Masquerade of Sins and the sacrifice of the thirteenth", uma história contada quase que exclusivamente em diálogos (tem 26 páginas no word, das quais 21 são diálogos) sobre sonhos e a escrita. É um tipo de meta conto metafísico. Deu pra entender?&lt;br /&gt;Até, se alguém quiser, posso postar no site esse conto (em inglês), mas se ele for aceito, assim como os otros dois, terei de tirá-los do ar. Pode ser uma chance única de ler sem ter que pagar! (a menos que não seja aceito, e no caso eu esteja fazendo papel de idiota).&lt;br /&gt;Eu pensei bastante a respeito também, e decidi colocar o meu msn aqui, caso algum fã(!) queira conversar e trocar alguma idéia. hehehe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;msn: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mehazael@hotmail.com&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço a todos! Agora, se me dão licença, tenho coisas para ler...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-9211257282596198773?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/9211257282596198773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=9211257282596198773' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/9211257282596198773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/9211257282596198773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2008/09/um-segredo-revelado.html' title='Um segredo revelado'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-1405787121879355111</id><published>2008-09-24T16:47:00.000-07:00</published><updated>2008-09-24T16:52:18.259-07:00</updated><title type='text'>Próximo, por favor!</title><content type='html'>Bom, não sou uma pessoa de muitos updates, até porque tenho andado meio ocupado ultimamente. O primeiro motivo, que não sei se interessa, muito, é pelo meu trabalho como tradutor. O pessoal adora me mandar trabalhos "pra ontem", aí eu tenho que me virar. E diga-se de passagem, de áreas bem técnicas, nada de tradução literária (nunca traduzi contos de ninguém mais que não fossem os meus). Do e para o inglês, se alguém tiver curiosidade de saber.&lt;br /&gt;O segundo motivo, por outro lado, é de interesse de quem freqüenta o meu site/blog. Sei que não é muita gente, mas acho que por isso mesmo tenho que dar mais valor. Se tiver alguém aí, um viva para você! Prosseguindo, estou finalizando dois novos contos, que pretendo colocar no site assim que possível. O primeiro, chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Faerie ou Isabela e o Cavaleiro&lt;/span&gt; é uma história que envolve fadas e canções. Em geral, não é um tema com o qual eu tenha uma grande afinidade, mas esse eu me diverti muito escrevendo. Quem gosta de humor negro possivelmente vai se interessar. O difícil é uma balada que estou escrevendo/traduzidno. Nunca pensei que fosse tão difícil...&lt;br /&gt;O outro conto se chama &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um caso de amor&lt;/span&gt;, e é o meu primeiro conto erótico (para os taradinhos de plantão...). Vamos ver como fica. Eu gostaria de ter lido Anaïs Nin antes de tê-lo escrito, mas infelizmente eu não consegui. Estava para escrever esta história faz algum tempo, e como não tive a oportunidade de lê-la até agora, decidi que iria tentar por mim.&lt;br /&gt;Há ainda um terceiro motivo, envolvendo tradução, mas esse ainda não pretendo contar. Se tudo der certo, a partir do mês que vem (provavelmente o próximo post, no ritmo que estou indo ^^") já posso revelar o que se passa.&lt;br /&gt;Obrigado a todos que me visitaram e especialmente a quem me deixou comentários. Um abraço especial à minha grande amiga Adri (que me incentivou a criar um blog) e ao Roberto Colombo e ao Bruno Cobbi, que me adicionaram aos blogs deles (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;origaming.blogspot.com&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aprendizdeescritor.com.br&lt;/span&gt; respectivamente). E sabendo que a justiça tarda mas não falha, outro pro Expresso Hogwarts, que me indicou no site. Visitem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-1405787121879355111?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/1405787121879355111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=1405787121879355111' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/1405787121879355111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/1405787121879355111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2008/09/prximo-por-favor.html' title='Próximo, por favor!'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-3569773517525227487</id><published>2008-09-18T06:32:00.000-07:00</published><updated>2008-09-18T07:50:22.295-07:00</updated><title type='text'>A miragem</title><content type='html'>Ontem no orkut, me foi feita uma pergunta bem interessante, para a qual eu, de certa forma, tenho a resposta. Mas que, também, só serve para mim. A pergunta era: "se estivesse no desrto do seu Eu, que tipo de miragem você acha que teria para satisfazer suas necessidades poéticas?"&lt;br /&gt;Isso diz respeito justamente ao porquê de Miragens no Deserto, o porquê desse contexto, desse cenário. Isso tem a ver com um amigo meu, que, alguns anos atrás, foi para o deserto participar de uma corrida e, na volta, me contou essa história.&lt;br /&gt;Ele diz ter visto uma miragem. Que no calor escaldante, quando ele e sua equipe haviam parado o carro, ele viu alguém ao longe. Uma mulher trajada em roupões brancos e opacos caminhava lentamente pela maresia arenosa, em direção a eles. Quanto mais próximo ela chegava, melhor podiam discerni-la, e quando ela estava a poucos metros, viram que uma nuvem negra cruzava o infinito sobre sua cabeça, fazendo-lhe sombra. Então a nuvem trovejou, e desapareceram ambos.&lt;br /&gt;Esse foi o relato - evidentemente, procurei "embelezá-lo", até porque não me recordo de todos os detalhes. Mas essa percepção de um andarilho no deserto, vigiado pela chuva que não cai, ficou marcada em mim, e inspirou muito do que eu escrevo. Sempre que penso nos meus contos, nas Miragens no Deserto, me vem essa imagem jamais vista. É justamente a que mais me marca, porque por mim foi criada conforme as minhas necessidades.&lt;br /&gt;E é ela que me satisfaz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-3569773517525227487?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/3569773517525227487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=3569773517525227487' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/3569773517525227487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/3569773517525227487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2008/09/miragem.html' title='A miragem'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-2518393506793159638</id><published>2008-09-16T14:08:00.000-07:00</published><updated>2008-09-16T14:20:18.977-07:00</updated><title type='text'>Obrigado, Gracias, Merci, Arigatô, etc.</title><content type='html'>Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a todas as pessoas que comentaram o meu site, seja aqui no blog ou no meu orkut. Obrigado por, de pouquinho em pouquinho, darem visibilidade ao site e me ajudarem a cumprir as minhas expectativas. Ainda estou só começando, mas vamos lá!&lt;br /&gt;Segundo: uma coisa que me chamou a atenção (que pode ser tanto um elogio quanto uma crítica) é que, até este momento, as pessoas só comentaram os contos curtos. O mais comentado é o 'Coisas de criança'. Só tem duas frases - curtas. Fico imaginando se meu poder de síntese e de criar pequenas narrativas é tão grande assim que consigo transmitir todas as idéias em tão pouco espaço.&lt;br /&gt;O outro conto mais comentado é o Frank. Que é um dos meus favoritos. Quem gostou, pode esperar que o Jonas volta. E se preparem para conhecer a Adriane. Ela é importante. Muahahahaha! Mas isso fica pra depois.&lt;br /&gt;Acho uma pena também, já que outros contos que gostei muito de escrever foram '11 de Outubro, 2001' e 'Theatro dos Sonhos'. Este último baseado em fatos reais. São um pouco maiores, é verdade, e sei que nem todo mundo tem tempo de ler esse tipo de narrativa, mas nos meus sonhos todo mundo lê e me ama...&lt;br /&gt;Bom, sei que já estou enchendo o saco aqui, então já vou me despedindo. Como estou há algum tempo sem postar nada, tinha bastante coisa para falar. Ainda tenho, na verdade, mas vou guardar isso pra depois.&lt;br /&gt;Um abraço a todos que comentaram, aos que ainda vão comentar, e aos que só leram sem dizer nada - mas o de vocês é menor :P&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-2518393506793159638?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/2518393506793159638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=2518393506793159638' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/2518393506793159638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/2518393506793159638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2008/09/obrigado-gracias-merci-arigat-etc.html' title='Obrigado, Gracias, Merci, Arigatô, etc.'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-8890377857148640852</id><published>2008-09-08T19:28:00.000-07:00</published><updated>2008-09-18T13:53:18.709-07:00</updated><title type='text'>Dos updates</title><content type='html'>Bom, como o site ainda é novo e eu estou em processo de divulgação, não vou ter muito tempo para updates. Pelo menos, por agora. Basta saber que ainda tenho alguns contos no HD que quero dar uma revisada, limpar, etc. Pretendo colocá-los no ar assim que possível.&lt;br /&gt;Contudo, quem me conhece sabe que isso não é fácil, já que eu sou feito uma criança na hora de me concentrar. Fico imaginando coisas novas, crio histórias e contos e no fim, acabo deixando tudo pela metade. Bem, estou tentando me policiar e dar um jeito nisso. O que, também, pode significar alguns atrasos no site, já que tenho alguns projetos paralelos que preciso finalizar.&lt;br /&gt;Mas depois disso, estarei livre (quando o "depois disso" será, contudo...).&lt;br /&gt;O que importa é que vou continuar atualizando o blog e dar uma olhada aqui. Mandem perguntas, críticas, sugestões, etc. Ou quem quiser, visite a minha página no orkut, meu nome é Miragens (para facilitar, estou em comunidades como "Escritores de Fantasia", "Amantes de contos" e "Sonhar".&lt;br /&gt;Bom, abraço a todos e boa noite.&lt;br /&gt;:D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-8890377857148640852?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/8890377857148640852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=8890377857148640852' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/8890377857148640852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/8890377857148640852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2008/09/dos-updates.html' title='Dos updates'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-6141923558879394084</id><published>2008-08-31T21:10:00.000-07:00</published><updated>2008-08-31T21:12:21.000-07:00</updated><title type='text'>Enfim</title><content type='html'>Pronto!&lt;br /&gt;Finalmente, fiz o que eu havia prometido (a mim mesmo). Criei o site com meus contos e publiquei na rede. O link está no topo da página, à direita. Quem veio de lá, sabe do que eu estou falando; quem achou este blog, agora pode visitar o site!&lt;br /&gt;Boas leituras!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-6141923558879394084?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/6141923558879394084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=6141923558879394084' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/6141923558879394084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/6141923558879394084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2008/08/enfim.html' title='Enfim'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1954309292677586223.post-3209531156536920986</id><published>2008-08-31T20:42:00.000-07:00</published><updated>2008-08-31T20:45:30.451-07:00</updated><title type='text'>Miragens...</title><content type='html'>Bom, sendo novo na web, achei melhor, antes de mais nada, me apresentar. Eu sou um aspirante a escritor e, por isso mesmo, achei uma boa idéia publicar os meus textos na internet para poder mostrar o meu "trabalho".  Assim, espero que outras pessoas possam ler, apreciar (!) e mandar suas opiniões.&lt;br /&gt;Eu ainda sou novo nisso, e tenho que pegar o jeito, então espero que me aguentem. hehehe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem-vindos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1954309292677586223-3209531156536920986?l=visoesnaareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/feeds/3209531156536920986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1954309292677586223&amp;postID=3209531156536920986' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/3209531156536920986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1954309292677586223/posts/default/3209531156536920986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://visoesnaareia.blogspot.com/2008/08/miragens.html' title='Miragens...'/><author><name>Mehazael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04408158185342611729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3Hyb-mlnnlU/SfpnJxeJ8lI/AAAAAAAAABc/ycGzeGa0y3o/S220/please.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
